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LANDART 2020 - 9ª edição

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LandArt Cascais

 


QUINTA DO PISÃO, 18 JULHO A 25 OUTUBRO 2020

 

Para a edição do LandArt Cascais 2020, a exposição bienal de arte na paisagem que a Fundação D. Luís I realiza desde 2009, pediu-se aos artistas que trabalhassem sobre a alteridade entre sítio e não sítio. Este duplo conceito, primeiramente enunciado pelo artista norte-americano Robert Smithson em 1968, acentuava a transformação operada nos materiais da escultura, da instalação e mesmo do happening, desde a retirada do lugar onde se encontravam na natureza (o "sítio"), até à galeria e ao museu de arte (o "não-sítio"). Smithson, unanimemente considerado um dos criadores da land art, faleceu poucos anos depois desta data, e não pôde assistir ao modo como os artistas continuaram a desenvolver as suas ideias, através da criação, e não só, de obras relevantes e artisticamente qualificadas em lugares que se afastavam dos espaços tradicionais de exposição. Tal como sucedia nos começos deste movimento, nessas décadas de 60 e 70 do século XX, o objectivo principal de todos os artistas que praticam a arte no espaço natural é, ainda hoje, não só o de se integrarem numa linguagem neo-vanguardista que continua a fazer sentido; mas também dialogarem com uma natureza que é essencial preservar, num cuidado que deve ser de todos. Tal como sucedia na altura, também hoje os artistas saem dos lugares específicos de apresentação da arte contemporânea para alargarem a sua esfera de acção à paisagem e ao mundo, e por esta via chegarem a públicos que, de outra forma, nunca conseguiriam contactar.

 

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FILIPE FEIJÃO | Estrutura, 2020 | Técnica Mista, Dimensões Variáveis © Valter Vinagre

 

Desde 2006, Filipe Feijão tem vindo a apresentar um work in progress em vários locais. Trata-se de uma grande estrutura que acolhe plantas e objectos diversos, manufacturados ou achados no espaço natural. Para esta exposição, percebeu que a peça exigia agora um ponto final; irá por isso apresentá-la desmontada, colocada num espaço que, futuramente, será coberto com terra e com o manto vegetal próprio do parque natural Sintra-Cascais. Na exposição, adquire a qualidade de um grau zero arqueológico, de um conjunto ordenado de peças com qualidade escultórica que espera o passar do tempo para vir, de novo, num futuro mais ou menos distante, a ser desvelado.

 

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ILDA DAVID' | Almoço no Campo, 2020 | Acrílico sobre lona, 11x8 metros 


Ilda David', que é pintora, trabalhou a partir das suas memórias de infância para construir um cenário de um Almoço no Campo. Mas não apenas estas memórias: a partir de um trecho do livro de Maria Gabriela Llansol, Lisboaleipzig, captou a descrição de um almoço imaginado por Aossê (Fernando Pessoa) para o qual se levaria um farnel, e haveria jogos e representações... Ilda David' transporta para um espaço de passagem na Quinta do Pisão a linguagem poética de Llansol através da apresentação de pinturas dispostas como duplos da própria paisagem.

 

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MANUEL ROSA | Ora as sombras existem, 2020 | Técnica Mista, Dimensões Variáveis


Manuel Rosa criou uma obra formada por esculturas em gesso e madeira que estão fixas no solo lodoso de uma lagoa. As peças em gesso foram elaboradas a partir de uma matriz feita em terra local, o que lhes confere uma cor pardacenta que se desvanecerá com o tempo. Ficarão por fim brancas, guardando contudo essa memória da matéria primeira com que foram construídas. Deixam-se ver como duplos, já que se reflectem na água da lagoa. Ao mesmo tempo, as suas formas orgânicas, quase maternais, ecoam a orografia suave das colinas da quinta.

