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ENVOLVE-TE | Testemunhos

755 TestemunhoSnovo

 

 

Enquanto não nos voltamos a encontrar nos espaços culturais e naturais do Bairro dos Museus, recolhemos um conjunto de testemunhos junto dos nossos públicos sobre algumas memórias pré-pandemia e quais os desejos para quando nos reencontrarmos nesses lugares.
Os testemunhos continuam a ser recolhidos até novembro deste ano, altura em que esperamos retomar esta programação comemorativa.
Um especial agradecimento a todos os que enviaram os seus testemunhos. (Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus)

 

 

 

PROJETOS COM A COMUNIDADE


Destinados a públicos diversos, em contexto escolar, institucional ou livre, são ações que se caracterizam pela sua continuidade através de uma colaboração estreita segundo um projeto pedagógico – objetivos, tema, exposição e discussão pública do resultado final – no âmbito do trabalho de mediação continuada além das portas dos equipamentos culturais do Bairro dos Museus. A continuidade acontece pela duração mínima de um ano de parceria entre o Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus e as instituições.

Estes projetos atuam na ligação entre a arte e a educação, promovendo os espaços culturais e naturais como lugares de encontro, cooperação e criatividade.

 

 

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Livro Livre
Projeto de formação artística destinado ao público adulto (+45anos) com base no conceito de Livro de Artista/Livro de Autor, e que serve explorar as exposições do Centro Cultural de Cascais, a Coleção da Fundação D. Luís I e estabelecer ligações pontuais com outros espaços do Bairro dos Museus.


Participantes na sessão por videoconferência (trabalhos finais): Maria Costa; Elexina Dores; Filipa Mollet.

 

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O que há?
Projeto educação pela arte destinado ao 1º ciclo do ensino básico, com base nas exposições do Centro Cultural de Cascais e da Coleção da Fundação D. Luís I.


Participantes na sessão videoconferência (trabalhos finais): Lourenço Mirotes; Beatriz Oliveira; Carolina Almeida.

 

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«Como resposta ao V. desafio sobre o tema comemorativo do Dia Internacional dos Museus 2020 - Igualdade, Inclusão e Diversidade - envio-te o que de melhor V. têm feito através do V. Serviço Cultural e Educativo.

Estou a falar da promoção da Igualdade de acesso e participação de vário e diverso público em iniciativas bem imaginativas da V. parte, através da agora denominada iniciativa "envolve-te".
E falo na minha condição de professor - participando com os alunos na V. anterior iniciativa "Plano Anual com Escolas", desde que foi criada - e dos desdobráveis recursos que têm utilizado, com sucesso, para Incluir os alunos na dinâmica do Bairro dos Museus, alcançando assim a Diversidade que cada um deles traz em si e desenvolve. Eles ficam mais ricos, eu também, e agradecemos.
No futuro, agradeço que assim continuem.»

 

José Tomás Féria (Professor Agrupamento de Escolas IBN Mucana)

 

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«Esta fotografia é um orgulho para mim. Pergunto-me como é que eu, com 73 anos de idade e sem qualquer preparação académica ligada às Artes, sou chamada a participar numa pintura do tamanho duma parede, ao lado de pessoas tão diferentes em idade, cultura e aptidões artísticas.

Entrei neste "mundo novo" há 4 anos. É o projeto Livro Livre do programa cultural e educativo do Bairro dos Museus. Com a mediação artística de Tânia Furtado, este projeto é um incentivo para o desenvolvimento pessoal e artístico da comunidade, sendo um exemplo de inclusão.
Alegra-me saber que há de igual modo um trabalho envolvendo crianças da escola pública. Este poderá ser o futuro para os Museus - dar a todos a oportunidade de ver e sentir a Arte.»

 

Elexina Dores (Cascais. Projeto Livro Livre – Centro Cultural de Cascais)

 

 

«A Fundação D. Luís I e o Centro Cultural de Cascais dão oportunidades únicas e um acesso privilegiado e de alta qualidade a um grande número diversificado de pessoas, quer sejam crianças, jovens, adultos, pessoas com problemas ou deficiências.

A todos dão a oportunidade de contactarem, conhecerem e explorarem a arte nas suas várias formas, dando ao público e aos excelentes artistas que lá expõem, a possibilidade rara de interagirem, direta e pessoalmente.
Sempre que cá venho, saio mais rica e confiante.
Obrigada pelo vosso fantástico trabalho.»

