De Homero à Bíblia, desde as suas origens mais remotas, a cultura ocidental é marcada pela presença do texto. Foram assim muitas as obras que resistiram à passagem do tempo e que deram corpo a um cânone ao qual amiúde nos referimos como "clássicos". É sobre essas Grandes Obras da Cultura Ocidental que a Cátedra Cascais Interartes concebeu um ciclo-seminário permanente para o qual convidou reputados especialistas que nos irão ajudar a compreender melhor a razão pelas quais determinados textos conseguiram integrar o nosso tecido cultural comum.

Grandes Obras da Literatura Universal

9 Mai ’26 às 17h

A Torre (surrealista) da Barbela

por Paula Oleiro

Conferência por Zoom

ID do Webinar: 863 8350 4285

Senha: 611396

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O absurdo, o desencontro, a fragmentação do eu e o fantástico são temas constantes da ficção de Ruben A., ele próprio uma “personagem” singular. “Foi uma das pessoas mais originais que conheci na vida, disse dele Eduardo Lourenço. Na conferência preferida em janeiro de 1969, o autor relacionou a sua escrita com o surrealismo. “Há aqui um desequilíbrio quase surrealista – não: bem surrealista, um contraponto do absurdo que é o desfilar de imagens em que o artista é simultaneamente recetor e transmissor”.

A edição de A Torre da Barbela, em 1964, após ter sido recusada por sete editoras, evidencia a forte determinação do autor em que o livro fosse publicado e, eventualmente, não terá sido consensual a atribuição do Prémio Ricardo Malheiros pela Academia das Ciências de Lisboa ao romance avant-garde que veio desassossegar o panorama literário português quer pela abordagem crítica de Portugal, quer pelo estilo. É uma “Grande Obra da Literatura Universal”, assim reconhecida a nível académico, mas que ainda é ignorada pela generalidade dos leitores. Urge dar conhecê-la.

PAULA OLEIRO

Mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea pela Faculdade de Letras de Lisboa, com a tese “Bipolaridades no mundo romanesco de A Torre de Barbela, de Ruben A,”, e licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela mesma Faculdade, tem exercido a docência de Literatura Portuguesa e orientado cursos de formação nas áreas de Literatura e Artes Plásticas para Professores,

bem como cursos livres no Centro Nacional de Cultura, na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves e na Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Na qualidade de investigadora, tem proferido conferências nas áereas da Literatura Portuguesa e na relação entre a Literatura e as Artes Plásticas, dinamizado passeios literários e publicado artigos nas revistas Cadernos de Telheiras, Modernista, Nova Águia e CCI Cascais Interartes / Crossroad of the Arts nas áreas mencionadas

A Torre (surrealista) da Barbela, de Ruben A., por Paula Oleiro

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