Bussola2 Baixa 185104  
19 e 20 de Março

 

 

 

 

 

C O N F E R Ê N C I A S - C O N C E R T O


D .   L U Í S   D E   P O R T U G A L

 

 


"...da minha língua vejo o Mar..."


Se estas brevíssimas palavras de Virgílio Ferreira poderiam ter sido proferidas por vários dos monarcas
e grandes homens que marcaram a História de Portugal e que nunca esquecemos, como D. Afonso
Henriques, D. Dinis e, de uma forma geral, os que decoraram a dinastia de Avis, engalanando a epopeia dos
Descobrimentos de triunfos e glórias; quase que as ouvimos sibilar nos lábios do nosso antepenúltimo Rei, D. Luís I.
Este monarca, que o tempo de hoje nos permite resgatar da memória escondida da História, já com
o distanciamento necessário das emoções quentes que perduraram dos primeiros avanços do republicanismo,
foi um homem do Mar, desse Mar que nos serve de bandeira e desígnio no século XXI; foi um homem que
compreendeu que a arte e a cultura constituem a moldura de qualquer empreitada humana, alma do engenho
e da ambição de querer ir mais longe, ponte que estreita qualquer oceano, que esbate a diferença porquanto
a assume como parte integrante de qualquer produção humana. Assumindo plenamente esta riqueza
ambivalente, a única que nos pode alavancar em tempos em que empreendedorismo, resiliência
e interculturalidade são as bandeiras hasteadas na viagem rumo ao desenvolvimento, o Projeto "D. Luís
de Portugal, Perspetivas" não poderia deixar de contemplar dois Ciclos de Conferências demonstrativas
deste sentir, afinal, tão atual.

 

Bussola2 Baixa 750 

 

 

"Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza."
William Shakespeare
Soneto 17 (excerto)

 


O Rei D. Luís I não foi apenas um homem com um incomum sentido de Estado e do seu tempo.
Falamos de um Rei verdadeiramente amante das artes, tendo demonstrado claramente a sua grandeza pela generosidade e sentido de partilha com que encarou a difusão das mesmas para com o Povo português, residente secular nas terras áridas do desconhecimento.
Para esse propósito, criou uma galeria de arte no próprio Palácio da Ajuda, sua casa oficial, assim como uma biblioteca, ambas abertas ao público.
Para um homem que, assumindo-se como um modelo vitoriano no que ao espaço íntimo da família dizia respeito, transformando a sua casa, com a ajuda inestimável da Rainha consorte, D. Maria Pia, num espaço relativamente fechado; dispor, no entanto, de diferentes alas do Palácio Real para a partilha da cultura, conhecimento e arte com os seus concidadãos, demonstra bem o espírito moderno e lúcido com que soube abraçar as diferentes responsabilidades que o papel que lhe coube representar no devir histórico exigiu, sem nunca as confundir.
Falamos do Rei músico, pintor, tradutor de Shakespeare, amante dos ventos de progresso e das tecnologias, amante da viagem e da aculturação. Enfim, falamos do Rei melómano, exemplo acabado do programa educacional que seu pai, o Rei consorte D. Fernando de Saxe-Coburgo-Cota, delineou para os seus filhos, nomeadamente, os mais velhos, o malogrado D. Pedro e D. Luís.
Com o Ciclo "Sensibilidades" propomo-nos traçar uma breve viagem pela atmosfera artística da época e vida deste monarca tão carinhosamente conhecido nas correspondências trocadas entre a sua mãe, a Rainha D. Maria II, e a Rainha Vitória de Inglaterra, como "Lipipi".

 

 

 19 de Março


 

 

 14h30

Charanga a cavalo da Guarda Nacional Republicana

Praça 5 de Outubro, Paços do Concelho
 

 

CHARANGA DA GNR 750422

 

C O N F E R Ê N C I A

 

15h 

Salão Nobre | Paços do Concelho
Câmara Municipal de Cascais

 

 

Sessão de Abertura

 M A R :   U M   D E S Í G N I O 
 
 
Carlos Carreiras
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)
 
Manuel Ara Oliveira
(Sub-diretor Regional dos Assuntos do Mar da Região Autónoma da Madeira)
Filipe Mora Porteiro
(Director Regional dos Assuntos do Mar da Região Autónoma dos Açores)
 
 
 
Painel I
"Portugal Atlântico portal de ligação entre Europa, América e África"
 
 
Miguel Frasquilho
(Presidente da AICEP Portugal Global)

Comandante João Fonseca Ribeiro
(Direção Geral de Política do Mar)

Eduardo de Almeida Faria
(Confraria Marítima de Portugal)

 

 

 20 Março


 

 

C O N F E R Ê N C I A S
 
  16h
 
Salão Nobre, Paços do Concelho 
Câmara Municipal de Cascais
 
 

 

Painel II

"Mar, mais que um desígnio: uma responsabilidade no Milénio

do desenvolvimento sustentável, da preservação das heranças históricas e culturais"

 

Luís Menezes Leitão
(Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa)


António Costa Silva
(PARTEX Oil and Gas)


Inês Amorim
(CITCEM/FLUP – Culturas Marítimas e Ambiente)


Joaquim Neto Filipe
(Projecto.Detalhe)

 


P O R T U G A L  E   O   "A T L Â N T I C O   M O R E N O"

 


Luís Amado
(Economista)


