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755 AD LIBITIUM

 

 

 

PAULINA GEDYMIN

 

Ad Libitum

 


CENTRO CULTURAL DE CASCAIS, 2 AGOSTO A 29 SETEMBRO 2019

 

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A série de fotografias da Ad libitum constituem um registo do percurso pessoal de Paulina Gedymin – uma interação próxima com novos contextos culturais e estéticos.

A artista partilha o diário visual que iniciou quando chegou a Lisboa, em 2018.
O tema principal foca-se nos têxteis de uso doméstico, parte indispensável da paisagem urbana de Lisboa. Em cada canto dos bairros antigos de Lisboa veem-se cordas de roupa diversa a secar. Estas estruturas de tecido criam uma ampla variedade de formas invulgares e espontâneas e tornaram se uma grande inspiração para a artista que decide conceber uma adaptação paralela, não documental, ao colocar os seus artefactos favoritos em espaços fora da cidade, num ambiente natural.
O título Ad libitum, termo latino que significa "a seu bel-prazer" ou "à vontade", indica a criação espontânea que se manifesta na escolha de texturas e superfícies improvisadas. Enquanto fotografava no meio da natureza, a artista deixou que o ambiente a inspirasse. Há uma ideia prévia, a que se poderá chamar "argumento", e as experiências desenrolam-se a partir dela. Iniciada a obra, o material improvisado integra-se. O meio e objetos escolhidos acrescentam o seu diálogo ao projeto, originam a criação espontânea de formas, reflexos, sombras e contrastes captados nas fotografias da artista.
Dando ênfase à exploração e representação, Gedymin intensifica as perceções da forma ao acrescentar uma imagem em movimento nos seus estampados e tecidos. Anima a superfície através da utilização do vídeo em câmara lenta da mesma gravação, propondo um novo léxico de geometrias e formas.
Inicia as suas obras com a consciência de como pretende que seja a sensação que dão e não do seu propósito. Uma das suas maiores inspirações para o projeto proveio da poeta e escritora escocesa Nan Sheperd –que Gedymin admira. A escritora afirma que a melhor maneira de se descobrir uma montanha talvez não seja subi-la a pé, mas sim caminhar em volta dela, procurando os seus lugares e fendas secretos em vez dos seus cumes: "Não raro a montanha desvenda-se de forma mais completa quando não tenho nenhum destino, quando saí simplesmente para estar com a montanha como alguém que visita uma pessoa amiga sem outra intenção além de estar com ela."
A observação de movimentos ad-lib e a conceção dos respetivos ruídos em bruto levaram Gedymin a convidar a compositora polaca Maja Olenderek para colaborar. Recorrendo à técnica de síntese granular, Olenderek arquitetou uma colagem de sons que incorpora e completa o núcleo visual do projeto.

"Trata-se, como sucede com toda a criação, de matéria impregnada de mente: mas o resultado disso é um espírito vivo, um brilho na consciência, que fenece quando o brilho se extingue. Trata-se de algo arrebatado ao não-ser, essa sombra que se infiltra continuamente em nós e que podemos manter à distância por meio do ato criativo permanente. Assim, olhar simplesmente para qualquer coisa, como uma montanha, com o amor que penetra a sua essência equivale a expandir o domínio do ser na vastidão do não-ser. A existência do Homem não tem outro propósito." Nan Shepherd

 

 

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Sem título 2, da Ad libitum / Untitled 2, from Ad libitum | 2019 | Algodão para belas-artes / Fine-Art Cotton | 50x75 cm
 
 

 

 


PAULINA GEDYMIN


 

Paulina Gedymin nasceu em San Diego, EUA, em 1987, e foi educada em Varsóvia, Polónia. Em 2013 obteve o grau de mestre da Academia de Belas Artes de Wroclaw. Trabalha com fotografia, vídeo e vídeo arte.
As exposições selecionadas incluem: Closer Identities, Innstrasse 32 Atelier, Berlim (2018); Textures, Villa Ruspoli, Florença (2017); Alice Premiere, Widok, Varsóvia (2014); Perfect Harmony, Festival de Cinema Green Age, Gorzow Wlkp (2013); Timeline, Galeria de Arte Contemporânea BWA Awangarda, Wroclaw (2013); Światło na Młodych, Centro Cultural CKiO, Podkowa Lesna (2012); The Walkway, Festival de Cinema de Beneficência do Mónaco, Mónaco (2011); KunstStillePost, Âmbito das 48h, Festivais NeuKölln, Berlim (2010).

Gedymin utiliza recursos naturais como a luz resplandecente do sol, sombras e reflexos. As suas pesquisas mais recentes centram-se na fotografia da natureza.
Nos últimos anos, a imagem em movimento tem sido o fulcro do trabalho de Gedymin.
Timeline (Cronologia) consiste na visão lírica e subjetiva que a artista tem das suas recordações de infância, que narram a passagem do tempo, lugares, memória e perceção. A série de materiais visuais do seu arquivo pessoal delineia a história dos formatos de vídeo recentes bem como o passado da artista.
Em Perfect Harmony (Harmonia Perfeita) a artista utiliza técnicas eletrónicas para manipular o som e a imagem, produzindo transmutações do que é ilusório e do que é real. Esta obra faz parte da coleção da Galeria Nacional de Arte Zacheta, de Varsóvia, Polónia. Paulina Gedymin vive e trabalha em Lisboa.

 

 

 

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