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Começamos com António Ramos Rosa, aquele que disse ESTOU VIVO E ESCREVO SOL. Estamos vivos, as nossas vozes de actores acendem-se com as palavras dos Poetas, gostamos de os dizer, vivemos por entre as palavras deles. Daqueles que inauguraram poéticas como Ramos Rosa ou mais tarde Júdice, daqueles que ainda hoje os continuam como Quintais, daqueles que a morte levou tão cedo e nos fazem falta como Nava. Gostamos de os ler em voz alta, gostamos de ir dedilhando os seus versos, é para isso que nos quisemos actores, vozes para a poesia.

 

Ao Domingo e à Quarta a partir das 9h

Em Cascais, o projeto Em Voz Alta, os nossos poetas, resulta da parceria entre a Fundação D. Luís I e os Artistas Unidos, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, apresentando-se ao público desde 2018. Este ano, devido à atual conjuntura pandémica, chega-nos em formato digital, a partir de 21 de março, Dia Mundial da Poesia, com dois vídeos semanais, ao domingo e à quarta, disponíveis no site e redes sociais da Fundação, e teremos a oportunidade de visitar a obra poética de António Ramos Rosa, Luís Miguel Nava, Luís Quintais, Manuel António Pina e Nuno Júdice.


No ano que marca o 25º aniversário da constituição da Fundação D. Luís I, o projeto ultrapassa as 30 sessões, continuando a difundir os poetas de língua portuguesa, e a sua obra, junto de todos os públicos. Este ano as sessões foram gravadas na Casa de Santa Maria, Museu Condes Castro Guimarães, Casa das Histórias Paula Rego e Centro Cultural de Cascais, promovendo, igualmente, o património cultural, material e imaterial, num percurso pelo Bairro dos Museus.

 

 

 

 

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Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos atores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta mesmo como agora que é ao longe, por vias eletrônicas, mas são minutos que passamos juntos à beira de um poeta.

Jorge Silva Melo

 

Ler um poeta também é aquele que ele leu e aquele que marcou. Não consigo ler Carlos de Oliveira sem pensar em como ele leu Camões ou como foi lido por Gastão Cruz. Sim, o tempo presente é um arco entre o passado que morre e o futuro que vai começar. Serão muitos poetas, muitos poemas, de Pessanha a Manuel Resende, de Nemésio a Castro Mendes ... um vaivém de palavras medidas. É isso, uma poesia? Uma ininterrupta verdade? Um a um, poetas e poemas de agora, do passado, de sempre lido, relidos, desejados, poemas.

Jorge Silva Melo

 

 

 

veja aqui as sessoes

 

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António Ramos Rosa

21 de março a 14 de abril

 

António Ramos Rosa (1924-2013) Autor de uma extensa obra poética, que marcou a poesia portuguesa contemporânea, destacou-se, também, enquanto crítico, sendo autor de inúmeros ensaios: Poesia, Liberdade Livre (1962) e A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-80) são dois exemplos. Como poeta estreou-se na coletânea Grito Claro, publicada em 1958, que iniciou um percurso com mais de cinquenta obras, entre as quais podemos referir Viagem através de uma Nebulosa (1960), Volante Verde (1986), Acordes (1989) e Pátria Soberana e Nova Ficção (2000). Traduziu inúmeros poetas estrangeiros, principalmente de língua francesa, colaborou com diversas revistas literárias como Seara Nova e Colóquio e Letras, e fundou e dirigiu a revista Árvore. Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa.

 

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Luís Miguel Nava

18 de abril a 12 de maio

 

Luís Miguel Nava (1957-1995) Considerado uma das revelações da poesia portuguesa, nos anos 80 do século XX, o autor publicou a sua primeira obra O Perdão da Puberdade, em 1974, que destruiria no ano seguinte, depois de conhecer a poesia de Eugénio de Andrade.  Em 1978 recebeu o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores com Películas, publicada no ano seguinte. Licenciou-se, em 1980, em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde foi assistente até 1983, ano em que parte para Oxford com funções de leitor de português. Muda-se para Bruxelas em 1986, trabalhando como tradutor da CEE (Comunidade Económica Europeia). É autor de uma obra poética singular de que Rebentação (1984) e Vulcão (1994) são exemplo e de diversos ensaios como O Pão, a Culpa, a Escrita e Outros Textos (1982) e O Essencial sobre Eugénio de Andrade (1987).