Fernando Jorge Cardoso
(Instituto Marquês de Valle Flor)


Francisco Seixas da Costa
(Embaixador)


Jenny Silvestre
(APARM)

 

MUSEU DA VILA

 

 

C O N C E R T O


 

21h
 20 de Março,  |  Auditório da Senhora da Boa Nova

 

Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana

Maestro Convidado: Jean Sébastien Béreau
Claude Debussy, La Mer

Maestro Convidado: Jean Sébastien Béreau
Auditório Senhora da Boa Nova
Claude Debussy, "La Mer"

 

 (Concerto Gratuito sujeito à lotação da Sala)

 

 

 

 


Rei D. Luís de Portugal -Mar, um Desígnio | Portugal, Atlântico Moreno


Biografias dos Oradores

 

Miguel Frasquilho é Mestre em Teoria Económica (Universidade Nova de Lisboa) e Licenciado em Economia (Universidade Católica Portuguesa).
Foi Deputado à Assembleia da República pelo PSD, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar e VicePresidente da Comissão Parlamentar de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal. Foi Diretor-Coordenador do Departamento Espírito Santo Research.
Participou na Comissão de Reforma do IRC, cujos trabalhos decorreram entre Janeiro e Julho de 2013. Foi Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças no XV Governo Constitucional. Foi Presidente da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações na X Legislatura. Foi docente de diversas disciplinas de Economia e Métodos Quantitativos na Universidade Católica Portuguesa e na Universidade Nova de Lisboa.
Foi assessor do Secretário de Estado do Comércio no XII Governo Constitucional. Foi economista no Conselho Económico e Social e na empresa FISECO – Serviços Financeiros S.A. É autor do livro "As Raízes do Mal, a Troika e o Futuro" (2013) e co-autor dos Livros "Portugal Europeu?" (2001), "Produtividade e Crescimento em Portugal" (2002), "4R – Quarta República" (2007), "As Farpas da Quarta" (2009), e "Portugal e o Futuro – Homenagem a Ernâni Lopes" (2011). Tem dois working papers publicados na área dos Métodos Quantitativos (Teoria do Controlo Óptimo e Análise de Decisão Multicritério). Possui o Certificate of Proficiency in English (University of Cambridge, Local Examinations Syndicate), o Curso de Educação Musical, o 2ºano do Curso de História da Música e a frequência do 12º grau do Curso de Piano (Escola de Música do Conservatório Nacional).
Atualmente Miguel Frasquilho desempenha o cargo de Presidente da AICEP Portugal Global – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

 

João Fonseca Ribeiro é oficial da Marinha com 25 anos de serviço, grande parte dedicados às operações navais, em forças e estados-maiores conjuntos e combinados, às comunicações e sistemas de informação e à cooperação internacional e interdepartamental. Participou em operações reais nos Balcãs, no Mediterrâneo Oriental e em África. Em terra, foi representante nacional de ligação junto do Comandante Aliado para a Transformação e Comandante das Forças Conjuntas dos Estados Unidos, ambos sediados em Norfolk, na Virginia. Foi, ainda, Chefe das Divisões de Operações e de Relações Externas do Estado-Maior da Armada e Representante da Marinha no Centro Nacional Coordenador Marítimo. Representou Portugal em diversos fora da OTAN, da UE e da ONU e esteve envolvido em múltiplos projectos de transformação e experimentação. Mais recentemente, foi assessor técnico do Responsável da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar e, mais tarde, do Secretário de Estado do Mar, no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território. Desde Fevereiro de 2012, no quadro da nova estrutura de governação do Mar, é Diretor-Geral de Política do Mar. Tem participado na coordenação, definição e implementação da Estratégia Nacional para o Mar e, na UE, é o Ponto focal Nacional de Alto-nível para a Política Marítima Integrada,
Representante Nacional no Grupo de Direção do Fórum do Atlântico, no âmbito da Estratégia Marítima da EU para a Área do Atlântico, e Coordenador Nacional do projectopiloto BlueMassMed, para a vigilância marítima integrada do Mediterrrâneo e aproximações Atlânticas, representando ainda Portugal em diversos outros grupos de especializados
Eduardo de Almeida Faria Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar Eduardo de Almeida Faria licenciou-se em Economia, tendo ocupado cargos de Administração em diferentes empresas ao longo dos anos. O seu percurso é, desde há muito, ligado ao mar, integrando diferentes organizações, como sejam a Confraria Marítima de Portugal, o Fórum Permanente para os Assuntos do Mar ou o Grupo de Trabalho "Portugal Náutico". Eduardo de Almeida Faria assina as obras "Planeamento, Habitação e Mercado Imobiliário na Área Metropolitana de Lisboa", assim como "Náutica de Recreio em Portugal, Um Pilar do Desenvolvimento do Território e da Economia do Mar".