 

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MARIA JOSÉ OLIVEIRA | Diamante Bruto falso, 2020 | Técnica Mista, Dimensões Variáveis


Maria José Oliveira estabeleceu uma ligação entre a sua própria obra, que com frequência se serviu da cal para criar superfícies de um branco luminoso, e a existência de poços de cal antigos na Quinta do Pisão. Trabalhou a transmutação dos materiais através do fogo que se operava nessas estruturas escolhendo uma delas para apresentar um grande diamante brilhante, feito em técnicas mistas que incluem pintura e escultura, apresentado em diálogo com o branco e o negro de dois grandes círculos contrastantes.

 

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TELMO SILVA | Expondo e Cobrindo As Raízes De Um Cepo, 2020 | Técnica Mista, Dimensões Variáveis © Valter Vinagre

 

Telmo Silva, um artista muito jovem, trabalha também as estruturas que combinam híbridos entre escultura, objet trouvé e pintura. Trazendo para espaços quase escondidos da quinta um cepo que trabalhou previamente no atelier – através da queima controlada -, ou captando cepos que aqui ficaram de árvores entretanto desaparecidas, que combina pontualmente com a inclusão de pigmentos naturais e colas diversas, revela a poesia inerente aos elementos da natureza a partir do momento em que o olhar humano, capaz de atribuir um sentido estético àquilo que vê, neles se detém. Como escreveu num texto sobre este trabalho, «olhar para o cepo sob o prisma da ruína permite antever o futuro da árvore que nasce».

 

Luísa Soares de Oliveira
curadora
 
 
 
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TELMO SILVA | Combustão Espontânea: O Complexo De Hoffmann, 2020 | Técnica Mista, Dimensões Variáveis © Valter Vinagre
 
 
 
 

Registo fotográfico da visita que o Cardeal José Tolentino Mendonça

fez, a convite dos artistas Ilda David' e Manuel Rosa, à exposição LandArt Cascais 2020

 
 
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 Catálogo da Exposição LandArt 2020

 

 

 

 
 
 
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CELSO MARTINS in Jornal EXPRESSO, 12 setembro 2020

 

 

 

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 FILIPE FEIJÃO  

 

Nasce em Sarcelles, França, em 1975. Vive e trabalha em Caldas da Rainha. Licenciado em Artes Plásticas na ESAD das Caldas da Rainha. Participa regularmente em exposições colectivas desde 2000 entre as quais, "HOFFNUNG", Casa Bernardo, Caldas da Rainha (2009); "COLECÇÃO E MAIS." Centro de Artes de Sines.(2011); "DROMOSPHERE", Galeria Collicaligreggi, Catania, Italia.(2015); "CAMINHOS DE FLORESTA" , CIAJG, Guimarães. (2016); "Incerta Desambiguação", Zaratan, Lisboa (2017); "Cosmic, Sonic, Animistic", Colecção Permanente e Outras Obras, CIAJG, Guimarães. (2017); "Até que o fim rime e a corda estique" Circulo Sereia, CAPC, Coimbra (2018); "Mãos Negativas" e "A Gruta", um projecto colectivo na Quadrado Azul, Lisboa (2019)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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© Valter Vinagre 
 

 ILDA DAVID' 

 

Pintora portuguesa nascida em 1955, em Benavente. Frequentou o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa entre 1976 e 1981 e é uma das mais destacadas representantes da pintura portuguesa contemporânea.A pintura de Ilda David' é um espaço de marcação poética. Nas suas pinturas está presente tanto a imagem como a palavra, apesar de nenhuma delas estar perfeitamente formada ou ser passível de se distinguir entre si. A sua pintura, apresentada como expressão de um processo de génese, permite ao observador aceder ao conhecimento de algo que é importante apesar de tomado de uma forma quase inconsciente.Ilda David tem trabalhado na área da ilustração, acompanhando livros de autores portugueses e estrangeiros - um dos mais conhecidos é a obra Fausto de Goethe editada pelo Círculo de Leitores e Relógio de Água e que deu origem à exposição intitulada Incubus na Sala Jorge Vieira do Pavilhão das Exposições, no Parque das Nações, em fevereiro de 2000. Um dos projetos mais conhecidos do público intitula-se Navigatio Sancti Brendanni Abbatis. É um painel de azulejos inspirado no relato da Eneida e onde faz, também, alusões à tradição bíblica, aos contos de aventura árabes e aos mitos persas. Este projeto foi realizado para a Expo'98 mas pode ser visitado no Parque das Nações, em Lisboa. 