 

Isabel Sanchez (Cascais. Projeto Livro Livre – Centro Cultural de Cascais)

 

 

«Em 2019 participei de alguns workshops na Casa de Santa Maria e no Centro Cultural de Cascais relacionados com os vários de tipos de livros e achei-os muito interessantes. Gostaria de ver este tipo de atividade mantida ou até mesmo aumentada a sua frequência.

Encontro-me também a frequentar o curso Livro Livre que tem um programa muito bom e variado. No entanto dado que as aulas são quinzenais a fluidez do curso sofre bastante, isto tendo em conta também os feriados, as férias e outros motivos pelos quais se perdem por vezes aulas, gostaria de propor que as aulas passassem a ser semanais. O curso tem muito valor para ser relegado a apenas umas aulas quinzenais.
A arte, como processo criativo, é um instrumento poderoso para a inclusão de todos.»

 

Maria Costa (Cascais. Projeto Livre Livre – Centro Cultural de Cascais)

 

 

«Bairro cidade espaço pessoas escola sala de aula?
Fomos construção de memórias a partir de memória. Fomos olhar ver dentro fora visível invisível.
o que somos e o que ainda não fazemos? fomos arte e fomos artísticos. Experimentadores poetas? fomos felizes naquele instante em que soubemos que estávamos ali juntos.
"... nunca tinha ido ao museu"
A cidade a SER educadora um mapa para ESTAR para FAZER para VIVER-uns-com-os-outros.
... e agora, neste momento que foi história pudeste visitar museus online, qual foi a diferença?»

 

Professora Madalena Ghira (Escola Profissional Val do Rio | Projeto em rede Bairro dos Museus)

 

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«No Bairro dos Museus é possível conciliar todas as gerações nos diferentes interesses e propostas.
Como desejo futuro sugerimos a existência de um autocarro Bairro dos Museus que leve o público aos vários espaços culturais e naturais escolas, centros de dia e outras instituições e particulares).»

 

OHficina

 

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«Nas visitas aos museus, dentro dos edifícios, por vezes para as crianças mais novas é difícil seguirem todas as regras que se esperam quando estamos num museu. Quase todos os museus são pensados para serem utilizados pelos adultos. Gostaria que um dia se pudesse fechar parte do museu, uma sala por exemplo, durante o tempo da nossa visita, onde as crianças pudessem observar e depois exprimir através da sua própria criatividade o que viram/sentiram, através de desenho, ou pintura, ou expressão dramática.

As visitas no exterior do Bairro dos Museus foram sempre muito bem-sucedidas. Muito interessantes, procurando sempre responder à curiosidade das crianças, explorando vários lugares/espaços. Foram sempre fonte de inspiração para outras atividades desenvolvidas dentro da sala do Jardim de Infância.»

 

Educadora Margarida (Sala 1 do Jardim Infância da Torre | Projeto Natureza e Arte 2018/2019)

 

 

«Um desejo para o futuro... penso que se deve manter a dinâmica que tanto a Joana como a Isabel tinham quando íamos ter convosco ou quando vinham ao nosso jardim.

Em relação a coisas novas talvez histórias que explorem a igualdade, a inclusão e diversidade como é o caso do Patinho Feio. Filme o Shrek. Mais jogos tradicionais ao ar livre, experiências com elementos da natureza.»

 

Educadora Olga Esteves (Sala 2 JI Da Torre | Projeto Natureza e Arte 2018/2019)

 

 

«Uma memória: uma inscrição que está nos Jardins "TERRA: uma rocha estranha" Bordalo II.Portugal.2018 "O Planeta Terra, não é só raro, é único. Uma rocha estranha com alma. Uma rocha que é a nossa casa...".

Esta frase faz todo o sentido agora nos momentos que estamos a viver: o nosso encontro com a nossa alma mais profunda (ficar em casa, o recolhimento, o afastamento social, o respeito pelo mundo lá fora, a natureza que não vai embora, o planeta que devemos respeitar).
Um desejo: que a proximidade das crianças não se perca.»