Luís Teles de Menezes Leitão Nasceu em Coimbra, em 1963. Realizou a licenciatura (1986), o mestrado (1991), o doutoramento (1998) e a agregação (2005) em Direito na Universidade de Lisboa. Realizou investigação em Universidades estrangeiras, designadamente na Alemanha, na Itália, em França e nos Estados Unidos. Participou em congressos e seminários e realizou cursos e conferências em Portugal, Estados Unidos, Itália, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste. É Professor da Universidade de Lisboa e da Universidade Autónoma de Lisboa, onde tem lecionado disciplinas de Direito Civil — Direito das Obrigações e Direito dos Contratos — Direito do Trabalho e Direito da Sociedade da Informação. Foi Presidente do Conselho Diretivo da Faculdade de Direito de Lisboa (2002-2004). É Vice-Presidente do Instituto do Direito do Trabalho e do Instituto do Direito do Consumo da Faculdade de Direito de Lisboa. É membro do Conselho Pedagógico do Centro de Estudos Judiciários. Preside à Associação Lisbonense de Proprietários. Foi membro do Centro de Estudos Fiscais da Direcção-Geral dos Impostos. É advogado e jurisconsulto, sendo presentemente Vice-Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados. Tem dezenas de obras e artigos publicados nas áreas de Direito das Obrigações, Direito Comercial, Direito do Trabalho e Direito da Sociedade da Informação. Entre essas obras destacam-se Direito das Obrigações (3 vols.), O ensino do Direito das Obrigações, A Responsabilidade do Gestor perante o Dono do Negócio no Direito Civil Português, O Enriquecimento sem Causa no Direito Civil, Cessão de Créditos, Garantias das Obrigações, A Indemnização de Clientela no Contrato de Agência, Código do Trabalho Anotado, Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Anotado e Estudos de Direito Fiscal.


António Costa Silva é Professor no Instituto Superior Técnico de Lisboa onde fez a agregação em Planeamento e Gestão Integrada de Recursos Energéticos. Licenciou-se em Engenharia de Minas (IST), fez o Mestrado em Engenharia de Petróleos no Imperial College (Universidade de Londres) e o Doutoramento no IST e no Imperial College, defendendo uma tese sobre "O Desenvolvimento de Modelos Estocásticos aplicados aos Reservatórios Petrolíferos".
É o atual Presidente da Comissão Executiva do Grupo PARTEX OIL AND GAS.
A PARTEX está envolvida em projetos de exploração e produção de petróleo e gás em Abu Dhabi, Oman, Kazaquistão, Brasil, Argélia, Angola e Portugal.
Em 1980 iniciou a sua atividade profissional na Sonangol em Angola, fazendo parte do Departamento de Produção, dedicando-se a estudos de reservatórios e execução de planos de produção, assim como análise e interpretação de testes de poços nos campos da Bacia do Quanza em Angola.
De 1984 a 1997 exerceu a sua atividade na CPS (Companhia Portuguesa de Serviços) trabalhando entre outros projetos, no Tacis "Assistance for New Oil Field Development" apoiado pela Comissão Europeia e executado para a Oblast da Sibéria Ocidental (Tyumen).
De 1998 a 2001 foi Diretor Executivo da Multinacional Francesa CGG (Compagnie Générale de Geophysique) e dirigiu o seu escritório em Lisboa, coordenando projetos de Exploração e Produção no Médio Oriente (Bahrain), no México e na Rússia.
Em 2002 foi selecionado pelo Tribunal Internacional da Câmara de Comércio de Estocolmo como o perito internacional encarregue de resolver a disputa jurídica e técnica entre duas das maiores companhias de petróleo do mundo, num campo ao largo do Mar da China.
De 2001 a 2003 trabalhou no Instituto Francês do Petróleo (IFP) em Paris, no seu ramo empresarial (BEICIP-FRANLAB), como Diretor de Engenharia de Reservatórios e Diretor de Operações. Foi responsável e coordenador das equipas técnicas que executaram projetos nalguns dos maiores campos de petróleo e gás do mundo. Destacam-se os seguintes Projetos: Hassi-Messaoud para a Sonatrach na Argélia, Cantarel para a Pemex no México, El Furrial, Zapatos e Bachaquero para a PDVSA na Venezuela, North Harad (campo Gawhar) para a Saudi Aramco na Arábia Saudita e os projectos de Gascharan e Salman no Irão.


Inês Amorim Professora Associada com Agregação, Doutorada em História Moderna e Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Inês Amorim é Diretora e docente do Departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais da mesma Faculdade, assim como Investigadora do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória/FLUP), responsável pela linha de investigação Culturas Marítimas e Ambiente.
O seu foco de investigação centra-se nas temáticas relacionadas com história económica e social, história ambiental (história do clima e dos recursos marinhos, das instituições de investigação marinha, das estruturas portuárias e seus impactos), história e património; história do trabalho, história dos preços, rendas e salários; história do crédito, história da assistência.
No âmbito da sua atividade destaca-se o desenvolvimento do Projecto KLIMHIST, Reconstruction and model simulations of past climate in Portugal using documentary and early instrumental sources (17th-19th century; SAL(H)INA, História do Sal - natureza e meio ambiente - séculos XV a XIX); do PACO, Projeto de Análise e Classificação das Ocupações; do PWR - Prices, Wages and Rents in Portugal e do Projeto Sob O Manto da Misericórdia - História da Santa Casa da Misericórdia do Porto, sediado no CEHR.
Inês Amorim é ainda membro do Management Committee of COST Action IS1403: Oceans Past Platform (OPP), 2014-2018; Representante Regional por Portugal na European Society of Environmental History); Membro fundador da recentemente criada (Novembro de 2015) Rede Portuguesa de História Ambiental (REPORT(H)A); Membro do Conselho Executivo do Museu de História Natural e Ciência da Universidade do Porto; Membro do Grupo de Consultores Portugueses criado pelo CRUP/FUP, pela área de Educação e Humanidades, para apoio à UNTL-Universidade Nacional de Timor-Leste (desde Julho 2012); Membro da Comissão Diretiva de OCEANUS, Marine Research and Innovation, coordenadora do Centro de Cultura e Património Marítimos e Coordenadora do Projeto: Pesquisa Bibliográfica sobre Culturas Marítimas, enquadrando-se nas atividades da Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL), do CITCEM e do OCEANUS.


