De Homero à Bíblia, desde as suas origens mais remotas, a cultura ocidental é marcada pela presença do texto. Foram assim muitas as obras que resistiram à passagem do tempo e que deram corpo a um cânone ao qual amiúde nos referimos como "clássicos". É sobre essas Grandes Obras da Cultura Ocidental que a Cátedra Cascais Interartes concebeu um ciclo-seminário permanente para o qual convidou reputados especialistas que nos irão ajudar a compreender melhor a razão pelas quais determinados textos conseguiram integrar o nosso tecido cultural comum.

Grandes Obras da Literatura Universal

11 Jun ’22 às 17h

ÉDIPO REI

de Sófocles

por Teresa Bartolomei

Conferência por Zoom

Um dos textos fundamentais da cultura ocidental, amiúde convocado através da psicanálise freudiana, Édipo Rei, de Sófocles, foi levada à cena entre 430 e 426 a.C.. A intriga gira em torno da personagem que lhe dá nome, Édipo, e da sua incessante tentativa de fuga a um destino que, ironicamente, o transcende. Com efeito, no início da peça Édipo surge como o respeitado governante da cidade de Tebas, cujos cidadãos foram atingidos por uma praga. Ao consultar o oráculo de Delfos, fica a saber que essa praga só terminará quando o assassino do primeiro marido da rainha Jocasta, o rei Laio, for descoberto e punido. A investigação de Édipo dá assim lugar a uma reconstrução obsessiva do seu próprio passado...

Docente da Universidade Católica,

Teresa Bartolomei tem publicado ensaios sobre questões de ética, hermenêutica e literatura, e textos de ficção na Alemanha e em várias revistas italianas, francesas e portuguesas. Doutorou-se em Teoria da Literatura, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,

com uma tese sobre "Figuras líricas da temporalidade na poesia de Emily Dickinson". Foi convidada para um projeto de pós-doutoramento no Programa de Teoria da Literatura, onde leccionou um seminário sobre "Tempos bíblicos".

Édipo Rei, de Sófocles, por Teresa Bartolomei

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