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Capítulo 1 Apocalipse Rev  S Joao 100x70 2015 185

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 

 

 

 

 

 

[Capela]    3 de novembro a 7 de janeiro


LUÍS ATHOUGUIA | Pintura

 

 Capítulo 15 Apocalipse Rev S Joao 100x70 2016  351x500

 

Um Apocalipse Cromático

Muito Sensivel

 

Pela segunda vez visitei o atelier do Luís Athouguia, na Parede, e desta vez para ver os seus 22 quadros temáticos sobre "O Apocalipse de S. João". O choque que produziu em mim foi brutal. Sendo eu ateu, nada sensível às palavras expostas, guiei-me pela explosão de cores, pelo virtuosismo da sua junção e, claro, pelo encantamento estético. Não perdi o meu tempo pois este conjunto miraculoso de quadros é não só um fogo-de-artifício de cores sem paralelo como também um tournant na obra do pintor. Explico. Luís Athouguia pode facilmente apropriar-se de um universo alheio sem perder a sua individualidade. A partir de agora podemos esperar tudo da pintura de Luís Athouguia pois a sua surpreendente criação não tem fim à vista.


Perguntaram um dia a André Breton qual a sua opinião sobre a pintura. Ele disse simplesmente isto: «que o olho existe em estado selvagem e que é o instrumento de uma apreensão imediata do mundo; e que a linguagem pictórica foi dada ao homem para que ele faça um uso surrealista». À luz destas opiniáticas, podemos considerar a pintura de Luís Athouguia como um convite inaudito ao olho. A um olho essencial e não subalterno. A um olho que está pronto para todas os confrontos e guerras. Um olho que pode ser tanto metafísico como superonírico. Porque no final está sempre o êxtase sublime.


Esta exposição de Luís Athouguia reflecte, de uma maneira geral, o que já antes todos sabíamos do seu universo tão particular: a invasão dos sonhos mais improváveis vem ao nosso encontro e leva-nos por trilhos e caminhos nunca dantes percorridos. São estranhos fornicadores audazes, são monstros cujas línguas parecem vir de mundos subterrâneos; são caras do mundo do além que nos interrogam para deixarmos de ser deste presente; são estrelas que vogam pela eternidade dos nossos olhos; são caminhantes que vão em direcção ao nada; são bestas que lançam pela boca a chuva da sapiência; são lábios que vogam pelo universo como flores tocadas pelo vento; são anjos voadores tão especiais que às vezes nos ameaçam com uma foice duradoira; são mulheres que cavalgam baios ruivos; são quatro cavaleiros em cima de cavalos de várias cores e não se sabe se conjuram outro apocalipse; é o ovo da inocência e quatro anciãos que não sabem quem são; é um universo pejado de estrelas que às vezes caem; etc. Do lado propriamente técnico do desenho (uma espécie de canevas muito sumário) são enredamentos, circunvoluções, implosões, movimentos galácticos que as cores cobrem sempre para o bom lado. Pois é precisamente neste cromatismo mágico e sensorial que está o segredo do pintor. É tal a mestria de Luís Athouguia que não há nenhum destes 22 quadros que não seja tocado pela pureza sensível da cor e imediatamente nos tornamos cúmplices deles. Não é preciso ter andado por muitos museus do mundo ou ter visto pintura em Londres ou Paris, para considerar esta criação de Luís Athouguia um portento cromático. Não conheço actualmente em Portugal alguém que vá assim tão deliberadamente para um erotismo vital das cores, que se exponha com uma atitude surrealista de tanta intensidade, que nos transmita tanta impressão de deslumbrante irrealidade. Cada êxtase de sonho convoca o seguinte e o seguinte pode até apelar ao último em data que nós ficamos irremediavelmente tranquilos: sabemos que nada se perde nos quadros de Luís Athouguia pois tudo se transforma em magia. Seria necessário recuarmos no tempo para encontrarmos na pintura de alguns surrealistas tais como Max Ernst, Wilfredo Lam ou Tanguy, alguma accointance pictórica com o nosso pintor.


Luís Athouguia é um pintor que eu admiro pela sua independência de espírito. Gosto dos artistas que criam em total liberdade de movimentos e que não pertencem a nenhum areópago. Vão firmes pelos caminhos que escolheram, e a sua mensagem é só uma: «só o sonho traz a felicidade artística». Já uma vez dissemos, falando da pintura deste artista nascido em Cascais, que ela vai sempre no coruto da vaga, vive por ela própria, voga em veleiro solitário em exposições constantes em vários pontos do país, num momento grave em que a pintura é desleixada em Portugal por falta de galeristas, inatenção dos críticos e uma evidente perda de poder financeiro dos amantes de arte. Já outra vez afirmámos que depois dos desaparecimentos de Mário Botas, Álvaro Lapa, Mário Cesariny, só nos resta o Luís Athouguia para nos levar para lá do espelho onde os coelhos têm relógios de pulso e não chegam nunca a horas. Hoje confirmo isso.


Despachem-se pois para ver esta apoteose de cores de um artista que se abriu à aventura fascinante. E, claro, conhecer um pintor que tem por missão de transformar o quotidiano ou a literatura religiosa em poesia. É que, com Luís Athouguia, os sonhos ficam sempre disponíveis, após boa ou má cobrança.


MANUEL DA SILVA RAMOS

 

 

Apocalipse ou Revelação


 

 

 

 

 Capítulo 1 Apocalipse Rev  S Joao 100x70 2015 353x500

 

Capítulo I


Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para a seus servos mostrar as coisas que brevemente devem acontecer: e por seu Anjo as enviou, e a João

seu servo as notificou:
O qual da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo quanto viu, testificou.
Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta Profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas: Porque o tempo está perto.
João às sete Igrejas que em Ásia estão: Graça e paz seja convosco da parte daquele Que é e Que era e Que há-de vir: e dos sete Espíritos que diante de seu trono estão:
E de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dos mortos, e o Príncipe dos Reis da terra. Àquele que nos amou, e dos nossos pecados em seu sangue nos lavou;
E Reis e Sacerdotes para Deus e seu Pai nos fez: A ele seja a glória e a potência para todo sempre. Ámen.
Eis que com as nuvens vem, e todo olho o verá, até os mesmos que o trespassaram: e todas as tribos da terra sobre ele lamentarão: Sim, Ámen.
Eu sou o Alfa e Ómega, o princípio, e o fim, diz o Senhor, Que é e Que era e Que há-de vir, o Todo-Poderoso.
Eu João, que também vosso irmão, e companheiro sou, na aflição, e no Reino, e [na] paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, pela palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.
[E] um dia do Senhor, em espírito [arrebatado] fui; e detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, ouvi;
Que dizia: Eu sou o Alfa e Ómega, o primeiro e o derradeiro: e O que vês em um livro o escreve, e às sete lgrejas, que em Ásia estão o envia, [a saber] a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodiceia.
E virei-me para ver a voz que comigo falara: e virando-me, sete castiçais de ouro vi:
E no meio dos sete castiçais um ao Filho do homem semelhante, vestido até os pés de um vestido comprido, e pelos peitos com um cinto de ouro cingido:
E sua cabeça e [seus] cabelos eram brancos como lã branca, como a neve: e seus olhos como chama de fogo:
E seus pés semelhantes a latão reluzente, e ardentes como em fornalha: e sua voz, como voz de muitas águas.
E em sua [mão] direita sete estrelas tinha: e de sua boca uma aguda espada de dois fios saía: e seu rosto era como [quando] o sol em sua força resplandece.
E quando eu o vi, a seus pés como morto caí: e ele sobre mim sua [mão] direita pôs, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o derradeiro:
E o que vivo, e morto fui: e eis aqui vivo para todo sempre. Ámen. E as chaves do inferno e da morte tenho.
Escreve as coisas que visto tens, e as que são, e as que depois destas hão-de acontecer:
O mistério das sete estrelas, que em minha [mão] direita viste, e os sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os Anjos das sete Igrejas: e os sete castiçais que viste, as sete Igrejas são.

