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A Fundação D. Luís I celebra um quarto de século

com os olhos postos num futuro

repleto de desafios culturais dinâmicos e ecléticos.

 

É neste ponto que o futuro da Fundação se inspira no passado, assumindo desde o primeiro momento um compromisso assente na qualidade, na exigência e na inclusão. O conceito inovador do Bairro dos Museus, o Serviço Cultural e Educativo, as artes plásticas, a música, o teatro, as edições, a poesia, as residências literárias internacionais, os encontros temáticos com especialistas de dentro e de fora do país, a criação da Cátedra Cascais Interartes, entre outras apostas da Fundação D. Luís, juntam-se numa programação que privilegia a afirmação do conhecimento, da inovação, tendo o talento como linha condutora. Assim tem sido ao longo destes 25 anos, que se assinalam a 19 de março de 2021, e assim continuará a ser nos tempos que se avizinham. São tempos que nos incutem cada vez mais rigor nas ações que pretendem chegar a Todos, munícipes e visitantes nacionais e internacionais.

 

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Os Primeiros Anos

 

Nos primeiros 4 anos da sua vida a Fundação D. Luís I (1996-2000) esteve instalada na chamada «Casa dos Guardas», junto ao Museu Conde Castro Guimarães, onde foram elaborados os princípios que têm até ao presente norteado a dinâmica desta instituição.

Nesse período, o Conselho de Administração da Fundação definiu como ponto de partida para a sua actuação três linhas de força principais, a saber: Promover conversações com a Fundación Bancaja, de Valência, proprietária de várias coleções completas da obra gráfica de Pablo Picasso (entre outro importantíssimo património artístico), com vista à assinatura de um protocolo de cooperação; Concretizar um acordo com o colecionador Duarte Pinto Coelho mediante o qual viesse a ser cedida à Fundação, em regime de depósito durante 10 anos, a sua valiosa coleção de Cerâmica das Caldas e posteriormente todas as outras que havia construído ao longo de uma vida de coleccionador muito exigente, se bem que eclético; Organizar a II Bienal de Cascais, designada por Bienal da Utopia, tendo como ponto alto a apresentação da série Quixotes, de Júlio Pomar, e a participação de intelectuais de várias nacionalidades que apresentaram intervenções do mais alto nível em distintas áreas do saber.

Paralelamente a estes três vectores que marcaram o arranque da intervenção cultural da Fundação, decorreram outras iniciativas que provaram o dinamismo e abrangência da programação fundacional: debate sobre a regionalização com grandes figuras nacionais (Professores António Borges Coelho, Jorge Gaspar, A. H. de Oliveira Marques, José Vieira de Carvalho, César de Oliveira e Augusto Santos Silva, Arquitetos Sérgio de Melo e Gonçalo Ribeiro Telles, e Dr. António Borga); colóquio internacional Música e Mundo da Vida, coordenado pelo musicólogo Professor Mário Vieira de Carvalho; ciclos de cinema e espetáculos de teatro.

À assinatura do protocolo com a Fundación Bancaja, em 1997, seguiu-se um outro acordo, com um importante parceiro na área das artes plásticas, o MEIAC (Museo Estremeño Iberoamericano de Arte Contemporáneo), de Badajoz, como resultado do bom entendimento entre o Director do referido equipamento, Antonio Franco Domínguez, entretanto falecido, e o Administrador-Delegado da FDLI. Em 1998, como resultado da assinatura do referido protocolo, foi apresentada a Suite 156, de Picasso.

 

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III Bienal de Cascais

Um Novo Espaço Cultural

 

