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Início envolve-te CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE CARLOS OLIVEIRA

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© João Abel Manta 

 

CARLOS OLIVEIRA

Comemorações do Centenário do Nascimento 
19, 24 e 25 de setembro | Auditório Centro Cultural de Cascais

 

A Fundação D. Luís I, em colaboração com a Câmara Municipal de Cascais, assinala o centenário do nascimento de Carlos de Oliveira, autor que marca indelevelmente toda a produção romanesca e poética portuguesa do século XX e cuja poderosa influência se mantém, com música, cinema, poesia e conferência (19, 24 e 25 de setembro).

 

Carlos de Oliveira (1921-1981) nasceu no Brasil, mas a família regressou a Portugal quando o poeta tinha 2 anos, fixando-se em Febres (Cantanhede), onde o pai exerceu medicina e ele pôde conhecer a dura realidade social da gândara. Em 1933 mudou-se para Coimbra a fim de prosseguir os estudos, licenciando-se em Ciências Histórico-Filosóficas em 1947, com a tese Contribuição para uma estética realista. É neste período que despertou para a escrita, no seio do movimento neo-realista (se bem que tenha sido um neo-realista diferenciado), tendo publicado o seu primeiro livro de poesia, intitulado Turismo, em 1942, e o primeiro romance, Casa na Duna, no ano seguinte. Em 1948 muda-se para Lisboa, onde passa a colaborar com várias publicações, como a revista Vértice, da qual foi director, tendo apresentado o livro de poesia Colheita Perdida nesse mesmo ano e, em 1950, Terra de Harmonia. Em 1953 publica o romance Uma Abelha na Chuva, uma das obras mais importantes da literatura portuguesa do século XX (adaptado ao cinema por Fernando Lopes). Com a publicação do livro de poemas Cantata em 1960, que marcou a evolução do seu discurso poético, os seus trabalhos posteriores – Sobre o Lado Esquerdo, Micropaisagem e Pastoral – são marcos de referência da poesia portuguesa contemporânea. Em 1978, publica Finisterra, Paisagem e Povoamento (romance, como escreveu no frontispício), mas que, para muitos, é um dos mais belos poemas em prosa da literatura portuguesa.

 

 

CONCERTO  

Domingo, 19 setembro | 17h 


 

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Concerto de canto e piano

Carolina Figueiredo, mezzo-soprano; Ricardo Martins, piano; Carla Simões, soprano
 

 

Canções de Fernando Lopes-Graça sobre poemas de Carlos de Oliveira

 

Canto da Paz

Terra e Céu

Mãe Pobre

Três Cantares: 1. O viandante; 2. Cantiga dos cravos; 3. Canção da jorna

Perpétua para a campa de Carlos de Oliveira (piano só)

Os burlescos e os burlados

Livre

 

 

Carolina Figueiredo, Mezzo-Soprano: formou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa em 2005, trabalhando hoje regularmente com Manuela de Sá. Participou de masterclasses com Susan Waters, Lucia Mazzaria e Tom Krause, e ainda de diversos projetos da rede ENOA. Integrou o Coro Gulbenkian entre 1998 e 2011.

 

Ricardo Martins, Piano: começou os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano de Lisboa, em 1998, com Manuel Fernandes. Nesta fase dos seus estudos, foi laureado com uma bolsa de estudos da Livraria Barata, e foi finalista para uma bolsa de estudos da Yamaha Music Foundation of Europe.

 

Carla Simões, Soprano: natural de Lisboa estreou-se nos palcos como Pamina, em A Flauta Mágica, e tem vindo a desenvolver um vasto repertório operático de onde se destacam outros papéis Mozartianos como Donna Anna (Don Giovanni), Fiordiligi (Così fan Tutte), Cherubino (Les Nozze di Fígaro), Clarice e Lisetta (Il Mondo della Luna, Avondano), Nora (Riders to the Sea, Vaughn Williams), Condessa Ernesta (As Damas Trocadas) e Rosina (O Basculho da Chaminé) de Marcos Portugal, Norina (Don Pasquale) e Rita de Donizzeti, Paride e Pallade (Paride ed Elena, Glück), Peppa (A Vingança da Cigana) e Albina (A Saloia Enamorada) de Leal Moreira, Crobyle (Thaïs, Massenet), Anna (Nabucco, G. Verdi), Juliette (Romeo et Juliette, Gounod), IV Mägd (Elektra, R. Strauss), Mercédès (Carmen, Bizet) e Mrs. Gobineau (The Medium, Menotti) entre outros.