 

 

Capítulo II


Escreve ao Anjo da Igreja de Éfeso: Isto diz aquele que as sete estrelas em sua [mão] direita tem, que no meio dos sete castiçais de ouro anda:

Tuas obras, e teu trabalho, e tua paciência sei, e que aos maus sofrer não podes: e aos que Apóstolos se dizem ser, e o não são provaste: e mentirosos os achaste:
E sofreste, e paciência tens: e por meu nome trabalhaste, e não te cansaste.
Porém tenho contra ti, que tua primeira caridade deixaste.
Lembra-te pois donde descaíste, e te arrepende, e as primeiras obras faz: e senão, presto a ti virei, e de seu lugar teu castiçal tirarei, se te não arrependeres.
Isto porém tens, que as obras dos Nicolaitas aborreces, as quais eu também aborreço.
Quem ouvidos tem, ouça o que o Espírito às lgrejas diz: Ao que vencer dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que no meio do paraíso de Deus está.
E ao Anjo da Igreja dos de Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o derradeiro, que morto foi, e reviveu:
Tuas obras, e tribulação, e pobreza sei. (tu porém rico és) e a blasfémia dos que se dizem Judeus serem, e não o são, senão a Sinagoga de Satanás.
Nada temas das coisas que hás-de padecer. Eis que o Diabo (alguns) de vosotros em prisão lançará, para que atentados sejais: e tribulação de dez dias tereis. Sê fiel até á morte, e a coroa da vida te darei.
Quem ouvidos tem, ouça o que o Espírito às Igrejas diz: O que vencer, da morte segunda dano não receberá.
E ao Anjo da Igreja que em Pérgamo está, escreve: Isto diz aquele que a espada aguda de dois fios tem:
Tuas obras sei, e aonde habitas, [a saber] aonde o trono de Satanás está: e meu nome reténs, e minha fé não negaste, até nos dias em que Antipas minha fiel testemunha [vivia], o qual entre vosoutros morto foi, aonde Satanás habita.
Porém [algumas] poucas coisas contra ti tenho, que lá tens aos que a doutrina de Balaão têm, o qual Balac ensinava a tropeços diante dos filhos de Israel lançar, para que dos sacrifícios da idolatria comessem, e fornicassem.
Assim tens também aos que a doutrina dos Nicolaitas têm: o que eu aborreço.
Arrepende-te: e senão, a ti presto virei, e contra eles com a espada de minha boca batalharei.
Quem ouvidos tem, ouça o que o Espírito às Igrejas diz: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer do Maná escondido, e um seixo branco lhe darei, e no seixo um nome novo escrito, o qual ninguém conhece, senão aquele que o recebe.
E ao Anjo da Igreja que em Tiatira [está] escreve: Isto diz o Filho de Deus, que seus olhos como chama de fogo tem, e seus pés semelhantes ao latão reluzente:
Tuas obras, e caridade, e serviço, e fé, e tua paciência sei, e tuas obras, e [que] as derradeiras mais são que as primeiras.
Porém [algumas] poucas coisas contra ti tenho: que a mulher Jezabel, que Profetiza se diz, ensinar deixas, e a meus servos enganar, para que forniquem, e dos sacrifícios idolátricos comam.
E dei-lhe tempo para que de sua fornicação se arrependesse; e não se arrependeu.
Eis que na cama a deito, e aos que com ela adulteram, em grande tribulação, se de suas obras se não arrependerem.
E a seus filhos de morte matarei: e todas as Igrejas saberão, que eu aquele sou, que os rins e os corações esquadrinho. E a cada um de vosoutros segundo vossas obras darei.
Mas eu vos digo a vosoutros, e aos demais que em Tiatira estão, a todos quantos esta doutrina não têm, e as profundezas de Satanás, como dizem, não conheceram; outra carga vos não porei.
Porém o que tendes, até que eu venha o retende.
E ao que vencer, e minhas obras até o fim guardar, sobre as Gentes poder lhes darei:
E com vara de ferro as apascentará: [e] como vasos de oleiro quebrantadas serão: como também de meu Pai recebi:
E a estrela da manhã lhe darei.
Quem ouvidos tem, ouça o que o Espírito às Igrejas diz.

 

 

Capítulo III


E ao Anjo da Igreja, que em Sardes está, escreve: Isto diz o que os sete

Espíritos de Deus, e as sete estrelas tem: Tuas obras sei; que nome de que vives tens, e morto estás.
Sê vigilante, e confirma o resto que para morrer estava: porque tuas obras inteiras diante de Deus não achei.
Lembra-te pois do que recebido e ouvido tens, e guarda-o, e te arrepende.
Que se não velares, sobre ti como ladrão virei, e a que hora sobre ti virei, não saberás.
Porém também em Sardes [algumas] poucas pessoas tens, que seus vestidos não contaminaram, e comigo em [vestidos] brancos andarão: porquanto [disso] dignos são.
O que vencer, de vestidos brancos vestido será: e do livro da vida seu nome em maneira nenhuma riscarei, e diante de meu Pai, e diante de seus Anjos seu nome confessarei.
Quem ouvidos tem, ouça o que o Espírito às Igrejas diz:
E ao Anjo da Igreja, que em Filadélfia está escreve: Isto diz o Santo, o
Verdadeiro, que a chave de David tem; que abre, e ninguém cerra; e cerra, e ninguém abre:
Tuas obras sei: eis que a porta aberta diante de ti te pus, e ninguém cerrar a pode: porque pouca força tens, e minha palavra guardaste, e meu nome não negaste.
Eis aqui [alguns] da Sinagoga de Satanás [te] dou, dos que Judeus se dizem ser, e não o são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e diante de teus pés adorem, e que eu te amo saibam.
Porquanto a palavra da minha paciência guardaste, também eu te guardarei da hora da tentação, que sobre todo o mundo há-de vir, para atentar aos que na terra habitam.
Eis que presto venho: guarda o que tens, para que ninguém tua coroa tome .
A quem vencer, coluna em o templo de meu Deus o farei, e dele mais não sairá: e sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus escreverei, [a saber, o] da nova Jerusalém, que do céu de meu Deus descende, e [também] meu novo nome.
Quem ouvidos tem, ouça o que o Espírito às Igrejas diz:
E ao Anjo da Igreja dos Laodicenses escreve: lsto diz O Ámen, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
Tuas obras sei, que nem és frio, nem quente: oxalá frio, ou quente foras!
Assim que, porquanto morno, e nem frio, nem quente és, de minha boca te vomitarei.
Porque dizes: Rico sou, e enriquecido estou, e de nada falta tenho: e não sabes que miserável, e coitado, e pobre, e cego, e nu estás.
Aconselho-te que de mim ouro compres, que do fogo provado vem, para que te enriqueças: e vestidos brancos, para que te vistas, e a vergonha de tua nudez não apareça: e teus olhos com colírio unge, para que vejas.
A todos quantos eu amo, a estes repreendo e castigo: sê pois zeloso, e te arrepende.
Eis que à porta estou, e bato: se alguém minha voz ouvir, e a porta abrir, a ele entrarei, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer, dar-lhe-ei que comigo em meu trono se assente: Assim como eu venci, e com meu Pai em seu trono me assentei.
Quem ouvidos tem, ouça o que o Espírito às Igrejas diz.

 

 

Capítulo IV


Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma porta aberta em o céu: e a primeira voz, que, como de uma trombeta comigo falar ouvira, disse: Sobe aqui, e as coisas, que depois destas acontecer devem, te mostrarei.

E logo em espírito [arrebatado] fui: e eis que um trono no céu posto estava, e sobre o trono [um] assentado.
E o que [sobre ele] assentado estava, era, ao parecer, semelhante à pedra Jaspe e Sardónia: e o arco celeste ao redor do trono estava, ao parecer à esmeralda semelhante.
E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos: e vi sobre os tronos vinte e quatro Anciãos assentados, de vestidos brancos vestidos: e sobre suas cabeças coroas de ouro tinham.
E do trono relâmpagos, e trovões, e vozes saíam: e sete lâmpadas de fogo diante do trono ardiam, as quais os sete Espíritos de Deus são.
E diante do trono um mar de vidro havia, ao cristal semelhante. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais por diante, e por detrás, de olhos cheios.
E era o primeiro animal semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como de homem, e era o quarto animal semelhante a uma águia volante.
E os quatro Animais cada um de por si seis asas ao redor tinham, e por dentro cheios de olhos estavam: e repouso dia nem noite não têm, dizendo:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Que era e Que é e Que há-de vir.
E quando os Animais glória, e honra, e fazimento de graças davam ao que sobre o trono assentado estava, ao que para todo sempre vive:
[Então] os vinte e quatro Anciãos se prostravam diante do que sobre o trono assentado estava, e ao que para todo sempre vive adoravam, e suas coroas diante do trono lançavam, dizendo:
Digno és, Senhor, de glória, e honra, e potência receber: porque tu todas as coisas criaste, e por tua vontade são, e criadas foram.