Joaquim Neto Filipe nasceu em 1961 e licenciou-se em Engenharia de Sistemas Marítimos, Eletrónica e Telecomunicações, pela Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH).
Possui Pós-Graduações em Gestão de Projetos; Estratégia Corporativa e Negociação pela Universidade Católica em conjunto com a HKUST – Hong Kong University of Science of Technologie.
Mestrado em Estratégia de Investimento e Internacionalização pelo ISG – Business & Economics School e especializações técnicas na Holanda, Alemanha e Reino Unido, onde obtém o Diploma em Management Studies, pelo European College of Business and Management (Londres), faz um MBA em Gestão Internacional, pela University of East London.
Regressa com um convite para uma empresa para Diretor de Automação Industrial e mais tarde Administrador, acumulando 11 anos de desafios nos pelouros da Qualidade, Segurança e Direção Técnica.
O maior desafio acontece no ano 2000, quando incentivado por amigos e futuros parceiros, funda a empresa de engenharia e gestão de projetos, Projecto Detalhe – Global Enginnering, na qual é atualmente Presidente Executivo.
A empresa opera atualmente em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Camarões, Guiné e Macau, contando também com Projetos na América do Sul. Cotada entre as 3 melhores na sua área, a Projecto.Detalhe tem como missão tornar-se uma empresa de referência na engenharia, em Portugal e no Mundo.
Joaquim Neto Filipe conserva, porém, a sede das instalações da empresa em Sintra, onde implementa a participação ativa na comunidade, promovendo ações de responsabilidade social.

 

Luís Amado foi Presidente do Conselho de Administração do BANIF.
É licenciado em Economia pelo então ISCEF da Universidade Técnica de Lisboa.
Desde 1990 exerceu diversos cargos no governo português, nomeadamente, o de Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação (1995-1997 e 1999-2002), Ministro da Defesa (2005-2006) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (2006-2011).
Como parte da sua atividade política, foi ainda Deputado da Assembleia Regional da Madeira e Deputado da Assembleia da República.
Foi consultor internacional, Assessor no Instituto da Defesa Nacional e Professor Visitante na Universidade de Georgetown. É Professor Convidado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e Professor Convidado na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

Fernando Jorge Cardoso é especialista em economia do desenvolvimento e estudos africanos. Desde outubro de 2012 é coordenador da área de estudos estratégicos do Instituto Marquês de Valle Flor.
Em Moçambique, foi diretor da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane e assessor do Ministro do Plano de 1977 a 1983 e diretor-geral da empresa açucareira Maragra de 1983 a 1985.
Em Portugal, foi coordenador do programa África do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais de 1991 a 2012 e Vice-Reitor da Universidade Moderna de Lisboa de 2000 a 2007.
Tem colaborado com várias universidades e institutos superiores, tendo lecionado um total de 27 disciplinas e participado em 57 júris de doutoramento e mestrado. Atualmente é docente convidado do ISCTE-IUL e do Instituto Superior de Gestão.
Coordenou 17 projetos de pesquisa e realizou 5 consultorias de cooperação e desenvolvimento em Angola (2), Moçambique e Cabo Verde (2). Organizou e participou como orador ou perito, em numerosos seminários nacionais e internacionais. Atualmente é coordenador executivo do projeto "Conferências de Lisboa".
Tem publicado sobre temas africanos, do desenvolvimento e das relações internacionais, sendo autor ou coautor de 10 publicações autónomas, mais de meia centena de artigos em capítulos de livros e revistas e de uma centena de comunicações.
É economista, licenciado pela Universidade Eduardo Mondlane em 1976, doutorado pelo ISEG em 1991, com agregação na mesma escola em 2006.

 

Francisco Seixas da Costa é licenciado em Ciências Políticas e Sociais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
Admitido por concurso público no serviço diplomático português, em 1975, esteve inicialmente colocado nas Embaixadas em Oslo (1979-1982), Luanda (1982-1986) e Londres (1990-1994), tendo também exercido funções de assessoria e chefia no quadro do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Entre 1995 e 2001, foi Secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Nessa qualidade, foi o principal negociador português do Tratado de Amesterdão (1995-1997) e do Tratado de Nice (2000), tendo presidido ao Comité de Ministros do Acordo de Schengen (1997) e ao Conselho de Ministros do Mercado Interno da União Europeia (2000).
Regressado à carreira diplomática, em 2001, foi embaixador representante permanente junto das Nações Unidas em Nova Iorque (2001-2002), onde desempenhou os cargos de vice-presidente do Conselho Económico e Social - ECOSOC (2001), de presidente da Comissão de Economia e Finanças da 56.ª Assembleia Geral (2001), de vice-presidente da 57.ª Assembleia Geral (2002), tendo integrado, a convite do secretário-geral, Kofi Annan, o board do UNFIP - United Nations Fund for International Partnerships (2001-2002).
Em 2002, foi nomeado embaixador representante permanente junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (2002-2004). Entre 2005 e 2009, foi embaixador de Portugal no Brasil e, entre 2009 e 2013, foi embaixador em França.
A partir de 2012, foi nomeado cumulativamente como embaixador representante permanente junto da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e junto da União Latina, em Paris
De 1 de fevereiro de 2013 a 31 de janeiro de 2014, dirigiu o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa.
Passou à situação de aposentação da função pública, em 11 de março de 2013. Desde essa data, exerce funções como consultor estratégico da empresa Mota-Engil SGPS. Desde 11 de abril de 2013, é administrador não executivo da empresa Jerónimo Martins. Desde 18 de junho de 2014 é administrador independente da empresa Mota-Engil África. Preside ao Conselho Consultivo da Fundação Calouste Gulbenkian para o seu Centro em Paris.