 

Professora Olga (4º ano EB Aldeia Juso | Projeto Natureza e Arte 2018/2019)

 

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«Embora o motivo de utilização do Bairro dos Museus se devesse a uma impossibilidade de ocupar o nosso edifício escolar, por motivo do atraso das obras de construção do novo edifício da escola, revelou-se uma experiência de tal ordem interessante, que pensamos repetir em outros anos. A exploração dos museus enquanto espaço educativo, enquadra-se na perfeição na nossa metodologia de aprendizagem ativa, sendo possível a exploração do currículo escolar num ambiente extremamente rico e fora do ambiente escolar tradicional, que proporciona experiências ao nível de todos os sentidos, cujo ambiente escolar convencional não permite.

A disponibilidade e profissionalismo de todas as equipas dos museus contribuiu também para que esta experiência fosse tão positiva.
O nosso agradecimento e reconhecimento a todos.»

 

Sofia Borges (Diretora da escola Os Aprendizes – Active Learning)

 

 

«Todos precisamos uns dos outros. O trabalho de parceria será sempre o melhor do mundo, porque é aquele que nos ensina novos saberes e o valor da partilha e do amor.»

 

Professora Sónia Bártolo (Professora de Português e coordenadora do projeto TeleAula-Hospitais no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão)

 

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«Atualmente, a escola é muito exigente em termos de currículo e acabamos por constatar que os nossos alunos não têm oportunidade de criar e imaginar com tanta facilidade, como seria suposto.

Neste entendimento, considero que o ensino artístico e as expressões devem fazer parte integrante do desenvolvimento do indivíduo.
As sessões foram muito dinâmicas e apelativas, deixando os alunos numa perspetiva de descoberta e de criação, o que apelou também à sua imaginação.
Foi pena, que devido à situação de epidemia, este ano não houvesse oportunidade de terminar o projeto, pois a turma está a ser acompanhada, pelo Bairro dos Museus, desde 2017.
Obrigada por todos os momentos!»

 

Professora Marinela Mendes (EB Areia- Guincho)

 

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«O conceito de diversidade é em si mesmo sinónimo de igualdade e inclusão, não existe diversidade sem a aceitação de tudo o que possa existir, independentemente da sensibilidade pessoal, dos valores, do gosto, do estilo, do género, da opinião, da consciência, do conhecimento maior ou menos que se possa ter sobre o outro, o mundo e o próprio propósito da vida.
A humanidade é uma na sua diversidade, e ser-se uma é sentir e entender que tudo o que existe em mim existe também no outro e tudo o que existe no outro existe também em mim. A diferença está na forma como esse todo, esse potencial Humano se revela, está consciente e foi ou não desperto em cada um de nós.
A diferença não pode ser motivo de recusa, de não inclusão e de descriminação, mas é...
Ser-se Humano é ter a capacidade de interacção, de compreensão, de respeito, de afecto e de cuidado pelo outro. É saber que não somos ilhas e que quer tenhamos ou não consciência disso, tudo circula e se movimenta entre as pessoas, o sentir, o pensamento, as emoções, as ideias, a imaginação, tudo, tudo... Somente os nossos bloqueios e ignorância impedem essa consciência.
Segundo Paul Apodaca, na cultura ancestral apache, o outro não existe, pois somos todos criados pela mesma natureza, logo, encontrar alguém desconhecido é motivo de celebração e de grande alegria, pois não só revela, o seguimento da mesma realidade de que todos fazemos parte, como é a prova da generosidade, grandiosidade, complexidade e perfeição da Natureza.
Num mundo onde a competição e a sobrevivência de toda a ordem tendem a tornar-se cada vez mais fortes e a desumanizar as pessoas, é gritante e premente a criação de espaços onde se mostre a possibilidade desse contrário poder acontecer. O momento actual de pandemia, revelou o desequilíbrio em que a humanidade vivia e está a dar-nos a oportunidade de mudança e de se construir um mundo melhor e mais humano.
Para muitos pessoas e entidades como o Bairro dos Museus, com quem tive o privilégio de colaborar enquanto artista e formadora e onde pude testemunhar o cuidado e a atenção com questões como a Igualdade, a Inclusão e a Diversidade, a Arte, a Educação e a Cultura são fundamentais e desempenham um papel único no processo de desenvolvimento do indivíduo, permitindo o encontro consigo próprio, com o outro, com o mundo e com a própria vida e logo também, com uma tomada de consciência mais profunda e Humana de tudo.»

 

Leonor Beltrán (artista e formadora convidada)

 

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