 

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Capítulo V


E vi na [mão] direita do que sobre o trono assentado estava, um livro por de dentro, e por de fora escrito, [e] com sete selos selado.

E vi um forte Anjo, com grande voz apregoando: Quem é digno de o livro abrir, e seus selos desliar?
E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra podia o livro abrir, nem [para] ele olhar.
E eu chorava muito, porque ninguém digno achado fora de o livro abrir, nem de o ler, nem de [para] ele olhar.
E um dos Anciãos me disse: Não chores; vês aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de David venceu, para o livro abrir, e seus sete selos desliar.
E olhei, e eis aqui no meio do trono, e dos quatro animais, e no meio dos Anciãos, um Cordeiro que como morto estava, e sete cornos, e sete olhos tinha: que são os sete Espíritos de Deus em toda a terra enviados.
E veio, e o livro da [mão] direita tomou do que sobre o trono assentado estava.
E havendo tomado o livro, os quatro animais, e os vinte e quatro Anciãos diante do Cordeiro se prostraram, tendo cada um harpas, e salvas de ouro de perfume cheias, que as orações dos santos são.
E um cântico novo cantavam, dizendo: Digno és de o livro tomares, e seus selos abrires: porque morto foste, e com teu sangue para Deus nos compraste, de toda Tribo, e língua, e povo, e nação:
E para nosso Deus Reis e Sacerdotes nos fizeste: e sobre a terra reinaremos.
E olhei, e uma voz de muitos Anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos Anciãos ouvi: e era deles o número milhões de milhões, e milhar de milhares.
Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que morto foi, de potência, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e fazimento de graças receber.
E a toda criatura que no céu está, e na terra, e debaixo da terra, e que no mar estão, e a todas as coisas que nelas há dizer ouvi: Ao que sobre o trono assentado está, e ao Cordeiro, seja [dado] fazimento de graças, e honra, e glória, e potência, para todo sempre jamais.
E os quatro animais diziam: Ámen. E os vinte e quatro Anciãos se prostraram, e ao que para todo o sempre vive adoraram.

 

 

Capítulo VI


E havendo o Cordeiro um dos selos aberto, olhei, e a um dos quatro Animais ouvi, que como [com] voz de trovão: Vem, e vê.

E olhei, e eis um cavalo branco: e o que sobre ele assentado estava, um arco tinha: e uma coroa dada lhe foi, e vitorioso, e para que vencesse saiu.
E havendo aberto o segundo selo, ao segundo Animal dizer ouvi: Vem, e vê.
E saiu outro cavalo vermelho: e ao que sobre ele assentado estava se lhe deu que a paz da terra tirasse, e que uns aos outros se matassem: e uma grande espada se lhe deu.
E havendo aberto o terceiro selo, ao terceiro animal dizer ouvi: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo preto, e o que sobre ele assentado estava:
Uma voz no meio dos quatro animais ouvi, que dizia: uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro: e ao azeite e ao vinho não danifiques.
E havendo aberto o quarto selo, a voz do quarto animal ouvi, que dizia:
Vem e vê.
E olhei, e eis um cavalo amarelo: e o que sobre ele assentado estava, tinha por nome Morte; e o Inferno o seguia. E deu-se-lhes potestade para a quarta [parte] da terra matarem, com espada, e com fome , e com morte, e com as feras da terra.
E havendo aberto o quinto selo, debaixo do altar vi as almas dos que por amor da palavra de Deus mortos foram, e por amor do testemunho que tinham.
E com grande voz clamavam, dizendo: Até quando, ó santo e verdadeiro Dominador, nosso sangue não julgas e vingas dos que sobre a terra habitam ?
E deram-se-lhes a cada um vestidos brancos compridos; e foi-lhes dito, que ainda um pouco de tempo repousassem, até que também seus conservos e seus irmãos se cumprissem, que [ainda] como eles mortos haviam de ser.
E havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que um grande tremor de terra se fez: e o Sol se tornou preto como saco de cilício, e a Lua como sangue se tornou.
E as estrelas do céu sobre a terra caíram, como quando a figueira seus figos verdes de si lança, de um grande vento abalada.
E o céu como um livro que se envolve se retirou: e todos os montes, e ilhas de seus lugares se moveram.

E os Reis da terra, e os Grandes, e os Ricos, e os Tribunos, e os Poderosos, e todo [o] servo, e todo [o] livre nas cavernas, e nas rochas das montanhas se esconderam.
E aos montes, e às rochas diziam: Sobre nosoutros caí, e do rosto daquele que sobre o trono assentado está, e da ira do Cordeiro, nos escondei:
Porque vindo é o grande dia de sua ira: e quem subsistir poderá.

 

 

Capítulo VII


E depois destas coisas quatro Anjos vi estar sobre os quatro cantos da terra, que os quatro ventos da terra retinham, para que vento nenhum sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma ventasse.

E outro Anjo vi da banda do Sol nascente subir, que o selo do Deus vivente tinha, e com grande voz aos quatro Anjos clamou, aos quais poder dado fora para à terra e ao mar danificar;
Dizendo: À terra não danifiqueis, nem ao mar, nem às árvores, até que aos servos de nosso Deus, em suas testas assinalado não hajamos.
E o número dos assinalados ouvi: e cento e quarenta e quatro mil assinalados foram de todas as tribos dos filhos de Israel.
Da tribo de Judá, doze mil assinalados: da tribo de Rúben, doze mil assinalados: da tribo de Gad, doze mil assinalados:
Da tribo de Aser, doze mil assinalados: da tribo de Neftali, doze mil assinalados: da tribo de Manassés, doze mil assinalados:
Da tribo de Simeão, doze mil assinalados: da tribo de Levi, doze mil assinalados: da tribo de Issacar, doze mil assinalados:
Da tribo de Zabulão, doze mil assinalados: da tribo de José, doze mil assinalados: da tribo de Benjamim, doze mil assinalados.
Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma grande companha, a qual ninguém contar podia, de todas as nações, e tribos e povos, e línguas, que diante do trono, e perante o Cordeiro estavam, vestidos de vestidos brancos compridos, e [com ramos de] palmas em suas mãos.
E com grande voz clamavam, dizendo: A Salvação seja para nosso Deus, que sobre o trono assentado está, e [também] para o Cordeiro.
E todos os Anjos ao redor do trono, e dos Anciãos, e dos quatro Animais estavam: e sobre seus rostos diante do trono se prostraram, e a Deus adoraram:
Dizendo: Ámen. Louvor, e glória, e sabedoria, e fazimento de graças, e honra, e potência, e força seja a nosso Deus, para todo sempre. Ámen.
E um dos Anciãos respondeu, dizendo-me: Estes que de vestidos brancos compridos vestidos estão, quem são, e donde vieram?
E eu lhe disse: Senhor, tu o sabes. E ele disse-me: Estes são os que de grande tribulação vieram: e no sangue do Cordeiro seus compridos vestidos lavaram, e seus compridos vestidos branquearam.
Por isso diante do trono de Deus estão, e dia e noite em seu templo o servem: e aquele que sobre o trono assentado está, com sua sombra os cobrirá.
Nunca mais fome, nem mais sede terão; nem Sol, nem calma alguma [mais] sobre eles cairá.
Porque o Cordeiro, que no meio do trono está, os apascentará, e às fontes vivas das águas de Guia lhes servirá: e Deus de seus olhos toda lágrima alimpará.

 

 

Capítulo VIII


E havendo aberto o sétimo selo, silêncio em o céu, quase por meia hora, se fez.