 

CINEMA  

Domingo, 19 setembro | 17h50 


 

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Uma Abelha na Chuva de Fernando Lopes

A história de Maria dos Prazeres e Álvaro Silvestre, casados e que vivem no meio rural. A sua relação está longe de ser um modelo de felicidade. Entre recalcamentos, compromissos e omissões, os dois conseguem manter uma ilusão de unidade, que se irá desfazer perante conflitos, desejos, paixões e fraquezas que vão surgir.

Data de lançamento: 13 de abril de 1972 (mundial) | Diretor: Fernando Lopes | Música composta por: Giuseppe Verdi | Produção: Fernando Matos Silva | Personagens: Álvaro Silvestre, Maria dos Prazeres, Marcelo, António, Clara | Roteiro: Carlos de Oliveira, Fernando Lopes

 

 

 

LEITURA DE POESIA  

Sexta, 24 setembro | 21h30 


 

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Carlos de Oliveira, Afonso Duarte,

Álvaro Feijó, Gastão Cruz e Mário Dionísio

Por Jorge Silva Melo, Lia Gama, Luís Lucas e Pedro Caeiro (Artistas Unidos)

 

Foram só sessenta anos os que connosco viveu Carlos de Oliveira (1921-1981)? Ninguém diria, tao firme o seu trabalho (poético e ficcional) se firmou nas nossas vidas, electrizando tanta da poesia que veio depois dele, denso, depurado, exigente, radical, poeta sempre em mudanca e sempre único, intransigente e secreto.

Através de 4 dos seus livros de poesia , Mãe Pobre (1945), Descida aos Infernos (1949). Sobre o Lado Esquerdo, (1968), e Entre Duas Memórias ,1971), os actores Lia Gama, Luis Lucas, Pedro Caeiro e Jorge Silva Melo (dos Artistas Unidos) incitam à leitura de um dos poetas maiores da literatura portuguesa

 

Jorge Silva Melo, Estudou na FLUL e na London Film School. Estagiou com Giorgio Strehler em Milão e com Peter Stein em Berlin. Fundou o Teatro da Cornucópia em 1973. Fundou em 1995 os Artistas Unidos de que é diretor artístico.

 

Lia Gama, Estudou na Escola René Simon em Paris. Trabalhou no Teatro Estúdio de Lisboa, no Teatro Experimental de Cascais, na Casa da Comédia, no Teatro da Cornucópia, no TNDMII, entre outros, em peças de Gorki, J. Jourdheuil, Horvath, Jorge Silva Melo, Benjamino Joppolo, Ricardo Pais, Pirandello, Harold Pinter, Joe Orton, Bertolt Brecht, Jean Anouilh, Ustinov, Y. Jamiacque, Racine, G. Lobato,Natália Correia, Genet, Gombrowicz, Shakespeare, Santareno e P. Shaeffer, etc.

 

Luís Lucas, Estreou-se em 1972 no Teatro da Comuna de que foi um dos membros fundadores. Em França estagiou no Théatre du Soleil e foi assistente de Jean Jourdheuil e Patrice Chéreau. Tem desde então trabalhado com o Teatro da Cornucópia, Osório Mateus, Teatro da Graça, Teatro Nacional D.Maria II e muito frequentemente no cinema com realizadores como João Botelho, José Álvaro Morais, Manoel de Oliveira, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo e Eduardo Geada.

 

Pedro Caeiro estreia-se como ator em 2003, no São Luiz Teatro Municipal, com Caixa de Sombras de Michael Cristofer, com encenação de Marco D'Almeida e participa em Romeu e Julieta de William Shakespeare, com encenação de John Retallack. Em 2005, conclui o curso de Interpretação da EPTC. Colaborou em espetáculos do Teatro Experimental de Cascais como Doce Pássaro da Juventude e O Comboio da Madrugada, de Tennessee Williams. Nos Artistas Unidos participou em Nada de Mim de Arne Lygre (2018), Os Aliens de Annie Baker (2019)e Morte de um Caixeiro Viajante de Arthur Miller (2021).