A III Bienal de Cascais abriu com homenagens a Eduardo Lourenço e Peter Bogdanovitch, sendo este cineasta ainda agraciado pelo Presidente da República com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Intervieram no ciclo de conferências da Bienal os seguintes convidados: Carmen Alborch (antiga ministra espanhola da Cultura), Bernard-Henri Lévy, Gonzalo Torrente Ballester, John Ryle (jornalista de The Guardian), Eugénio Lisboa, Hélder Coelho, António Coutinho, Alexandre Quintanilha, Eduardo Portella (antigo ministro brasileiro da Cultura) e Júlia Nery. O programa de Música e Canto foi assegurado pelos Moscow Piano Quartet, Borodin String Quartet, Orquestra de Câmara de Nicolau Lalov e barítono português Jorge Chaminé. O Teatro Experimental de Cascais levou à cena a peça de Luiz Francisco Rebello A Desobediência. A exposição Cascais: Património e Cidadania foi realizada segundo um guião de Margarida Magalhães Ramalho. Nesta Bienal foi também apresentada uma parte da obra gráfica de João Abel Manta, estando inscrita na programação de 2021 a realização da retrospectiva completa. Nesse ano a Fundação realizou também exposições de Eduardo Arroyo, António Dacosta, Victor Belém, Jules Maidoff e Konstantin Bessmertnii.

Com a inauguração do Centro Cultural de Cascais, em Maio de 2000 (espaço onde a Fundação entretanto se instalou), rasgaram-se novos e amplos horizontes à sua atividade cultural, passando a dispor de um excelente espaço que, nesse ano de 2000, era o quarto maior do País em área coberta para exposições, com uma área total de 3.700 metros quadrados.

 

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Casa das Histórias Paula Rego

 

Após 2013, extinta que foi a Fundação Paula Rego por força do novo quadro legal, passou a Fundação D. Luís I a gerir a Casa das Histórias Paula Rego, bem como a equipa que a integrava.

Garantindo, devido à qualidade e coerência da sua programação artístico-cultural, um constante aumento do número de visitantes, a FDL chega a 2021, data do seu 25º aniversário, com elevada notoriedade em termos nacionais e internacionais, após ter, em parceria com Município de Cascais, montado, por intervenção directa do Presidente Carlos Carreiras, um projecto pioneiro em Portugal, o Bairro dos Museus, conceito agregador de património material e imaterial, de talento e criação.

O BM surge numa perspetiva de racionalização e desenvolvimento dos instrumentos de sustentabilidade da atividade cultural no território de Cascais envolvendo as estruturas criativas e educativas e a sociedade civil cascalense, sendo que a sua programação se integra num conjunto diverso mas coerente de oportunidades de produção e consumo cultural num perímetro que reúne hoje 14 espaços museológicos e 2 parques urbanos, bem como uma vasta série de projetos artísticos que lhe são transversais e a outros espaços públicos e privados.

A programação do Bairro dos Museus reúne artes plásticas, artes performativas (que serão, logo que estejam terminadas as obras, transferidas, com outra amplitude, para o Edifício Cruzeiro, que se chamará Vila das Artes), literatura, cinema, conferências, cursos e visitas guiadas ou orientadas para todos os públicos, integrando a criação e o património locais e a produção cultural internacional relevante.

Do conjunto de museus e espaços expositivos podemos destacar a Casa das Histórias Paula Rego, cujo edifício é assinado pelo Arquiteto Souto Moura, Prémio Pritzker em 2011, onde foi instalado o projeto da pintora portuguesa mais conhecida.

 

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Centro Cultural de Cascais

Espaço Memória dos Exílios

 

O Centro Cultural de Cascais Constitui-se como o espaço de maior ecletismo do Bairro, tendo recebido nos seus quase 25 anos de existência inúmeras exposições de artistas portugueses (Alberto Carneiro, Costa Pinheiro, René Bértholo, João Jacinto, Dacosta, Graça Morais, Roque Gameiro e outros) e internacionais (Goya, Groz, Picasso, Lita Cabellut, Sam Shaw, Norman Parkinson, Jessica Lange, Bryan Adams, Alexandra Hedison, Vivian Maier ou Herb Ritts, por exemplo).

Situado no Estoril, o Espaço Memória dos Exílios preserva, no núcleo da exposição permanente, a memória da passagem de exilados famosos e anónimos que a vaga de refugiados durante a II Grande Guerra Mundial trouxe à região e ao país contextualizada na história da localidade durante os anos 40.