E aos sete Anjos vi, que diante de Deus estavam: e sete trombetas se lhes deram.
E veio outro Anjo, e junto ao altar se pôs, [na mão] um turíbulo de ouro tendo: e muitos perfumes se lhe deram, para [com] as orações de todos os santos os pôr sobre o altar de ouro, que diante do trono está.
E o fumo dos perfumes [juntamente com] as orações dos santos, desde a mão do Anjo até diante de Deus subiu.
E o Anjo o turíbulo tomou, e do fogo do altar o encheu, e sobre a terra o lançou: e vozes, e trovões, e relâmpagos, e terramotos se fizeram.
E os sete Anjos, que as sete trombetas tinham, para as tocarem se prepararam.
E o primeiro Anjo sua trombeta tocou, e saraiva e fogo misturado com sangue houve, e na terra lançados foram: e a terceira [parte] das árvores se queimou, e toda a erva verde queimada foi.
E o segundo Anjo sua trombeta tocou: e [uma coisa], como um grande monte em fogo ardendo no mar lançada foi: e a terceira [parte] do mar em sangue se tornou.
E a terceira [parte] das criaturas que no mar vida tinham morreu: e a terceira [parte] das naus se perdeu.
E o terceiro Anjo sua trombeta tocou, e do céu caiu uma grande estrela como uma tocha ardendo, e na terceira [parte] dos rios, e nas fontes das águas, caiu.
E o nome da estrela se chamava Absinto, e a terceira [parte] das águas em Absinto se tornou: e muitos homens pelas águas morreram, porque amargas se tornaram.
E o quarto Anjo sua trombeta tocou: e a terceira [parte] do Sol, e a terceira [parte] da Lua, e a terceira [parte] das Estrelas ferida foi: para que a terceira [parte] deles se escurecesse, e a terceira [parte] do dia não alumiasse, e semelhantemente [a] da noite.
E olhei, e a um Anjo pelo meio do céu voar ouvi, dizendo com grande voz:
Ai, ai, ai dos que sobre a terra habitam, pelas demais vozes das trombetas dos três Anjos, que [ainda] hão-de tocar.

 

 

Capítulo IX


E o quinto Anjo sua trombeta tocou: e uma Estrela vi que do céu na terra caíra, e a chave do poço do abismo se lhe deu.

E o poço do abismo abriu: e do poço fumo, como o fumo de uma grande fornalha subiu: e o Sol, e o Ar, do fumo do poço se escureceram.
E do fumo gafanhotos sobre a terra saíram: e poder se lhes deu como o poder que os escorpiões da terra têm.
E foi-lhes dito, que nem a erva da terra, nem verdura alguma, nem a árvore alguma danificassem: senão somente aos homens, que em suas testas o sinal de Deus não têm.
E foi-lhes dado, não que os matassem, senão que por cinco meses os atormentassem: e seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando ao homem fere.
E naqueles dias os homens a morte buscarão, e não a acharão: e morrer desejarão, e deles a morte fugirá.
E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos para a guerra aparelhados: e sobre suas cabeças, como coroas, ao ouro semelhantes havia, e seus rostos como rostos de homens eram.
E cabelos como cabelos de mulheres tinham: e seus dentes como [dentes] de leões eram.
E couraças como couraças de ferro tinham: e o ruído de suas asas como o ruído de carros era, quando muitos cavalos ao combate correm.
E rabos semelhantes aos dos escorpiões, e aguilhões em seus rabos tinham: e seu poder era de por cinco meses, aos homens danificarem.
E sobre si, por Rei, o Anjo do abismo tinham; [e] era seu nome em Hebreu Abaddon, e em Grego por nome tinha Apollyon.
Passado é já um ai; eis que ainda, depois disto, dois ais vêm.
E o sexto Anjo sua trombeta tocou, e ouvi uma voz dos quatro cornos do altar de ouro, o qual diante de Deus estava;
Que ao sexto Anjo, que a trombeta tinha, dizia: Aos quatro Anjos solta, que junto ao grande rio Eufrates presos estão.
E soltos os quatro Anjos foram, que prestes para a hora, e dia, e mês, e ano estavam, para a terceira [parte] dos homens matarem.
E o número dos exércitos dos de cavalo vinte mil dezenas de dezenas de milhares era, e o número deles ouvi.
E assim aos cavalos nesta visão vi: e os que sobre eles cavalgavam, couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre tinham: e as cabeças dos cavalos como cabeças de leões eram: e de suas bocas fogo, e fumo, e enxofre saía.
Por estes três a terceira [parte] dos homens morta foi, [a saber] pelo fogo, e pelo fumo, e pelo enxofre, que de suas bocas saía.
Porque seu poder em sua boca, e em seus rabos está. Porque seus rabos semelhantes a serpentes são, e cabeças têm, e com elas danificam.
E os demais homens, que por estas pragas mortos não foram, das obras de suas mãos se não arrependeram, para aos Demónios, e aos ídolos de ouro, e de prata, e de latão, e de pedra, e de madeira não adorarem, que nem ver, nem ouvir, nem andar podem:
E nem de seus homicídios, nem de suas feitiçarias, nem de sua fornicação, nem de suas ladroíces, se arrependeram.

 

 Capítulo 10 Apocalipse Rev S Joao 100x70 2016 353x500

 

Capítulo X


E outro forte Anjo vi, que do céu descendia, de uma nuvem vestido: e por cima da [sua] cabeça o arco celeste estava: e seu rosto como o Sol era, e seus pés como colunas de fogo.

E em sua mão um livrinho aberto tinha: e seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra pôs.
E com grande voz clamou, como quando o leão brama: e havendo
clamado, os sete trovões suas vozes disseram.
E havendo os sete trovões suas vozes dito, eu as houvera de escrever: e uma voz do céu ouvi, que me dizia: Sela as coisas que os sete trovões falaram, e não as escrevas.
E o Anjo que sobre o mar e sobre a terra estar vi, sua mão ao céu levantou;
E por Aquele jurou, que para todo sempre jamais vive, o qual o céu e as coisas que nele há, e a terra e as coisas que nela há, e o mar e as coisas que nele há criou, que mais tempo não haverá:
Porém [que] nos dias da voz do sétimo Anjo, quando sua trombeta tocar, o secreto de Deus se cumprirá, como a seus servos os Profetas [o] denunciou.
E a voz que eu do céu ouvido tinha, comigo a falar tornou, e disse: Vai, e o Iivrinho aberto toma da mão do Anjo, que sobre o mar e sobre a terra está.
E fui-me ao Anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele me disse: Toma-o, e come-o: e amargo teu ventre fará, porém em tua boca doce como mel será.
E o livrinho da mão do Anjo tomei, e o comi: e em minha boca doce como mel era: e havendo-o comido, meu ventre amargo ficou.
E ele me disse: [Ainda] outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e Reis te importa profetizar.

 

 

Capítulo XI


E uma cana semelhante a uma vara [de medir] dada me foi: e o Anjo se chegou, e disse: Levanta-te, e o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram, mede.

