De Homero à Bíblia, desde as suas origens mais remotas, a cultura ocidental é marcada pela presença do texto. Foram assim muitas as obras que resistiram à passagem do tempo e que deram corpo a um cânone ao qual amiúde nos referimos como "clássicos". É sobre essas Grandes Obras da Cultura Ocidental que a Cátedra Cascais Interartes concebeu um ciclo-seminário permanente para o qual convidou reputados especialistas que nos irão ajudar a compreender melhor a razão pelas quais determinados textos conseguiram integrar o nosso tecido cultural comum.

Grandes Obras da Literatura Universal

13 Dez ’25 às 17h

Sepúlveda e Lianor

de Jerónimo Corte-Real

por HÉLIO ALVES

Conferencia por Zoom

ID do Webinar: 851 0530 4633

Senha: 605973

Aceda à conferência

A obra poética de Jerónimo Corte-Real, em geral, e o seu poema Sepúlveda e Lianor, em particular, constituem casos-limite do clássico no cânone português e ocidental.

As opiniões históricas são extremamente desencontradas, desde o menosprezo profundo (geralmente de portugueses) até aos mais altos encómios (quase só de estrangeiros), passando sobretudo, ao mesmo tempo, por enormes ausências, desconhecimentos e até por aquilo que hoje poderíamos chamar “cancelamentos”.

A presente conferência preocupa-se, fundamentalmente, em procurar responder às seguintes questões: o que terá levado a tão grandes desencontros de opinião? E o que torna especial a poesia e o poema de Corte-Real para os ter causado?

Hélio Alves é Professor de Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi docente da Universidade de Évora e da Universidade de Macau. Leccionou e/ou examinou também nas Universidades de Berlim (Freie), Nova Iorque (The Graduate Center),

Oxford, Pavia e Sorbonne. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Literatura Comparada (2013-2018) e Director do Centro de Estudos Comparatistas (2021-2025). Gravou dois álbuns de originais em CD para piano solo.

Sepúlveda e Lianor

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