Jenny Silvestre é licenciada em Cravo (Escola Superior de Música de Lisboa) e em Direito (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa).
É doutorada em Ciências Musicais Históricas (Universidade Nova de Lisboa) e conta ainda no seu currículo com uma pós graduação em Cravo (Escola Superior de Música da Catalunha, Espanha) e uma pós graduação em Gestão Empresarial, vertente de Estratégia de Investimentos e Internacionalização (Instituto Superior de Gestão de Lisboa).
É Fundadora e Presidente da APARM, organização destinada ao desenvolvimento e implementação de Projetos de natureza transversal nos quais o denominador comum é a cultura, nomeadamente musical, aliando conhecimento, arte e história das mentalidades.
Participou em vários Congressos em Madrid, Almeria (Espanha), Nápoles (Itália), Porto e Lisboa, contando com diferentes publicações.
Foi Diretora Artística e Programadora de diferentes Festivais, como o "Sons de Almada Velha" ou as "Noites de Verão" no Convento dos Capuchos, entre outros.
Participou na estreia mundial das obras "Magnificat em Talha Dourada" e "Horto Sereníssimo", do compositor Eurico Carrapatoso, bem como no conto infantil "O que aconteceu no Museu da Música...", do compositor Sérgio Azevedo.
Estreou ainda a "Inventio 2", de Bruno Gabirro, a versão para cravo da peça "O Natal da Nônô", de Eurico Carrapatoso, e a peça "Prelúdio e Festa", de Sérgio Azevedo, especialmente escrita para ela.
Em 2009, foi Assessora Musical do premiado filme do realizador chileno Raúl Ruiz, "Mistérios de Lisboa".
Em 2011, foi a cravista convidada para o II Concurso Internacional de Composição Fernando Lopes Graça, dedicado ao cravo.
Conta com uma já longa carreira como solista e diversos discos

 

Informações: 21 481 56 65 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar | www.fundacaodomluis.pt | Entrada livre no limite dos lugares disponíveis.
Centro Cultural de Cascais, Av. Rei Humberto II de Itália, 2750-800 Cascais - terça a domingo 10h às 18h

 

S E N S I B I L I D A D E S


Casa das Histórias Paula Rego - Auditório Maria de Jesus Barroso

 

C O N F E R Ê N C I A S
20 fevereiro (sábado)  - 16h00
 

Painel I:

«As Artes em Portugal na segunda metade do Século XIX»

José Alberto Ribeiro
Palácio Nacional da Ajuda
 
Painel II :  
«D. Luís, o primeiro tradutor de Shakespeare»

Salvato Teles de Menezes
Fundação D. Luís I
 
Maria João da Rocha Afonso
CETAPS (Centre for English, Translation, and Anglo-Portuguese Studies)
 
Maria João da Rocha Afonso é investigadora do CETAPS/ FCSH-UNL onde tem desenvolvido trabalho na área dos Estudos Anglo-Portugueses e Tradução Literária, tendo publicado vários artigos sobre ambos os temas.
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Inglês) na UNL e tem o Mestrado em Cultura Inglesa da FLUL.
Foi docente da FCSH onde, entre outros temas, lecionou Literatura e Cultura Inglesas, Tradução Literária e História do Teatro.
Já retirada do ensino, dedica-se actualmente à Tradução Literária, mantém actividade enquanto investigadora e faz parte da companhia de teatro PALCO13, de Cascais, onde desempenha as funções de tradutora e dramaturgista.
 
 

«Desvendando os sinais dos tempos: o exemplo da Humanidade no espaço cívico»

Mário Avelar
Universidade Aberta

 

José Alberto Ribeiro Museólogo e Historiador de Arte, Especialista em arte do século XIX, mecenato e colecionismo da Casa real, Museologia e Gestão de Património, José Alberto Ribeiro é, presentemente, o Diretor do Palácio Nacional da Ajuda e o Presidente da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM, tendo ocupado anteriormente as funções de Diretor da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.
É licenciado em História, variante de História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, detendo um Mestrado em Arte, Património e Restauro, concluído na mesma instituição, assim como o Curso de Doutoramento em Arte, Património e Teoria do Restauro.
Em 2009, concluiu uma Pós-Graduação em Gestão e Empreendedorismo Cultural e Criativo no ISCTE/Business School –Indeg Graduate.
Em Setembro de 2011, frequentou a International Summer School in Cultural Economics, Amesterdão, com aprovação no curso Economics of Cultural Heritage and Museums.
É autor de um conjunto interessante de publicações, destacando-se "Rainha D. Amélia. Biografia", publicada pela editora Esfera dos Livros em 2013 e "Um colecionador com olhar cirúrgico", in Colecionar para a Res publica. O legado Dr. Anastácio Gonçalves (1888-1965), Lisboa, CMAG/Instituto dos Museus e da Conservação, I.P., 2010, pp. 19-33.