Porém de fora deixa ao pátio que fora do templo está, e não o meças: porque às Gentes dado é: e a santa cidade por quarenta e dois meses pisarão.
E [poder] às minhas duas testemunhas darei, e por mil e duzentos e sessenta dias, de sacos vestidos, profetizarão.
Estas são as duas oliveiras, e os dois castiçais, que diante do Deus da terra estão.
E se alguém empecer-lhes quiser, fogo de sua boca sairá, e a seus inimigos devorará: e se alguém empecer-lhes quiser, assim importa que morto seja.
Estes poder têm para o céu cerrar, para que em os dias de sua profecia chuva não chova: e poder sobre as águas têm para em sangue as tornarem, e para a terra com toda sorte de praga ferirem, todas quantas vezes quiserem.
E como seu testemunho acabarem, a Besta, que do abismo sobe, guerra lhes fará, e os vencerá, e os matará.
E seus corpos mortos [jazerão] na praça da grande cidade, que espiritualmente Sodoma e Egipto se chama, aonde nosso Senhor também crucificado foi.
E [os] dos povos, e tribos, e línguas, e nações, seus corpos mortos por três dias e meio verão, e não permitirão que seus corpos mortos postos em sepulcros sejam.
E os que na terra habitam, sobre eles se gozarão, e se alegrarão, e presentes uns aos outros mandarão: porquanto estes dois Profetas, aos que sobre a terra habitam, atormentarão.
E depois daqueles três dias e meio, neles o espírito de vida de Deus entrou, e sobre seus pés se puseram, e grande temor sobre os que os viram caiu.
E uma grande voz do céu ouviram, que lhes dizia: Subi cá. E ao céu em uma nuvem subiram: e seus inimigos os viram.
E naquela mesma hora um grande terramoto se fez, e a décima [parte] da cidade caiu, e no terramoto sete mil homens de nome mortos foram: e os demais mui atemorizados ficaram, e glória ao Deus do céu deram.
Passado é o segundo ai: eis que o terceiro ai presto vem.
E o sétimo Anjo sua trombeta tocou, e grandes vozes no céu houve , que diziam: os Reinos do mundo a nosso Senhor, e a seu Cristo reduzidos são, e para todo sempre jamais reinará.
E os vinte e quatro Anciãos, que diante de Deus em seus tronos assentados estão, sobre seus rostos se prostraram, e a Deus adoraram;
Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, Que é e Que era e Que há-de vir, de que tua grande potência tomaste, e reinaste:
E as nações se iraram, e já tua ira vinda é, e o tempo dos mortos, para que julgados sejam, e para o galardão dares a teus servos os Profetas, e aos Santos, e aos que teu nome temem, a pequenos e a grandes: e para destruir aos que a terra destroem.
E o templo de Deus no céu se abriu, e a Arca de seu concerto em seu templo se viu: e relâmpagos, e vozes, e trovões, e terramotos, e grande saraiva houve.

 

 

Capítulo XII


E um grande sinal no céu se viu: [a saber] uma Mulher do Sol vestida, e a Lua debaixo de seus pés, e sobre sua cabeça uma coroa de doze estrelas:

E prenha estava, e com dores de parto, e ânsias de parir gritava.
E outro sinal no céu se viu; e eis que era um grande Dragão vermelho, que sete cabeças e dez cornos tinha, e sobre suas cabeças sete Diademas.
E seu rabo a trerceira [parte] das estrelas do céu após si levava, e sobre a terra as lançou: E o Dragão diante da Mulher, que havia de parir se pôs: para que, em parindo, a seu filho devorasse.
E um Filho macho pariu, que com vara de ferro todas as Gentes havia de apascentar; e seu Filho para Deus, e [para] seu trono, arrebatado foi.
E a Mulher para o deserto fugiu, aonde já lugar preparado de Deus tinha, para que lá mil e duzentos e sessenta dias a mantivessem.
E batalha no céu houve: Miguel e seus Anjos contra o Dragão batalhavam: e batalhava [também contra eles] o Dragão e seus Anjos.
Mas não prevaleceram, nem seu lugar mais em os céus se achou:
E lançado foi o grande Dragão, a Serpente antiga, chamada o Diabo e Satanás, que a todo o mundo engana, lançado [digo] em a terra foi, e [também] seus Anjos com ele lançados foram.
E uma grande voz no céu ouvi, que dizia: Já agora a salvação, e a força, e o Reino de nosso Deus, e a potência de seu Cristo feito está: porque já o acusador de nossos irmãos, que diante de nosso Deus dia e noite os acusava, derribado é.
E eles pelo sangue do Cordeiro, e pela palavra de seu testemunho o venceram, e até à morte suas vidas não amaram.
Pelo que alegrai-vos céus, e vós, e os que neles habitais. Ai dos que na terra, e no mar habitam; porque o Diabo a vosoutros descendeu, e tem grande ira, sabendo que já pouco tempo tem.
E quando o Dragão viu que em terra lançado fora, a Mulher perseguiu que ao [Filho] macho parira.
E à Mulher duas asas de grande águia se lhe deram, para que o deserto a seu lugar voasse, aonde sustentada é, por tempo, e por metade de tempo, fora da vista da Serpente.
E a Serpente de sua boca após a Mulher água como [de] um rio lançou, para que pelo rio arrebatar a fizesse.
E a terra a Mulher ajudou, e a terra sua boca abriu, e ao rio tragou, que o Dragão de sua boca lançara.
E o Dragão contra a mulher se irou, e guerra a fazer-se foi contra os demais de sua semente, que os mandamentos de Deus guardam, e o testemunho de Jesus Cristo têm.
E eu sobre a areia do mar me pus.

 

 

Capítulo XIII


E do mar uma Besta subir vi, que sete cabeças e dez cornos tinha, e sobre seus cornos dez Diademas: e sobre suas cabeças um nome de blasfémia.

E a Besta que vi, semelhante ao leopardo era, e seus pés como de urso, e sua boca como boca de leão: e o Dragão sua potência, e seu trono, e grande poder lhe deu.
E uma de suas cabeças como ferida de morte vi, e sua chaga mortal curada foi: e toda a terra após a Besta se maravilhou.
E ao Dragão adoraram que à Besta [seu] poder dera; e [também] à Besta adoraram, dizendo: Quem semelhante à Besta é? Quem contra ela batalhar poderá?
E boca se lhe deu, para grandezas e blasfémias falar; e poder se lhe deu, para [assim] quarenta e dois meses o fazer.
E sua boca em blasfémias contra Deus abriu, para de seu Nome, e de seu Tabernáculo, e dos que no céu habitam, blasfemar.
E [poder] se lhe deu para guerra aos santos fazer, e os vencer: e poder sobre toda tribo, e língua, e gente se lhe deu.
E todos os que sobre a terra habitam a adoraram, cujos nomes escritos não estão no livro da vida do Cordeiro, que desde a fundação do mundo morto foi.
Se alguém ouvidos tem, ouça.
Se alguém em cativeiro leva, em cativeiro irá: se alguém à espada matar, necessário é que à espada morto seja. Aqui a paciência e a fé dos santos está.
E outra Besta da terra subir vi, e dois cornos semelhantes aos do Cordeiro tinha: e como Dragão falava.
E todo o poder da primeira Besta, em sua presença exercita: e faz que a terra, e os que nela habitam à primeira Besta adorem, cuja chaga mortal curada fora.
E faz grandes sinais, de maneira que até fogo do céu à terra, diante dos homens, descender faz.
E aos que na terra habitam, com os sinais engana, que em presença da Besta se lhe deram que fizesse; dizendo aos que na terra habitam, que à Besta, que a ferida da espada recebera, e a viver [tornara], uma imagem fizessem.
E foi-lhe dado que espírito à imagem da Besta desse, para que também a imagem da Besta falasse, e fizesse que todos os que a imagem da Besta não adorassem, mortos fossem.
E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, um sinal em sua mão direita, ou em suas testas ponha:
E que ninguém comprar ou vender possa, senão aquele que o sinal, ou o nome da Besta, ou o número de seu nome tiver.
Aqui está a sabedoria: aquele que entendimento tem, o número da Besta conte: porque o número de homem é; e é seu número seiscentos e sessenta [e] seis.

 

 

Capítulo XIV


E olhei, e eis que o Cordeiro sobre o monte de Sião estava, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que o nome de seu Pai em suas testas escrito tinham.

