EM VOZ ALTA OS NOSSOS POETAS
Os Artistas Unidos e a Fundação D. Luís I decidiram, de comum acordo, retomar as sessões de poesia em voz alta na Casa Sommer, em Cascais, dando assim continuidade a uma iniciativa do saudoso Jorge Silva Melo. Por indicação de Jorge Silva Melo, o poeta Luis Filipe Castro Mendes foi escolhido pelos Artistas Unidos para passar a fazer a escolha dos poetas e dos poemas que integrarão estes ciclos.
Decidimos em primeiro lugar dar sequência à apresentação dos três poetas ainda escolhidos por Jorge Silva Melo, Antero de Quental, António Nobre e Ana Luísa Amaral, iniciando depois um novo ciclo de poetas e poemas. A sessão relativa a Antero de Quental terá lugar já no próximo dia 19 de novembro pelas 18 horas, na Casa Sommer, com poemas de Antero escolhidos por Luis Filipe Castro Mendes e lidos por Luís Lucas e Manuel Wiborg.
As sessões relativas a António Nobre e Ana Luísa Amaral (que recentemente perdemos) terão lugar respetivamente nos dias 3 de dezembro e 21 de janeiro próximos, com leituras por Luís Lucas e Catarina Wallenstein (António Nobre) e Lia Gama e Maria João Luís (Ana Luísa Amaral).
O ciclo seguinte será anunciado oportunamente e a escolha de poemas e poetas obedecerá aos mesmos critérios definidos por Jorge Silva Melo: poetas de língua portuguesa, de todas as épocas e tendências, apenas escolhidos pela sua qualidade.
Casa Sommer
Sábado, 21 Jan às 18h
ANA LUÍSA AMARAL (1956-2022) nasceu em Lisboa e vivia, desde os nove anos, em Leça da Palmeira. Foi poetisa, tradutora e professora de Literatura e Cultura Inglesa e Americana na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde integrava a direção do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Tinha um doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson e as suas áreas de investigação eram Poéticas Comparadas, Estudos Feministas e Estudos Queer. Foi autora, com Ana Gabriela Macedo, do Dicionário de Crítica Feminista (Afrontamento, 2005) e preparou a edição anotada de Novas Cartas Portuguesas (1972), de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa (Dom Quixote, 2010). Organizou, com Marinela Freitas, os livros Novas Cartas Portuguesas 40 Anos Depois (Dom Quixote, 2014) e New Portuguese Letters to the World (Peter Lang, 2015). Coordenou o projeto internacional Novas Cartas Portuguesas 40 anos depois, que envolveu 13 equipas internacionais e mais de 15 países. Fez leituras em vários países, como Brasil, França, Estados Unidos da América, Alemanha, Irlanda, Espanha, Rússia, Roménia, Polónia, Suécia, Holanda, China, México, Itália, Colômbia e Argentina, e os seus livros estão editados em vários países como Estados Unidos da América, França, Brasil, Suécia, Holanda, Venezuela, Itália, Colômbia, México, Reino Unido e Alemanha. Em torno dos seus livros de poesia e infantis foram levados à cena espetáculos de teatro e leituras encenadas (como O olhar diagonal das coisas, A história da Aranha Leopoldina, Próspero morreu ou Amor aos Pedaços). Obteve diversas distinções, como a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Matosinhos e a Medalha de Ouro da Câmara Municipal do Porto, por serviços à Literatura, ou a Medaille de la Ville de Paris, e diversos prémios, entre os quais o Prémio Literário Correntes d’Escritas, o Premio di Poesia Giuseppe Acerbi, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio António Gedeão, o Prémio Internazionale Fondazione Roma, Ritratti di Poesia, o Prémio PEN, de Ficção, o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho, da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio Literário Guerra Juntqueiro, o Prémio Leteo (Espanha), o Prémio de Melhor Livro do Ano dos Livreiros de Madrid, o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Literário Francisco Sá de Miranda, ou o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Em 2021, saiu no Reino Unido um livro de ensaios sobre a sua obra, pela Peter Lang Publishing, com o título The Most Perfect Excess: The Works of Ana Luísa Amaral (org. Claire Williams). Tinha um programa de rádio, com Luís Caetano, na Antena 2, chamado O Som que os Versos Fazem ao Abrir.
AMIGO DA
FUNDAÇÃO