 

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Museu Condes de Castro Guimarães

Museu do Mar

 

O Museu Condes de Castro Guimarães, deixado em testamento ao Município de Cascais no início do séc. XX, acomoda uma coleção de pintura portuguesa e estrangeira (flamenga, italiana, espanhola e francesa) do século XVI ao século XX, escultura portuguesa e europeia (século XVIII ao século XX, mobiliário português e estrangeiro (francês, inglês, espanhol e italiano) do século XVI ao século XIX, mobiliário indo-português e duas peças lacadas chinesas do século XVIII e XIX, ourivesaria portuguesa do século XVII ao século XIX (algumas com punções brasileiras) e baixelas francesas do século XIX, porcelana Oriental, China e Japão, séculos XVIII e XIX e azulejaria portuguesa e hispano-mourisca do séculos XVI ao XIX.

O Museu do Mar Rei D. Carlos, acolhe as coleções resultantes das expedições de D. Carlos, rei de Portugal entre 1889 e 1908, entusiasta da investigação oceanográfica, combinando no seu acervo e exposições temporárias toda a problemática do Mar, elemento central do desenvolvimento de Cascais, e da sua preservação.

Para além destes espaços de referência, os restantes elementos museológicos desenvolvem aspetos particulares da cultura e tradição locais, articulando com uma leitura mais profunda dessas manifestações com uma ligação aos grandes temas da atualidade (alterações climáticas, migrações, entre outros).

 

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Bairro dos Museus

 

A criação do Bairro dos Museus, agora a coberto da designação Cultura Cascais, permitiu integrar todos estes equipamentos sob uma marca comum, articular a programação e logística e projetar a sua atividade de forma a extravasar o seu espaço físico, criando iniciativas transversais de divulgação e criação cultural com bilhética integrada para todos os recursos, exposições e eventos, criação de bilhetes diários para todos os espaços e a sua integração nos sistemas de bilhética online, divulgação conjunta das atividades, programação de novos espaços museológicos, desenvolvimento de parcerias com produtores culturais e mobilização de mecenas: eis alguns dos aspetos que melhor refletem este novo impulso tanto do ponto de vista de facilidade de gestão como de coerência programática.

 

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Residências Internacionais de Escrita

Cátedra Cascais Interartes

 

As Residências Internacionais de Escrita Fundação D. Luís I, organizadas em colaboração com o Grupo Pestana e coordenadas por Filipa Melo, permitem a autores convidados uma estada de dois meses na vila de Cascais, fornecendo-lhes um espaço para alojamento e para criação, ao mesmo tempo que lhes é solicitado que participem em iniciativas de divulgação do seu trabalho e de intercâmbio com agentes culturais portugueses. O envolvimento do autor-residente na comunidade é incentivado, embora o objetivo principal da sua estada seja a escrita. Os autores que, entretanto, estiveram em Cascais foram os seguintes: Olivier Rolin, Michael Cunningham e Jonathan Coe. O próximo será Javier Serras.

Criada em 2017, com o respaldo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Cátedra Cascais Interartes, que tem Mário Avelar como director executivo e uma notável plêiade de académicos portugueses e estrangeiros nos Conselhos Científico e Consultivo, dedica-se ao estudo da obra de artistas que, desta ou daquela maneira, se relacionam com Cascais, atribuindo bolsas de investigação e organizando diversos actos culturais.

 

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Artemar, Landart

Cinema

 

Os projetos Artemar e Land Art, com curadoria de Luísa Soares de Oliveira, são organizados em anos alternados no Paredão de Cascais e na Quinta do Pisão, respectivamente, possibilitando um tipo de fruição estética distinta.

Os ciclos de cinema exibem regularmente filmes de temáticas e cineastas de referência internacional, sendo que muitas vezes esses ciclos estão integrados em programações mais vastas.

Todas as atividades do Bairro dos Museus estão direcionadas, em primeiro lugar, para os cidadãos de Cascais, sejam nacionais ou estrangeiros (cerca de 20% da população local é de outras nacionalidades) e, em segundo lugar, para os visitantes ou turistas que, no nosso conceito, são cidadãos temporários.

A acção Fundação D. Luís I, que se concretiza através do conceito do Bairro dos Museus e de muitas outras formas, estende-se ao longo do ano, contrariando a sazonalidade da atividade turística tradicional e, nesse sentido, combatendo a concentração de visitantes na época balnear, contribuindo para o equilíbrio da pressão demográfica.