E uma voz do céu ouvi como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão: e uma voz de harpistas ouvi, que com suas harpas tangiam.
E como um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais, e dos Anciãos cantavam: e ninguém aquele cântico aprender podia, senão os cento e quarenta e quatro mil, que da terra comprados foram.
Estes são os que com mulheres contaminados não estão: porque virgens são. Estes são os que ao Cordeiro seguem para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens [por] primícias para Deus, e para o Cordeiro. comprados foram.
E engano em sua boca se não achou: porque irrepreensíveis diante do trono de Deus são.
E outro Anjo pelo meio do céu voar vi, e o Evangelho eterno tinha, para que aos que sobre a terra habitam, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo [o] evangelizasse.
Dizendo com grande voz: A Deus temei, e glória lhe dai: porque vinda é a hora de seu juízo. E, àquele adorai, que o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas fêz.
E seguiu outro Anjo, dizendo: Caída é, Caída é Babilónia, aquela grande cidade, porquanto a todas as nações do vinho da ira de sua fornicação a beber deu.
E o terceiro Anjo os seguiu, dizendo com grande voz: Se alguém à Besta e a sua imagem adorar, e o sinal em sua testa, ou em sua mão receber;
Também o tal do vinho da ira de Deus, que puro na taça de sua ira se deitou, beberá: e com fogo e enxofre diante dos santos Anjos, e diante do Cordeiro, atormentado será.
E o fumo de seu tormento para todo sempre jamais sobe: e dia e noite repouso não têm, os que à Besta e sua imagem adoram, e se alguém o sinal de seu nome recebe.
Aqui a paciência dos santos está: aqui estão os que os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus guardam.
E uma voz do céu ouvi, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos, que desde agora em o Senhor morrem: Sim, diz o Espírito, para que de seus trabalhos descansem; e suas obras os seguem.
E olhei, e eis uma nuvem branca, e um, semelhante ao Filho do homem sobre a nuvem assentado; que sobre sua cabeça uma coroa de ouro, e em sua mão uma foice aguda tinha.
E outro Anjo do templo saiu, com grande voz clamando ao que sobre a nuvem assentado estava: Tua foice envia, e sega; porque já a hora de segar vinda vos é, porquanto já a sega da terra madura está.
E aquele que sobre a nuvem assentado estava, sua foice à terra enviou, e a terra segada foi.
E do templo, que no céu está, outro Anjo saiu, o qual também uma foice aguda tinha.
E do altar outro Anjo saiu, que poder sobre o fogo tinha, e com grande voz ao que tinha a foice aguda clamou, dizendo: Tua foice aguda envia, e os cachos da vinha da terra vindima; porque já suas uvas maduras estão.
E o Anjo sua foice à terra enviou, e as uvas da vinha da terra vindimou, e no grande lagar da ira de Deus as lançou.
E foi o lagar fora da cidade pisado, e sangue do lagar até aos freios dos cavalos, por mil e seiscentos estádios, saiu.

 

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Capítulo XV


E outro grande e admirável sinal no céu vi, [a saber], sete Anjos, que as sete últimas pragas tinham: porque nelas a ira de Deus consumada está.

E como um mar de vidro misturado com fogo vi: e aos que vitória da Besta, e de sua imagem, e de seu sinal, [e] do número de seu nome tiveram, que junto ao mar de vidro estavam, e as harpas de Deus tinham:
E o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro cantavam, dizendo: Grandes e maravilhosas tuas obras são, Senhor Deus Todo-Poderoso: Justos e verdadeiros são teus caminhos, ó Rei dos santos.
Quem te não temeria, ó Senhor, e teu Nome não magnificaria? Porque tu só santo és: porque todas as gentes virão, e diante de ti adorarão: porque já teus juízos manifestos são.
E depois disto olhei, e eis que o templo do Tabernáculo do testemunho em o céu se abriu:
E os sete Anjos, que as sete pragas tinham, do templo saíram, de linho puro e resplandecente vestidos, e com cintos de ouro ao redor de seus peitos cingidos.
E um dos quatro Animais aos sete Anjos sete salvas de ouro deu, cheias da ira de Deus, que para todo sempre jamais vive.
E o templo com o fumo da glória de Deus, e de sua potência se encheu: e ninguém no templo entrar podia, até que as sete pragas dos sete Anjos se não consumassem.

 

 

Capitulo XVI


E uma grande voz do templo ouvi, que aos sete Anjos dizia: Ide, e as [sete] salvas da ira de Deus sobre a terra derramai.

E foi o primeiro, e sua salva sobre a terra derramou: e uma má e malina chaga em os homens se fez, que o sinal da besta tinham, e que sua imagem adoravam.
E o segundo Anjo sua salva em o mar derramou, e em sangue como de morto se tornou, e toda a alma vivente em o mar morreu.
E o terceiro Anjo sua salva em os rios, e nas fontes das águas derramou, e em sangue se tornaram.
E ao Anjo das àguas ouvi, que dizia: Justo és tu, ó Senhor, Que é, e Que era, e Que há-de ser, que estas coisas julgaste.
Porquanto o sangue dos Santos, e dos Profetas derramaram, também tu sangue a beber lhes deste. Porque disso dignos são.
E a outro do altar ouvi, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são teus juízos.
E o quarto Anjo sua salva sobre o sol derramou: e se lhe deu, que aos homens com fogo abrasasse.
E os homens com grandes calmas abrasados foram, e o nome de Deus blasfemaram, que sobre estas pragas poder tem: e não se arrependeram, para glória lhe darem.
E o quinto Anjo sua salva sobre o trono da Besta derramou, e seu reino tenebroso se fez, e de dor suas Iínguas se mordiam.
E por causa de suas dores, e por causa de suas chagas, do Deus do céu blasfemaram: e de suas obras se não arrependeram.
E o sexto Anjo sua salva sobre o grande rio Eufrates derramou; e sua água se secou para que o caminho dos Reis do Sol nascente se preparasse.
E da boca do Dragão, e da boca da Besta, e da boca do falso Profeta, três Espíritos imundos, semelhantes a rãs, [sair] vi.
Porque espíritos de Demónios são, e sinais fazem, os quais aos Reis da terra, e de todo o mundo se vão, para a batalha daquele grande dia do Deus Todo-Poderoso os congregar.
Eis que como ladrão venho. Bem-aventurado aquele que vela, e seus vestidos guarda, para que nu não ande, e suas vergonhas se [não] vejam.
E no lugar, que em Hebreu Armageddon se chama, os congregaram.
E o sétimo Anjo sua salva no ar derramou: e uma grande voz do templo do céu, do trono saiu, dizendo: Feito é.
E vozes, e trovões, e relâmpagos houve: e um grande terramoto se fez, qual nunca feito foi desde que homens sobre a terra houve: tal [e] tão grande [este] terramoto [foi].
E a grande cidade em três partes se fendeu, e as cidades das Gentes caíram: e a grande Babilónia em memória diante de Deus veio, para a taça do vinho da indignação de sua ira lhe dar.
E toda [a] ilha fugiu, e os montes se não acharam.
E do céu uma grande saraiva, como de peso de um talento sobre os homens caiu: e por causa da praga da saraiva de Deus os homens blasfemaram: porque sua praga mui grande era.

 

 

Capítulo XVII


E veio um dos sete Anjos, que as sete salvas tinham, e comigo falou, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande Fornicadora, que sobre muitas águas assentada está:

Com a qual os Reis da terra fornicaram, e os que na terra habitam com o vinho de sua fornicação se embebedaram.
E em espírito a um deserto me levou, e uma Mulher sobre uma Besta de cor de grã assentada vi, que de nomes de blasfémia cheia estava, e sete cabeças e dez cornos tinha.
E a Mulher vestida de púrpura e de grã estava, e com ouro, e pedras preciosas, e pérolas adornada, e em sua mão uma taça de ouro tinha das abominações e da sujidade de sua fornicação cheia:
E em sua testa escrito o nome: Mistério, A grande Babilónia, A mãe das fornicações e abominações da terra.
E vi que a Mulher estava bêbeda do sangue dos Santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E vendo-a eu, com grande admiração me admirei.
E o Anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da Mulher, e da Besta que a traz, a qual as sete cabeças e os dez cornos tem.
A Besta que viste, era, e já não é: e há-de subir do abismo, e ir-se à perdição: e os que na terra habitam, (cujos nomes no livro da vida, desde a fundação do mundo escritos não estão) se admirarão, vendo a Besta, que era, e já não é, ainda que é.
Aqui há sentido, que sabedoria tem. As sete cabeças sete montes são, sobre os quais a Mulher assentada está.
E [também] sete Reis são: os cinco são caídos: e o um já é, o outro ainda não é vindo; e quando vier, convém que um pouco [de tempo] dure.
E a Besta que era, e já não é, esta é também o oitavo [Rei], e dos sete é, e à perdição se vai.
E os dez cornos que viste, dez Reis são, que ainda o Reino não receberam: porém poder como Reis em uma hora [juntamente] com a Besta receberam.
Estes um mesmo intento têm, e sua potência e autoridade à Besta entregarão.
Estes contra o Cordeiro combaterão, e o Cordeiro os vencerá: (porque [ele] é o Senhor dos senhores, e o Rei dos reis) e os que com ele estão, os chamados, e eleitos, e fiéis [são].
E disse-me: As águas que viste, aonde a Fornicadora se assenta, povos, e companhas, e nações, e línguas são.
E os dez cornos que na Besta viste, esses a Fomicadora aborrecerão, e assolada, e nua a farão: e sua carne comerão, e com fogo a queimarão.
Porque Deus em seus corações [lhes] deu, que seu intento cumpram, e um mesmo intento tenham, e que seu Reino à Besta dêem, até que as palavras de Deus se cumpram.
E a Mulher que viste, a grande cidade é, que o Reino sobre os Reis da terra tem.