 

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© Valter Vinagre
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 MANUEL ROSA 

 

Nasce em Beja (1953). Em 1978 conclui a licenciatura em escultura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e logo em seguida trabalha com o escultor João Cutileiro. Expõe individualmente, pela primeira vez, em 1984, na Módulo — Centro Difusor de Arte, Lisboa.
Utilizando materiais como a pedra, o bronze, o vidro e o metal, do seu trabalho Nuno Faria diz: «O vocabulário de Manuel Rosa é amplo em termos formais, temáticos e materiais. É um trabalho que, entre referências à escultura primitiva e pré-clássica, à Arte Povera e à geração de escultores britânicos surgida nos anos 80 do século passado, se destacou pela forma como construiu um forte sentimento de intemporalidade, por um lado, e uma intensa ligação à terra e aos materiais do lugar, por outro.
Reiterando, por um lado, arquétipos poderosos — a casa, o barco, o corpo humano —, e, por outro, objectos sem aura, de uso corrente ou índole industrial — cabaças, bolas, baterias de automóvel —, o artista opera, com desconcertante liberdade processual, uma ininterrupta circulação entre energia e forma, figura e sombra, cheio e vazio, totalidade e fragmento, pequena e grande escala, o efémero e o perene.»
As suas exposições individuais mais recentes foram: Clareira, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães (2018); Clareira, Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa (2018); Esculturas — Obras da Coleção de Serralves, Museu Internacional de Escultura Contemporânea, Santo Tirso (2018).

Desenvolveu também uma intensa actividade na edição, desde 1975 (ainda aluno na ESBAL), na editora Assírio & Alvim, até à venda desta marca à Porto Editora, e mais recentemente na Sistema Solar / Documenta. 

 

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© Valter Vinagre
 

 MARIA JOSÉ OLIVEIRA 

 

Nasceu em Lisboa em 1943. Realizou o Curso de cerâmica no IADE (1973-1976). Frequentou o ateliê de escultura do ARCO em 1978/1979. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em 1991. Subsídio de trabalho na Fundação Calouste Gulbenkian em 1996 para exposição no Museu de Arte Antiga: "Dimensões – Da Vida da Terra" em 1999. Professora convidada no Departamento de Cerâmica do AR.CO 1991/95. Prémio Intemacional de Arte contemporânea de Monte Carlo, Mónaco. Está representada em vários Museus e colecções particulares.

Em 2017 realiza uma importante exposição retrospetiva de 40 anos de obra, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, com curadoria de Manuel Costa Cabral    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 © Valter Vinagre
 

 TELMO SILVA 

 

Nasceu em Leiria (1989). Tem formação académica em artes visuais. Licenciatura e mestrado em artes plásticas na ESAD.CR. Participou em exposições coletivas como: Bienal de Cerveira, 2015 ou Casa de Plástico no Festival à Porta, 2019    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 ENVOLVE-TE 
 
 
Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus  

 

ENVOLVETE755 4616

 

 P E R C U R S O  

 

LandArt Cascais 2020 | Quinta do Pisão

 +4 | 90min. | 3ª a 6ª feira | 10h | mín.4-máx.8pax


O território de atuação do Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus situa-se entre o património cultural e o património natural, e a Rota de LandArt Cascais não é exceção. Através da arte promovemos a conexão com a natureza.
Os percursos e trilhos são explorados de diferentes maneiras (entre o jogo e a descoberta, as histórias narradas e o contacto multissensorial com a paisagem), e são adaptados em função das características dos públicos.

Disponibilizamos uma visita a este percurso destinada a grupos organizados, famílias e público em geral.


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 LOCALIZAÇÃO DAS OBRAS 

 

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