 

Mário Avelar Tendo-se licenciado em Línguas e Literaturas Modernas – variante Francês/Inglês concluiu o Mestrado e Doutoramento em Literatura Norte-Americana, sempre na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Atualmente, é Professor Catedrático Convidado do Curso de Doutoramento em História de Artes da mesma instituição e Professor Catedrático de Estudos Ingleses e Americanos na Universidade Aberta.
Mário Avelar é Académico honorário da Academia Portuguesa da História; membro da direção da Sociedade de Geografia de Lisboa e membro da Direção do Centro de Estudos de Religiões e Culturas, da Universidade Católica Portuguesa.
É membro do Advisory Board do European Journal of English Studies e do Journal of American Studies; membro do Conselho Científico da Revista Iber-Americana RIED e da Revista Babilónia. É Coordenador do Projecto NetActive, entre Europa e América Latina (único projecto de ensino à distância apoiado pela Comissão Europeia).
Foi coordenador da Revista Discursos na série de Anglo-Americanos.
Autor de inúmeros ensaios (nomeadamente nas Revistas Comunicação & Cultura, Anglo-Saxónia, Op.cit., Babilónia, Discursos, e nos Jornais Público e JL), publicou, neste âmbito, os seguintes livros: O essencial sobre William Shakespeare (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2012); O Nascimento de uma Nação – Nas origens da Literatura Americana (Cosmos, 2009); Ekphrasis – O Rosto Oculto do Poeta (Cosmos, 2006); Viagens Pela Palavra, coord.
(Universidade Aberta, 2005); História(s) da Literatura Americana – Prefácio de George Monteiro da Brown University (Universidade Aberta, 2004); Sylvia Plath – O rosto oculto do poeta (Cosmos, 1997); América – Pátria de Heróis (Colibri, 1995). Traduziu inúmeras obras – romance, contos, cartas, poesia, drama – de autores ingleses e americanos (Herman Melville, Robert Lowell, Sylvia Plath, Virginia Woolf, Mary Renault, William Faulkner, Lawrence Durrell, Lewis Carroll, Paul Selig, et al). Publicou três livros de poemas: Cidades de Refúgio, Seduções do Infante e Pelas Mãos de Mussorgski numa galeria com Anjos (todos na editora Black Sun). Publicou dois romances: Pentâmetros Jâmbicos e Inveja – Uma novela académica (ambos na Assírio & Alvim).

 

 

C O N C E R T O
20 fevereiro (sábado) - 18h00


O Violoncelo Stradivarius do Rei D. Luís
Levon Mouradian (violoncelo)
Jenny Silvestre (cravo)
Pietro Locatelli, Sonata em Ré Maior
Giuseppe Valentini, Sonata em Mi Maior

 

P R O G R A M A

Sonata X

Giuseppe Valentini
(1681-1753)
I. Grave
II. Allegro
III. Largo
IV. Allegro
V. Allegro

 

Sonata Ré Maior

Pietro Locatelli
(1695-1764)
I. Allegro
II. Adagio
III. Minuetto

 

Levon Mouradian ganhou, em 1985, o 2º. Prémio e a Medalha de Prata no Concurso Internacional de Violoncelo Pablo Casals. Em 1986, foi laureado no Concurso Internacional Tchaikovsky, em Moscovo, e, em 1997, venceu o 1º. Prémio de Violoncelo no Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona, na Covilhã. Conquistou também o 2º. Prémio no Concurso da União Soviética, em 1982.
Estreou-se em público aos dez anos, tendo ganho o 1º. Prémio de Interpretação num concurso para jovens músicos, realizado na República da Arménia. Aos 14 anos tocou em público, como solista, as Variações Rocócó de Tchaikovsky, com a Orquestra Sinfónica da Arménia, dirigida pelo maestro D. Khandjian.
Ainda como solista, apresentou-se com algumas das mais importantes orquestras, sob direção de eminentes maestros, como Valery Gergiev, Veronika Dudarova, Gennadi Rozhdestvensky, Djansung Kakhidze,Vag Papian, Georgi Kostin, Omri Hadari, Daniel Nazaré e Joana Carneiro, entre outros.
Apresentou-se em concerto em vários países, incluindo Estados Unidos da América, Holanda, Alemanha, França, Japão, Coreia, Rússia, Israel, Espanha, Portugal, Brasil, Jugoslávia e Hungria.
Entre 1999 e 2007, Levon Mouradian foi titular da classe de Violoncelo e Música da Câmara do Departamento de Artes da Universidade de Évora.
Orienta regularmente cursos de aperfeiçoamento de Violoncelo e de música de Câmara nos Festivais "Valle de Arlanza" e "Nueva Generacíon Musical", em Espanha, e no Festival Internacional de Viana do Castelo, juntamente com Ivan Monigetti e Nathaniel Rosen.
Deu formação em cursos de aperfeiçoamento, a convite da Universidade da Georgia (EUA).
Levon Mouradian foi convidado, pelo instituto da Música da California, para liderar a Classe de Violoncelo no Curso de Verão de 2012 em Weikersheim, Alemanha.
Foi membro do júri do Concurso Internacional de Instrumentos de Arco Júlio Cardona, em Abril de 2003.
Como solista, ou integrado em grupos de música de câmara, apresentou-se nos mais importantes festivais internacionais, nomeadamente os de Munique ("Nachtsücke"), Tallin (David Oistrakh Festival), Weikersheim, Santander, Burgos, Cangas de Onis, Madeira, Coimbra, Algarve, Sintra, Leiria, Tomar e Viana do Castelo.
Gravou várias obras de J. S. Bach, Beethoven, Dvorák, Debussy e Chostakovitch, K. Khachaturian, Wim Zwag, para a RDP-Antena «2, editora Melody e Dutch Records Company, na qual faz parte do principal elenco de artistas, e Clave Records (Espanha).
Levon Mouradian toca num violoncelo veneziano do séc. XVIII.


