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ROQUE GAMEIRO: Uma Família de Artistas

13 de Janeiro a 22 de março

 

alfredo roque gameiro ALMOÇAGEME 750x615

 ALFREDO ROQUE GAMEIRO - ALMOÇAGEME, sem data | Aguarela sobre papel, 180x220mm

 

Alfredo Roque Gameiro, um dos mais importantes aguarelistas portugueses, foi também o "patriarca" de uma extensa família de artistas plásticos. A presente exposição centra-se nas duas primeiras gerações da chamada "tribo dos pincéis'': Alfredo Roque Gameiro, seus 5 filhos, e 2 genros casados com as filhas mais novas.

A mostra desenvolve-se em torno de 4 secções: Retratos de Família reflecte o carácter de uma família em que desenhar e pintar era tão natural como comer e conversar. Aguarela: O Mar e a Orla Costeira corresponde a um dos temas por que Alfredo Roque Gameiro é melhor conhecido: as aguarelas marinhas. Aguarela: Interiores e exteriores mostra como a aguarela foi o "germe'' por que os restantes familiares se iniciaram na pintura; e constitui uma excelente oportunidade para contrastar estilos e aproximações. Finalmente, Um Pouco de Tudo ilustra a extensão do trabalho artístico de filhos e genros: pintura a óleo e têmpera, ilustrações pequenas e painéis gigantes, escultura e cinema, e muito mais.

 

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300Alfredo Roque Gameiro Self portrait Watercolor on paper 730x530 mm Roque Gameiro Watercolor Museam

ALFREDO ROQUE GAMEIRO - AUTO-RETRATO
Aguarela sobre papel, 730x530 mm

 

Alfredo Roque Gameiro

Alfredo Roque Gameiro nasceu em Minde em 1864 e morreu em Lisboa em 1935. É considerado um dos grandes aguarelistas portugueses, tendo também desenvolvido uma intensa actividade como ilustrador.

Segundo Jaime Martins Barata, "tendo uma vista extremamente penetrante — chegou a queixar-se de 'ver demais' —, na verdade ele viu mais com os olhos da alma do que com os olhos do corpo. As suas paisagens, os seu retratos, e, principalmente as suas marinhas, não são nunca transposições rigorosas da realidade. São transfigurações dum estado de enlevo simples, natural, sem filosofias nem escolas, duma alma 'panteísta e franciscana'."

Uma parte importante da sua obra encontra-se no Museu da Aguarela Roque Gameiro, em Minde, bem como nos museus Nacional de Arte Contemporânea, da Cidade de Lisboa, de Arte Contemporânea de Madrid, de Viseu, José Malhoa e outros; e em múltiplas colecções particulares em Portugal e no estrangeiro.

 

Raquel Roque Gameiro

Filha de Roque Gameiro, Raquel Roque Gameiro (1889--1970) distinguiu-se como aguarelista e ilustradora.

Expôs pela primeira vez na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), em 1909, tendo recebido uma menção honrosa. O seu trabalho de aguarela foi repetidamente exposto e galardoado com vários prémios, incluindo a medalha de honra da SNBA. Em 1923, participou na exposição de aguarelistas portugueses, em Madrid.

Ilustrou numerosas obras (e.g., o Livro do Bebé) e colaborou em várias publicações periódicas (e.g., Diário de Notícias, O Século, O Comércio do Porto).

 

Manuel Roque Gameiro

Tal como o pai, Manuel Roque Gameiro (1892--1944) pintou aguarelas, que frequentemente assinava com o pseudónimo Manuel Migança (o nome por que era conhecido o seu avô paterno). Foi distinguido pela Sociedade Nacional de Belas Artes, tendo o seu trabalho sido incluído em várias exposições. Colaborou como caricaturista em vários jornais humoristas.

 

Helena Roque Gameiro

A segunda filha de Alfredo Roque Gameiro, Helena Roque Gameiro (1895--1986) expôs pela primeira vez quando tinha apenas quinze anos. Pintou aguarelas a vida inteira.

Helena participou em inúmeras exposições, dentro e fora de Portugal. Foram-lhe atribuídos vários prémios pela Sociedade Nacional de Belas Artes. A paisagem rural e as flores do jardim foram os grandes temas da sua pintura.

Durante muitos anos, foi professora e directora das Oficinas de Arte Aplicada da Escola António Arroio.

Casou com José Leitão de Barros em 1923.

 

Màmía Roque Gameiro

Incentivada pelo pai Alfredo, para quem "já bastava de aguarelistas", Màmía Roque Gameiro (1901--1996) estudou pintura a óleo com Mily Possoz. Realizou a primeira exposição individual em 1923.

Para além da pintura, Màmía ilustrou inúmeros livros infantis e publicações periódicas. Distinguiu-se também como primorosa miniaturista, nomeadamente em trabalhos de representação de histologia.

Quando, em 1926, casou com o pintor Jaime Martins Barata, ficou como vizinha de Alfredo e Assunção Roque Gameiro na casa de Campolide (para onde estes se tinham mudado pouco antes).

 

Ruy Roque Gameiro

O filho mais novo de Alfredo Roque Gameiro, Ruy Roque Gameiro nasceu em 1906 na Amadora. Formou-se em escultura na Escola de Belas Artes. Expôs pela primeira vez em 1929, na Sociedade Nacional de Belas Artes. Recebeu vários prémios e ganhou vários concursos de escultura.

A sua promissora carreira artística veio a ser interrompida com o inesperado falecimento em 1935, vítima de acidente de viação.

 

José Leitão Barros

Casado com Helena Roque Gameiro. José Leitão de Barros (1896-1967) destacou-se como homem de múltiplos interesses e talentos: depois de concluir o Curso da Escola Normal Superior da Universidade de Lisboa, foi professor do ensino secundário, cineasta, dramaturgo, cenógrafo, jornalista e pintor.

Vários dos seus quadros (aguarelas) encontram-se expostos em museus portugueses bem como no Museu de Arte Contemporânea de Madrid.

Intitulava-se "pintor falecido" quando deixou definitivamente de aguarelar, para se dedicar, sobretudo, ao cinema. Ganhou, com o filme Ala Arriba! (1942), um prémio na Bienal de Veneza.

Em 1934 e 1935, organizou os cortejos históricos das Festas da Cidade de Lisboa.
Foi também secretário-geral da Exposição do Mundo Português, em 1940.

Durante os últimos dez anos de vida, assinou a crónica semanal Os Corvos, publicada no journal Diário de Notícias e escrita no seu estilo característico de observação aguda e anedótica.

 

Jaime Martins Barata

Jaime Martins Barata (1899-1970) estudou na Escola Normal Superior e, em 1922, iniciou no Liceu de Pedro Nunes a carreira de professor de desenho.

Frequentou as salas de desenho da Sociedade Nacional de Belas Artes, onde desenvolveu o interesse pela aguarela e conheceu Màmía Roque Gameiro, com quem viria a casar em 1926.

Da obra artística de Martins Barata destacam-se pinturas de grande dimensão (óleo, têmpera, fresco); obras de cavalete (óleo, têmpera, aguarela, guache); e inúmeros selos, notas e moedas.

No entanto, a vocação "renascentista" de Martins Barata reflecte-se também em muitos outros interesses e contribuições: ilustração, fotografia, arqueologia naval, inventos diversos, etc.

 

 

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 ALFREDO ROQUE GAMEIRO - TORRE DE BELÉM, sem data | Aguarela sobre papel, 390x470mm

 

 

 

 

 

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