 

 

Capítulo XVIII


E depois destas coisas outro Anjo do céu descender vi, que grande poder tinha, e a terra de sua glória alumiada foi.

E fortemente com grande voz clamou, dizendo: Caída é, Caída é a grande Babilónia, e feita é morada de demónios, e repairo de todo espírito inundo, e repairo de toda ave imunda e aborrecível.
Porquanto todas as gentes do vinho da ira de sua fornicação beberam, os Reis da terra com ela fornicaram, e os mercadores da terra da força de suas delícias se enriqueceram.
E outra voz do céu ouvi, que dizia: Saí dela povo meu, para que de seus pecados participantes não sejais, e para que de suas pragas não recebais.
Porque já seus pecados até o céu se acumularam, e Deus de suas iniquidades se lembrou.
Rendei-lhe como ela rendido vos tem, e conforme a suas obras em dobro lhe duplicai: na taça em que de beber [vos] deu, a ela em dobro lhe dai.
Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, tanto de tormento e pranto lhe dai. Porque em seu coração diz: [Por] Rainha assentada estou, e viúva não sou, e pranto nenhum verei.
Portanto em, um dia suas pragas virão, [a saber] morte, e pranto, e fome, e com fogo queimada será: porque forte é o Senhor Deus, que a julga.
E os Reis da terra, que se com ela fornicaram, e em delícias viveram, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando o fumo de seu incêndio virem:
Estando de longe pelo temor de seu tormento, dizendo: Ai, ai daquela grande cidade de Babilónia, aquela forte cidade! Pois em uma hora seu juízo veio.
E sobre ela chorarão e lamentarão os mercadores da terra, porquanto ninguém mais suas mercadorias compra:
Mercancia de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de grã: e de todo pau odorífero, e de todo vaso de marfirm, e de todo vaso de pau preciosíssimo, e de latão, e de ferro, e de mármore:
E canela, e perfumes, e unguento odorífero, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e cavalgaduras, e ovelhas; e de cavalos, e de carros, e de corpos, e almas de homens.
E o fruto do desejo de tua alma de ti se foi: e todas as coisas gostosas e excelentes de ti se foram: e mais as não acharás.
Os mercadores destas coisas, que dela se enriqueceram, de longe estarão pelo temor de seu tormento, chorando e lamentando:
E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade, que de linho fino, e púrpura, e grã vestida estava, e com ouro, e [com] pedras preciosas, e [com] pérolas adornada: porque em uma hora tantas riquezas assoladas foram.
E todo piloto, e todo em naus navegante, e todo marinheiro, e todos os que por mar contratam, de longe se puseram:
E vendo o fumo de seu incêndio, clamaram, dizendo: Que [cidade] semelhante a esta grande cidade [houve]?
E pó sobre suas cabeças lançaram, e clamaram, chorando, e lamentando; dizendo: Ai, ai daquela grande cidade, em que todos os que no mar naus tinham, de sua opulência se enriqueceram: porque em uma hora assolada foi.
Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós [também] santos Apóstolos e Profetas: porque já Deus dela vossa causa julgado tem.
E um forte Anjo uma pedra, como uma grande mó levantou, e no mar [a] lançou, dizendo: Com tanto ímpeto será Babilónia, aquela grande cidade lançada, e mais achada não será.
E voz de harpistas, e de músicos, e de gaiteiros, e de trombeteiros, em ti mais se não ouvirá: e nenhum artífice de arte alguma, em ti mais se achará: e ruído de mó em ti mais se não ouvirá.
E luz de candeia em ti mais não alumiará: e voz de esposo e de esposa em ti mais se não ouvirá: porque teus mercadores os Grandes da terra eram, porque por tuas feitiçarias todas as gentes enganadas foram.
E nela o sangue dos Profetas, e dos Santos, e de todos os que na terra mortos foram, se achou.

 

 

Capítulo XIX


E depois destas coisas, como uma grande voz de uma grande companha em o céu ouvi, que dizia: Aleluia; Salvação, e glória, e honra, e potência ao Senhor nosso Deus [seja].

Porque verdadeiros e justos seus juízos são: pois a grande Fornicadora julgou, que com sua fornicação corrompida a terra tem, e de sua mão o sangue de seus servos vingou.
E segunda vez disseram: Aleluia. E seu fumo para sempre jamais sobe.
E os vinte e quatro Anciãos, e os quatro Animais se prostraram, e a Deus, no trono assentado, adoraram, dizendo: Ámen, Aleluia.
E uma voz do trono saiu, que dizia: Louvai a nosso Deus vosoutros todos seus servos, e vós os que o temeis, assim pequenos como grandes.
E como a voz de uma grande companha, e como que a voz de muitas águas, e como a voz de grandes trovões ouvi, que diziam: Aleluia; pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reinou.
Gozemo-nos, e alegremo-nos, e glória lhe dêmos: porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já sua mulher se aparelhou.
E dado lhe foi, que de linho fino puro e resplandecente se vestisse: porque o linho fino as justificações dos Santos são.
E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles, que à ceia das bodas do Cordeiro chamados são. E disse-me: Estas as verdadeiras palavras de Deus são.
E a seus pés me lancei para o adorar; e ele me disse: Olha que o não [faças], teu conservo sou, e de teus irmãos, que o testemunho de Jesus têm. A Deus adora. Porque o testemunho de Jesus o espírito de profecia é.
E o céu aberto vi; e eis um cavalo branco: e o que sobre ele assentado estava, se chama Fiel e Verdadeiro, e em justiça julga e guerreia.
E seus olhos como chama de fogo eram: e sobre sua cabeça muitas Diademas havia: e um nome escrito tinha, que ninguém, senão ele mesmo, sabia.
E de um vestido em sangue tingido vestido estava, e seu nome, a Palavra de Deus se chama.
E os exércitos no céu em cavalos brancos o seguiam, de linho fino branco e puro vestidos.
E de sua boca uma espada aguda saía, para com ela às Gentes ferir: e com vara de ferro as apascentará: e ele o lagar pisa do vinho do furor e da ira do Todo-Poderoso Deus.
E em [seu] vestido e em sua coxa este nome escrito tem: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
E vi um Anjo que no Sol estava: e com grande voz clamou, dizendo a todas as aves que pelo meio do céu voavam: Vinde, e à ceia do grande Deus vos ajuntai:
Para que a carne dos Reis, e a carre dos Tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam; e a carne de todos livres e servos, e pequenos e grandes comais.
E à Besta, e aos Reis da terra, e a seus exércitos juntos vi, para guerra contra o que sobre o cavalo assentado estava, e contra seu exército, fazerem.
E a Besta presa foi, e com ela o falso Profeta, que diante dela os sinais fizera, com que enganara aos que o sinal da Besta receberam, e sua imagem adoraram. Estes dois vivos lançados foram em o lago de fogo que em enxofre arde.
E os demais mortos foram com a espada que da boca saía do que sobre o cavalo assentado estava, e de suas carnes todas as aves se fartaram.