 

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Luís Quintais

16 de maio a 9 de junho

 

Luís Quintais (1968) Professor do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra é poeta e ensaísta. Como poeta, está representado em diversas antologias, e foi traduzido para inglês, alemão, castelhano, francês e croata. Publicou o seu primeiro livro de poesia, A Imprecisa Melancolia, em 1995, tendo-lhe sido atribuído o Prémio Aula de Poesia de Barcelona. Em 1999 publicou Umbria e Lamento. Dois anos depois, lança Verso Antigo e Angst, em 2002. Em 2004 publica Duelo, obra a que foram atribuídos os prémios Luís Miguel Nava - Poesia 2005 e PEN Clube Português de Poesia. Em 2006, retorna à poesia com a obra Canto Onde. Publicou ainda Mais espesso que a água  (2008),  Riscava a palavra dor no quadro negro (2010), entre inúmeros títulos, num percurso com mais de 20 anos. A coletânea de poesia completa Arrancar Penas a Um Canto de Cisne venceu o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE/C.M. de Amarante 2015-2016.

 

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Manuel António Pina

17 de outubro a 10 de novembro

 

Manuel António Pina (1943-2012) Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista, e também editor, do Jornal de Notícias, durante 30 anos, tendo permanecido, depois, como cronista do jornal e da revista Notícias Magazine. Realizou diversas colaborações na rádio e na televisão. A sua obra extensa divide-se entre poesia, literatura infantojuvenil, teatro, obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e televisão e editadas em disco. Da sua obra poética podemos destacar Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde (1974), Aquele que quer morrer (1978), O pássaro da cabeça, (1983), O caminho de casa (1989), Um sítio onde pousar a cabeça (1991), Algo parecido com isto, da mesma substância (1992), Atropelamento e fuga (2001), Gatos (2008) e E como se desenha uma casa (2011), entre outros títulos. Recebeu o Prémio Camões em 2011.

 

 

 

Nuno Júdice

 14 de novembro a 8 de dezembro

 

Nuno Júdice (1949) Poeta e ensaísta publicou, em 1972, A Noção de Poema. Para além da poesia, a sua obra inclui antologias, crítica literária e investigação nas áreas da Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa. Organizou a Semana Europeia da Poesia, no âmbito da Lisboa '94 - Capital Europeia da Cultura. Ao longo do seu extenso percurso literário foi agraciado com inúmeros prémios, nacionais e internacionais, tais como Pen Clube (1985 e 2020), Prémio D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus (1990), Associação Portuguesa de Escritores (1995),Bordalo, da Casa da Imprensa Nacional (1999), Cesário Verde e Ana Hatherly (2003) e Fernando Namora (2004). Em 2013 recebeu o XXII Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. É diretor da Revista Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

 

 

Escola Secundária Frei Gonçalo de Azevedo

Ramón Gómez de la Serna

DATA A ANUNCIAR no ano létivo 2021/22

 

RAMÓN GÓMEZ DE LA SERNA (1888-1963). Com vinte anos assumiu a direção da revista literária Prometeo, até 1912. Interessado por tudo o que era moderno, fundou, em 1915, na Calle de Carretas, a tertúlia do Café del Pombo por onde irá passar toda a intelligentsia espanhola, e não só, atraída pela sua fama de grande mestre do humor e da vanguarda. Tentou criar em Madrid um ambiente cosmopolita e verdadeiramente moderno. Viajou muito - viveu em Paris, Nápoles, Genebra, construiu uma moradia no Estoril onde passou largas temporadas, mas é sobretudo Madrid que palpita na sua obra. Obra imensa - de todos os géneros que existiam e que não existiam: romances (La Viuda Blanca y Negra, La Quinta de Palmyra, Seis Falsas Novelas, La Nardo, La Mujer de Ambar), crónicas (El Rastro, Toda la História de Puerta del Sol, La Proclama del Pombo), biografias (Lope Viviente, Ramón del Valle Inclán, Goya, Oscar Wilde, Velasquez), ensaios (El Circo, Senos), autobiografia (El Libro Mudo, Secretos, Automoribundia) numa lista de duzentos títulos. Foi traduzido por toda a Europa. Com Chaplin e Pitigrilli, foi o único estrangeiro admitido na Academia de Humor Francesa.