Jenny Silvestre é licenciada em Cravo (Escola Superior de Música de Lisboa) e em Direito (Universidade de Lisboa). É doutorada em Ciências Musicais Históricas (Universidade Nova de Lisboa), pós graduada em Cravo (Escola Superior de Música da Catalunha, Espanha) e em Gestão Empresarial, vertente de Estratégia de Investimentos e Internacionalização (Instituto Superior de Gestão de Lisboa).
É fundadora e Presidente da Academia Portuguesa de Artes Musicais.
É Diretora dos Congressos Internacionais de Musicologia Histórica organizados pela Academia Portuguesa de Artes Musicais e Diretora Artística da Temporada de Música Sons na Tarde.
Participou na estreia mundial das obras "Magnificat em Talha Dourada" e "Horto Sereníssimo", do compositor Eurico Carrapatoso, bem como no conto infantil "O que aconteceu no Museu da Música...", do compositor Sérgio Azevedo. Estreou a "Inventio 2", de Bruno Gabirro, a versão para cravo da peça "O Natal da Nônô", de Eurico Carrapatoso, e a peça "Prelúdio e Festa", de Sérgio Azevedo, especialmente escrita para ela.
Em 2009, foi Assessora Musical do premiado filme do realizador chileno Raúl Ruiz, "Mistérios de Lisboa".
Em 2011 foi a cravista convidada para o II Concurso Internacional de Composição Fernando Lopes Graça, dedicado ao cravo.
Conta com uma já longa carreira como solista e diversos discos gravados com diferentes ensembles.
É Diretora Musical do Ensemble Melleo Harmonia.

 

C O N F E R Ê N C I A S
21 fevereiro (domingo)  - 16h00
 
Painel III
«A Casa Real como lar de uma família: o papel de D. Maria Pia nas reformas do Palácio da Ajuda»
 
Maria do Carmo Rebello de Andrade
Câmara Municipal de Cascais
 
Painel IV
«Música: uma paixão muito particular»
 
Luisa Cymbron
Universidade Nova de Lisboa
 

Maria do Carmo Rebello de Andrade Licenciada em História – variante História da Arte e Mestre em História da Arte (Idade Moderna), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Univ. Nova Lisboa.
2012 ao presente. Técnica Superior nos Museus Municipais de Cascais, onde desempenha a função de Coordenadora da Casa de Santa Maria, espaço que acolhe visitas, conferências, cursos livres, workshops e exposições temporárias.
De 1989 a 2012 exerceu funções de Conservador de Museu no Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, onde foi responsável pelas coleções de Mobiliário e Fotografia Antiga. Desenvolveu trabalhos de investigação histórica, estudo e divulgação de coleções de artes decorativas; foi Courier em diversas exposições nacionais (para acervos de artes decorativas) e no estrangeiro (para o acervo das Jóias da Coroa); participou em várias EXPOSIÇÕES E CATÁLOGOS, de que se destacam 25 Anos de Aquisições e Doações (2011/2012); Arte e Cultura do Império Russo nas colecções do Hermitage. De Pedro, o Grande, a Nicolau II (2007); Temps Royal (1999, Suíça), Tempo Real (1996), Tesouros Reais (1991 e 1992), D. Luís I, Duque do Porto e Rei de Portugal (1990). PUBLICAÇÕES: Palácio Nacional da Ajuda, Roteiro, 2011 (em parceria); Maria Pia de Sabóia, Rainha de Portugal. Fotobiografia, 2011 (autoria). CONFERÊNCIAS E ARTIGOS, destaque para: "Artes de Mesa e Cerimoniais Régios na Corte do século XVI", A Mesa dos Reis de Portugal (Circulo Leitores, 2011); A circulação da gravura em Portugal: reflexos na ourivesaria dos séculos XV e XVI", III Colóquio de Artes Decorativas (ESAD/ FRESS, 2009 e 2012); Paul Sormani e o estilo Luís XV. Os móveis preferidos da rainha D. Maria Pia, Rev. Artes Decorativas (UCP-Porto, 2009); Mobiliário da época de Napoleão III, nas colecções do Paço da Ajuda, I Colóquio de Artes Decorativas, Mobiliário Português (ESAD/FRESS, 2007).