Na agenda para o futuro está a melhoria da comunicação com os visitantes, ultrapassando as barreiras linguísticas e facilitando uma melhor integração dos cidadãos temporários – turistas – na dinâmica de desenvolvimento local.

 

 

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Fundação D. Luís na Vila das Artes

 

A Fundação D. Luís vai gerir a programação cultural da Vila das Artes, projeto cultural que juntará as artes performativas e o cinema, no antigo edifício Cruzeiro, Monte Estoril.

O cinema junta-se agora às artes performativas, neste espaço que albergará também o acervo da filmoteca de José de Matos-Cruz, ciclos de cinema dedicados a autores e géneros menos conhecidos do público.

Os espaços da Vila das Artes acolherão as atividades das Orquestras Sinfónica de Cascais e de Câmara de Cascais e Oeiras, a Escola Profissional de Teatro de Cascais, e Teatro Experimental da Cascais.

Da programação da Vila das Artes destacam-se ainda workshops sobre cinema, teatro e televisão.

A gestão cultural da Vila das Artes articula a programação do próprio auditório, do Teatro Municipal Mirita Casimiro e do auditório do Casino Estoril.

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O Que Dizem de Nós...

 

veja aqui os testemunhos

 

A Fundação D. Luís I conta com a colaboração de um conjunto muito significativo de personalidades das mais variadas áreas. Para assinalar os 25 anos de atividade, o Conselho Diretivo solicitou a algumas delas que deixassem um depoimento sobre o papel da Fundação no passado, no presente e no futuro. Entre as personalidades que aceitaram dar um testemunho estão os seus quatro presidentes – José Luís Judas, António Capucho, Carlos Carreiras e Salvato Teles de Menezes - Paula Rego, Nick Willing, os Duques de Sória – Sua Alteza Real a Infanta de Espanha D. Margarida e Carlos Zurita; Germano Rego de Sousa, José d'Encarnação, António Borges Coelho e Jorge Silva Melo, entre outras figuras nacionais e internacionais.

 

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Coleção Fundação D. Luís

 

A Coleção de Arte da Fundação D. Luís I constitui o mais relevante bem patrimonial da instituição, decorrendo a sua crescente valia das doações de artistas que expuseram no Centro Cultural de Cascais. Também a boa vontade de alguns mecenas (como por exemplo a introdução, no Regulamento de um Prémio, de clausulado através do qual a obra premiada reverte obrigatoriamente a favor da entidade promotora) se revestiu de grande importância. Neste último caso, o exemplo frisante foi o do Prémio de Escultura City Desk, entretanto extinto: alguns dos trabalhos premiados, representativos da obra de alguns dos mais conhecidos escultores nacionais, e hoje propriedade da Fundação, são frequentemente solicitados para exposições em Portugal e no estrangeiro (como ocorreu com Encampassing the World).

A Colecção é exibida, desde 2013, na ala mais moderna do Centro Cultural de Cascais, primeiro de acordo com critérios de ordem temática e depois de forma mais diversificada, em regime rotativo, tendo por objectivo apresentar todas as peças.
Uma parte da Coleção está, ao abrigo de um protocolo de colaboração assinado entre a Fundação e o Grupo Pestana, exposta, desde a sua inauguração em 2018, nos corredores do Pestana Amsterdam Riverside Hotel.

 

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Num Minuto Muitas Experiências

 

Nova rubrica da Fundação D. Luís I e da Câmara Municipal de Cascais que pretende mostrar a vida e identidade cultural do Bairro dos Museus e de outros espaços do concelho. Museus, monumentos, projetos diversos como a Vila das Artes, grandes figuras de Cascais ou simplesmente um passeio. Um minuto, muitas curiosidades e a vivência de experiências. Uma vez por semana, os atores Rodrigo Tomás, André Simões, Maria Gomes de Andrade e Diana Sousa Lara explicam por que é que deve viver a Cultura em Cascais. Brevemente nas plataformas digitais da Fundação D. Luís I e da Câmara Municipal de Cascais.

 

 

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