 

 

CONFERÊNCIA  

Sábado, 25 setembro | 17h 


 

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Pastoral, um livro (quase) imponderável

Por Rosa Maria Martelo

 

Em Pastoral, sequência de poemas que fecha Trabalho Poético (1976), Carlos de Oliveira parece desenhar, com o máximo de rigor possível, uma realidade no limiar da evanescência ou mesmo do desaparecimento. Como erguer um poema sobre o imponderável, o difuso, e falar de "sons sob a luz"?

 

Rosa Maria Martelo é Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde lecciona Literatura Portuguesa e Estudos Interartes. Tem privilegiado o estudo da poesia e das poéticas modernas e contemporâneas. Enquanto investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa estuda as ideações da imagem na poesia e os diálogos intermediais da literatura com as artes visuais e audiovisuais. Entre os mais recentes livros de ensaio publicou O Cinema da Poesia (2ª ed. 2017) e Os Nomes da Obra – Herberto Helder ou o Poema Contínuo (2016). Co-organizou a antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010) e organizou a Antologia Dialogante de Poesia Portuguesa (2020). Co-dirige a revista Elyra (www.elyra.org).

 

 

Paisagens da Voz em Carlos de Oliveira

Por Osvaldo Manuel Silvestre

 

O ostensivo privilégio do olhar e das questões relacionadas com a mimese, na fortuna crítica de Carlos de Oliveira, tem redundado num bloqueio em relação à consideração da voz e de todas as dimensões que ela congrega, do imaginário e do desejo à presença e à estrutura do sujeito, individual ou coletivo. Ou, antes disso, ao próprio lugar da voz na relação com a literatura. A comunicação tentará percorrer panoramicamente a questão, das invocações ainda românticas à "Voz do povo" à difícil gestão do seu débito na poesia tardia ou à extraordinária exploração do espectro que vai da física à metafísica da voz em Finisterra. Paisagem e Povoamento.

 

Osvaldo Manuel Silvestre é Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A sua área de referência é a Teoria da Literatura, dedicando-se há alguns anos também aos estudos brasileiros, área em que lecionou por dois períodos como professor visitante no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. É coordenador do Instituto de Estudos Brasileiros da sua Faculdade e dirige neste momento o Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas. É curador do espólio de Carlos de Oliveira no Museu do Neo-Realismo e foi o responsável pela exposição do mesmo em 2017 no MNR com o título "A face oculta do iceberg". O seu último livro publicado é a obra coletiva, em co-organização com Rita Patrício, Conferências do Cinquentenário da Teoria da Literatura de Vítor Aguiar e Silva, Braga, Editora da Universidade do Minho, em 2020. Possui um site pessoal: www.osvaldomanuelsilvestre.com.

 

 

O poeta é um operário

Por Joana Matos Frias

 

Operário em construção é o conhecido título de um poema improvável de Vinicius de Moraes, muito distanciado das sugestões lírico-eróticas de Ipanema e suas garotas, que asseguraram a fama internacional do poeta. O título parece adequar-se na perfeição a um dos movimentos mais característicos da obra de Carlos de Oliveira, embora a grande diferença relativamente à figura do operário desenhada pelo escritor brasileiro possa encontrar-se nestes versos: «Mas ele desconhecia/ Esse fato extraordinário:/ Que o operário faz a coisa/ E a coisa faz o operário». Carlos de Oliveira conhecia bem este facto extraordinário desde o primeiro momento. É sobre um tal conhecimento, alicerçado em certos encontros e afinidades electivas, que tentarei debruçar-me.

 

Joana Matos Frias é Professora Associada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensina Literatura Portuguesa Contemporânea. É membro do Centro de Estudos Comparatistas, da Direcção da Sociedade Portuguesa de Retórica, colaboradora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e investigadora da rede LyraCompoetics. Autora de livros como O Erro de Hamlet: Poesia e Dialética em Murilo Mendes (Prémio de Ensaio Murilo Mendes), Repto, Rapto, Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português, e O Murmúrio das Imagens (Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho/APE). A sua actividade crítica tem-se repartido por autores das literaturas portuguesa e brasileira modernas e contemporâneas. Foi responsável pelo ensaio sobre Carlos de Oliveira incluído no volume O Cânone, organizado por António M. Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen (Lisboa, Tinta-da-China/ Fund. Cupertino de Miranda, 2020).

 

 

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