 

 Capítulo 20 Apocalipse Rev S Joao 100x70 2016 353x500

 

Capítulo XX


E um anjo do céu descender vi, que a chave do Abismo, e uma grande cadeia em sua mão tinha:

E prendeu ao Dragão, a Serpente antiga, que o Diabo e Satanás é, e por mil anos o amarrou.
E em o abismo o lançou, e ali o encerrou, e sobre ele [o] selou: para que mais as Gentes não engane, até que os mil anos se acabassem. E depois importa que por um pouco de tempo solto seja.
E tronos vi, e sobre eles se assentaram, e o juízo dado lhes foi: e as almas vi daqueles que pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus degolados foram; e que nem a Besta, nem a sua imagem adoraram, e que [seu] sinal em suas testas, e em suas mãos não receberam: e mil anos com Cristo viveram e reinaram.
Mas os demais dos mortos não reviveram, até que os mil anos se não acabaram. Esta a ressurreição primeira é.
Bem-aventurado e santo aquele, que parte na primeira ressurreição tem: sobre estes não tem segunda morte poder: porém de Deus e de Cristo Sacerdotes serão, e com ele mil anos reinarão.
E quando os mil anos se acabarem, Satanás de sua prisão solto será.
E a enganar às gentes sairá, que sobre os quatro cantos da terra estão, a
Gog e a Magog, para em batalha os ajuntar: dos quais o número como a areia do mar é.
E sobre a largura da terra subiram, e o arraial dos santos, e à cidade amada cercaram: e fogo de Deus do céu descendeu, e os devorou.
E o Diabo, que os enganava, no lago de fogo e enxofre lançado foi, aonde a Besta e o falso Profeta estão: e dia e noite para sempre jamais atormentados serão.
E um grande trono branco vi, e ao que sobre ele assentado estava; de cujo rosto a terra e o céu fugiu, e para eles lugar se não achou.
E aos mortos, grandes, e pequenos vi, que diante de Deus estavam: e os livros se abriram: e outro livro se abriu, que o da vida é: e os mortos julgados foram, pelas coisas que nos livros escritas estavam, segundo suas obras.
E deu o mar os mortos que nele havia; e deram a morte e o inferno os mortos que neles havia: e cada um seguudo suas obras julgados foram.
E a morte e o inferno no lago de fogo foram lançados: esta a morte segunda é.
E aquele que não foi achado escrito no livro da vida, em o lago de fogo lançado foi.

 

 

Capítulo XXI


E um novo céu, e uma nova terra vi. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passara, e já o mar não havia.

E eu João a santa cidade vi, a nova Jerusalém, que de Deus do céu descendia, adereçada como a esposa para seu marido ataviada.
E uma grande voz do céu ouvi, que dizia: Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens está, e com eles habitará, e eles seu povo serão, e Deus mesmo com eles estará [e] seu Deus deles [será].
E Deus toda lágrima de seus olhos alimpará; e não haverá mais morte; nem pranto nem clamor, nem trabalho mais haverá: porque já as primeiras coisas passaram.
E o que sobre o trono assentado estava, disse: Eis que todas as coisas novas faço. E disse-me: Escreve; porque estas palavras verdadeiras e fiéis são.
E disse-me: Feito é: Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. A quem sede tiver, de graça da fonte da água da vida lhe darei.
Quem vencer, todas as coisas herdará: e eu seu Deus serei, e ele meu filho será.
Mas [quanto] aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, sua parte será no lago, que com fogo e enxofre arde: que a morte segunda é.
E a mim um dos sete Anjos veio, que as sete salvas cheias das sete últimas pragas tinham, e comigo falou, dizendo: Vem, [e] a esposa, a mulher do Cordeiro, te mostrarei.
E em espírito a um grande e alto monte me levou: e a grande cidade, a santa Jerusalém, que do céu de Deus descendia, me mostrou:
E a glória de Deus tinha; e sua luz semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de Jaspe, como cristal resplandecente.
E um grande e alto muro com doze portas tinha, e nas portas doze Anjos, e nomes nelas escritos, que os [nomes] são das doze tribos dos filhos de Israel.
Da banda do Levante três portas tinha, da banda do Norte três portas, da banda do Meio-dia três portas, [e] da banda do Poente três portas.
E o muro da cidade doze fundamentos tinha, e neles os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro.
E aquele que comigo falava, uma cana de ouro tinha, para a cidade, e suas portas, e seu muro medir.
E a cidade em quadro situada estava, e sua lonjura tanta quanta [sua]
largura era. E a cidade com a cana até doze mil estádios mediu: e sua lonjura, largura, e altura, iguais eram.
E seu muro de cento e quarenta e quatro côvados mediu, [segundo] medida de homem, que [a] do Anjo era.
E a fábrica de seu muro era [de] Jaspe: e a cidade [de] ouro puro, a vidro puro semelhante.
E os fundamentos do muro da cidade com toda pedra preciosa adornados estavam. O primeiro fundamento era Jaspe: o segundo, Safira: o terceiro, Calcedónia: o quarto, Esmeralda:
O quinto, Sardónica: o sexto, Sárdio: o sétimo, Crisólito: o oitavo, Beril: o nono, Topázio: o décimo, Crisópraso: o undécimo, Jacinto: o duodécimo, Ametista.
E as doze portas doze pérolas eram: cada uma das portas de uma pérola era: e a praça da ciclade de ouro puro, como vidro transparente.
E nela templo não vi, porque dela o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro, o templo é.
E a cidade [nem] de sol, nem de lua necessita para que nela resplandeçam: porque a glória de Deus alumiado a tem, e o Cordeiro sua candeia é.
E as gentes que se salvarem, em sua luz andarão: e a ela sua glória e honra os Reis da terra trarão.
E suas portas de dia se não fecharão: porque noite ali não haverá.
E a ela a glória, e honra das gentes trarão.
E coisa alguma que contamine, e abominação faça, e mentiras [diga] nela não entrará: senão os que no livro da vida do Cordeiro escritos estão.

 

 

Capítulo XXII


E o rio puro da água da vida me mostrou, claro como cristal, que do trono de Deus, e do Cordeiro, procedia.

No meio de sua praça, e de uma e outra banda do rio, a árvore da vida
estava, que doze frutos produz, de mês em mês seu fruto dando: e as folhas da árvore para a saúde das Gentes são.
E nenhuma maldição [ali] contra [alguém] mais haverá: e nela o trono de Deus e do Cordeiro estará, e seus servos o servirão:
E seu rosto verão, e seu Nome em suas testas estará.
E ali mais noite não haverá, e de candeia, nem de luz de Sol não necessitarão: porque o Senhor Deus os alumia: e para todo sempre reinarão.
E disse-me: Estas palavras fiéis e verdadeiras são: e o Senhor o Deus dos Santos Profetas a seu Anjo enviou, para a seus servos mostrar as coisas que presto hão-de acontecer.
Eis aqui que presto venho: bem-aventurado aquele que as palavras da Profecia deste livro guarda.
E eu João aquele sou, que estas coisas vi e ouvi. E havendo[-as] ouvido e visto, prostrei-me para adorar ante os pés do Anjo, que estas coisas me mostrava.
E disse-me: Olha que o não [faças]: porque teu conservo sou, e de teus irmãos os Profetas, e dos que as palavras deste livro guardam. A Deus adora.
E disse-me: As palavras da Profecia deste livro não seles: porque perto o tempo está.
Quem injusto é, ainda injusto seja: e quem sujo é, suje-se ainda: e quem justo é, ainda justificado seja: e quem santo é, ainda santificado seja.
E eis que presto venho, e comigo meu galardão, para a cada um render, como sua obra for. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.
Bem-aventurados aqueles que seus mandamentos guardam, para que na árvore da vida poder tenham, e na cidade pelas portas entrar possam.
Porém de fora estarão os cães, e os feiticeiros, e os fornicadores, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que mentira ama e comete.
Eu Jesus a meu Anjo enviei, para estas coisas nas Igrejas vos testificar: Eu a raiz e geração de David sou, a resplandecente estrela da alva.
E o Espírito e a Esposa dizem: Vem. E quem o ouve, diga: Vem. E quem sede tem, venha: e quem quiser, de graça da água da vida tome.
Porque eu protesto a cada qual que as palavras da Profecia deste livro ouvir, [que] se alguém a estas coisas acrescentar, Deus as pragas lhe acrescentará que neste livro escritas [estão]:
E se alguém das palavras do livro desta Profecia diminuir, Deus sua parte do livro da vida [lhe] tirará, e da santa cidade, e [das] coisas que neste livro escritas [estão].
Aquele que estas coisas testifica, diz: Certamente presto venho. Ámen. Ora vem Senhor Jesus.
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo [seja] com todos vosoutros. Ámen.

 

 

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