 

 

 

 

O S   L E I T O R E S


 

 

CATARINA WALLENSTEIN

Trabalhou com José Nascimento, Gael Morel, Manoel de Oliveira, João Botelho, Artur Araújo, Rúben Alves. Nos Artistas Unidos participou em Não se Brinca com o Amor de Alfred de Musset (2011-12), A Estalajadeira, de Carlo Goldoni (2013), Gata em Telhado de Zinco Quente de Tennessee Williams (2014) e Doce Pássaro da Juventude de Tennessee Williams (2015).

 

JOÃO MEIRELES

Tem o curso do IFICT (1992). Trabalhou com Luís Varela, Manuel Borralho, Ávila Costa, Adolfo Gutkin, Aldona Skiba-Lickel, José António Pires, o Pogo Teatro e o Teatro Bruto. Integra os Artistas Unidos desde 1995, onde participou, mais recentemente, em Gata em Telhado de Zinco Quente de Tennessee Williams (2014), As Histórias do Senhor Keuner de Bertolt Brecht (2015) e Jogadores de Pau Miró (2016).

 

JORGE SILVA MELO

Estudou na FLUL e na London Film School. Estagiou com Giorgio Strehler em Milão e com Peter Stein em Berlin. Fundou o Teatro da Cornucópia em 1973. Fundou em 1995 os Artistas Unidos de que é diretor artístico.

 

LIA GAMA

Estudou na Escola René Simon em Paris. Trabalhou no Teatro Estúdio de Lisboa, no Teatro Experimental de Cascais, na Casa da Comédia, no Teatro da Cornucópia, no TNDMII, entre outros, em peças de Gorki, J. Jourdheuil, Horvath, Jorge Silva Melo, Benjamino Joppolo, Ricardo Pais, Pirandello, Harold Pinter, Joe Orton, Bertolt Brecht, Jean Anouilh, Ustinov, Y. Jamiacque, Racine, G. Lobato,Natália Correia, Genet, Gombrowicz, Shakespeare, Santareno e P. Shaeffer, etc.

 

LUÍS LUCAS

Estreou-se em 1972 no Teatro da Comuna de que foi um dos membros fundadores. Em França estagiou no Théatre du Soleil e foi assistente de Jean Jourdheuil e Patrice Chéreau. Tem desde então trabalhado com o Teatro da Cornucópia, Osório Mateus, Teatro da Graça, Teatro Nacional D.Maria II e muito frequentemente no cinema com realizadores como João Botelho, José Álvaro Morais, Manoel de Oliveira, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo e Eduardo Geada.

 

MANUEL WIBORG

Estreou-se no teatro com Amo-te de Abel Neves (enc.: Almeno Gonçalves - Teatro da Cornucópia). Fundou os APA - Actores Produtores Associados para quem dirigiu Universos e Frigoríficos de Jacinto Lucas Pires. Trabalhou também com Jean Jourdheuil, Luís Pais, António Cabrita, Mala Voadora, Companhia de Teatro de Almada e Cortina de Fogo - Teatro Urbano. Na televisão é presença regular desde 1992.

 

RÚBEN GOMES 

É uma presença regular em televisão. No teatro, trabalhou com João Mota, Philippe Leroux e Pedro Marques. Trabalha com os Artistas Unidos desde 2007, tendo ultimamente interpretado O Rio, de Jez Butterworth (2016), O Grande Dia da Batalha, de Máximo Gorki e Jorge Silva Melo (2018) e Vidas Íntimas de Noël Coward (2019).

 

 

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