 

Luísa Cymbron Doutorou-se em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, universidade em onde também ensina. As suas áreas de investigação centram-se na música portuguesa do século XIX e na recepção do repertório italiano e francês em Portugal e nas relações musicais entre Portugal e o Brasil, durante o mesmo período. É autora, em colaboração com Manuel Carlos de Brito, de História da Música em Portugal (1992) e organizou na Biblioteca Nacional de Portugal a exposição Verdi em Portugal 1843-2001. Em 2012 publicou o volume de ensaios Olhares sobre a música em Portugal no século XIX: ópera, virtuosismo e música doméstica (CESEM - Edições Colibri) e mais recentemente o capítulo dedicado ao século XIX em Olhares sobre a História da Música em Portugal (2015). Tem colaborado em diversos projectos de investigação em Portugal e no estrangeiro, como por exemplo: The Opera Orchestra in 18th- and 19th- Century Europe (Musical Institutions and the Circulation of Music and Musicians in Europe 1600-1900) da European Science Foundation, "The Teatro de S. Carlos: Performing Arts in Portugal" e "Theater of Laughter: Musical Comedy in Portuguese-speaking Theaters (1849-1900)" e "La Recepción de la Ópera Italiana y Francesa en España (1790-1870)" da Universidade de Salamanca. 

 
 
C O N C E R T O
21 fevereiro (domingo) - 18h00

 

Belle Époque
Melleo Harmonia
Maestro Joaquim Ribeiro
Charles Gounod, Petite Symphonie
Antonin Dvořák, Sérenada

 

P R O G R A M A

Petite Symphonie

Charles Gounod
(1818-1893)
I. Adagio et Allegretto
II. Andante Cantabile
III. Scherzo
IV. Finale


Serenáda

Antonín Dvořák
(1841-1904)
I. Moderato, quasi marcia
II. Minuetto.
III. Andante con moto
IV. Finale. Allegro molto

 


Melleo Harmonia constitui o grupo residente da APARM – Academia Portuguesa de Artes Musicais.
Consiste num grupo de geometria flexível que se permite abraçar uma paleta de repertório musical muito ampla, porquanto ambas direções são asseguradas por especialistas, quer em música moderna, quer em música antiga.
Trabalhando sempre com o intuito de apresentar concertos com programas profundamente trabalhados, não apenas sob o ponto de vista técnico-musical, de elevada performance, mas também com a maior seriedade na abordagem histórica e interpretativa, o grupo opera sob a direção artística de dois especialistas: para a dita música antiga (séculos XVI a XVIII), a cravista Jenny Silvestre; para o repertório posterior, o Maestro Joaquim Ribeiro.
A assunção desta flexibilidade tem revelado os melhores resultados, contando Melleo Harmonia com um percurso musicalmente reconhecido, desde a sua formação, em 2011.

Joaquim Ribeiro O Maestro Joaquim Ribeiro iniciou a sua formação musical, em clarinete, com apenas seis anos.
Desde então não mais parou, tendo sido galardoado com diversos primeiros prémios, entre os quais, o Prémio Jovens Músicos na categoria de clarinete, em 1988, instrumento com o qual concluiu a sua licenciatura, na Escola Superior de Música de Lisboa, com as mais altas classificações, assim como diversos primeiros prémios na categoria de Música de Câmara.
Hoje em dia detém o Mestrado em Direção de Orquestra pelo Instituto Piaget, tendo estudado em Dijon, no Conservatório de Música J. Ph. Rameau, com o reconhecido Maestro Jean-Sébastien Béreau, período em que o seu empenho e sensibilidade lhe valeu a Médaille de L'argent.
Ao longo dos anos investiu igualmente na formação em direção coral e vocal com especialistas como Edgar Saramago, Lúcia Lemos e Vianey da Cruz.
Concilia ainda a sua atividade de Maestro com a de Clarinete Solista da Orquestra Sinfónica Portuguesa e da Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana. Conta com uma longa carreira sob a batuta de Maestros como Carlo Maria Giulini, Mstislav Rostropovich, Lukas Foss, George Hurst, Michel Tabachnik, Alain Lonbard, Arturo Tamayo, Michael Zilm, Wolfgang Rennert, Michel Plasson, de entre muitos outros, com os maiores elogios.
É o Diretor Artístico e Maestro do grupo Melleo Harmonia nos repertórios posteriores à primeira metade do Séc. XVIII, contando com a apresentação de obras tão variadas como a "Missa Grande" do compositor português Marcos Portugal, a "Sexta Sinfonia" de Ludwig Wan Beethoven, a "Petite Symphonie" de Charles Gounod, a "Sérenada" de Antonín Dvořák, entre várias outras obras.

 

"Uma Belle Époque"
Para a performance deste programa, constituído por obras de Gounod e Dvořák, o Maestro Joaquim Ribeiro optou por uma formação composta, na sua grande maioria, por solistas reconhecidos da Orquestra Sinfónica Portuguesa, garantindo assim a qualidade musical a que o Melleo Harmonia vem habituando o seu público.

 

Anabela Malarranha (flauta transversal)
Ricardo Lopes (oboé)
Joel Vaz (oboé)
Francisco Ribeiro (clarinete)
Cândida Oliveira (clarinete)
Carolino Carreira (fagote)

David Harrison (fagote)
Luís Vieira (trompa)
Ricardo Alves (trompa)
António Augusto (trompa)
Ana Raquel Pinheiro (violoncelo)

Pedro Wallenstein (contrabaixo)