É com muito regozijo que a Fundação D. Luís I acolhe, no Centro Cultural de Cascais, a exposição Domingos Dias Martins: Fotógrafo de Gentes e Pedras do Gerês Transmontano. Esta mostra apresenta-se, e o título o diz peremptoriamente, como um testemunho raro e profundamente humano sobre o território e as comunidades do Gerês transmontano, revelando o conjunto de imagens reunidas a sensibilidade de um autor que, a partir de uma prática amadora e intuitiva, constrói um registo visual de grande valor etnográfico e artístico.
Entre o rigor do retrato e a simplicidade do quotidiano, Domingos Dias Martins captou a essência de uma região onde a ligação entre as pessoas, a terra e a paisagem se desenha com autenticidade e respeito, como aconteceu, durante muito tempo, noutras regiões de Portugal. O olhar do fotógrafo, simultaneamente íntimo e universal, confere às suas imagens a força de uma memória colectiva — a memória de um modo de vida que o tempo transformou, mas que permanece como parte fundamental do património imaterial português.
Esta exposição pretende homenagear o fotógrafo e sublinhar a importância de preservar e divulgar um legado cuja íntima ligação a uma determinada realidade é única, devido à força do sentimento de genuinidade que marca esse registo.
Salvato Teles de Menezes
Presidente do Conselho Directivo
Fundação D. Luís I/Director Delegado
Fotógrafo de Gentes e Pedras do Gerês Transmontano
É com muito regozijo que a Fundação D. Luís I acolhe, no Centro Cultural de Cascais, a exposição Domingos Dias Martins: Fotógrafo de Gentes e Pedras do Gerês Transmontano. Esta mostra apresenta-se, e o título o diz peremptoriamente, como um testemunho raro e profundamente humano sobre o território e as comunidades do Gerês transmontano, revelando o conjunto de imagens reunidas a sensibilidade de um autor que, a partir de uma prática amadora e intuitiva, constrói um registo visual de grande valor etnográfico e artístico.
Entre o rigor do retrato e a simplicidade do quotidiano, Domingos Dias Martins captou a essência de uma região onde a ligação entre as pessoas, a terra e a paisagem se desenha com autenticidade e respeito, como aconteceu, durante muito tempo, noutras regiões de Portugal. O olhar do fotógrafo, simultaneamente íntimo e universal, confere às suas imagens a força de uma memória colectiva — a memória de um modo de vida que o tempo transformou, mas que permanece como parte fundamental do património imaterial português.
Esta exposição pretende homenagear o fotógrafo e sublinhar a importância de preservar e divulgar um legado cuja íntima ligação a uma determinada realidade é única, devido à força do sentimento de genuinidade que marca esse registo.
Salvato Teles de Menezes
Presidente do Conselho Directivo
Fundação D. Luís I/Director Delegado
Domingos Dias Martins
FOTÓGRAFO DE GENTES E PEDRAS DO GERÊS TRANSMONTANO
A exposição de Domingos Dias Martins revela um olhar singular sobre o Gerês transmontano, onde a vida comunitária, o trabalho da terra e a presença austera da paisagem se inscrevem nas imagens como memória de um território e de um modo de vida. Nascido em 1919 na aldeia de Cela e residente em Lisboa, o fotógrafo regressava regularmente às suas origens, iniciando a partir da década de 1940 um conjunto de registos que hoje se inscrevem no campo da fotografia vernacular portuguesa.
Assumidamente amadora, a sua prática revela uma sensibilidade intuitiva, onde a frontalidade do retrato e a observação do quotidiano rural se articulam numa linguagem directa e despojada, procurando reflectir as regras clássicas da fotografia de forma quase ingénua. É precisamente nessa aparente ingenuidade formal que reside a singularidade destas imagens: um olhar próximo e afectivo que, sem intenção programática, preserva fragmentos de uma cultura e de um tempo em lenta transformação. A sua visão artística é um convite à valorização do património cultural imaterial português, perpetuando a memória de uma cultura rica e multifacetada que importa salvaguardar.
João Miguel Barros
Luís Filipe Rocha
Francisco Teixeira da Mota
AMIGO DA
FUNDAÇÃO



