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FUNDAÇÃO BIENAL CERVEIRA

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[ Piso 1 ]  26 de Janeiro a 31 de Março


FUNDAÇÃO BIENAL DE ARTE DE CERVEIRA: UMA ANTOLOGIA

 
 
 
 
 
José Rodrigues 750
José Rodrigues | SemTítulo, 1970 - Escultura em ferro pintado, 54x65x128 cm

 

 

 

Fundação Bienal de Arte de Cerveira: Uma Antologia


A Bienal de Cerveira não necessita de apresentações. Num país onde as bienais só muito raramente ultrapassam a meia dúzia de edições, chegar às quatro décadas de vida e apresentar um corpo de trabalho como é o caso desta instituição é verdadeiramente excepcional. A Bienal de Arte de Cerveira é hoje uma constante no meio ibérico, para não dizer que ultrapassa com à vontade os Pirinéus para se tornar uma referência em outros países do mundo, da China ao Brasil. Mas não só. A Bienal de Cerveira, que continua a conseguir captar a atenção e as candidaturas dos muito jovens artistas, aqueles mesmo que daqui a anos poderão orgulhar-se de ter aqui começado a sua carreira pública, soube também reunir nestas quatro décadas um espólio importantíssimo. Por aqui passaram todos os artistas importantes desde 1978. Muitos deles aqui deixaram trabalho, e é graças ao espírito visionário de quem criou esta instituição que é hoje possível apresentá-los nesta antologia de luxo.


A Bienal surgiu em 1978, num contexto ainda de pós-revolução, e na euforia própria das iniciativas generosas que visavam trazer o dinamismo e a alegria próprios do tempo artístico para um contexto periférico. A sua criação deve-se à visão inovadora do presidente da câmara desta vila do Alto Minho, engenheiro Lemos Costa, que convidara o pintor Jaime Isidoro para realizar uma iniciativa deste tipo. Jaime Isidoro soube ainda trazer a Vila Nova de Cerveira um núcleo de artistas de qualidade, que incluíam Eurico Gonçalves, ngelo de Sousa, Álvaro Lapa, Gracinda Candeias, Justino Alves e Maria José Aguiar, entre outros, que souberam logo desde os seus inícios conferir a chancela de qualidade que esta bienal viria depois a confirmar de edição para edição. O leque de artistas premiados ao logo destas quatro décadas é impressionante, tendo todos eles confirmado a excelência do seu trabalho em carreiras devidamente celebradas posteriormente no país e no estrangeiro.


Dessas primeiras bienais, muito marcadas pelo carácter performático próprio da época, e que no fundo obedecia ao propósito de tentar aproximar o universo elitista da arte da vida quotidiana do homem e da mulher comuns, passou-se pouco a pouco para uma estrutura que abordava as diferentes disciplinas artísticas, contextualizando-as e apresentando-as em espaços adequados. A Bienal, desde muito cedo, incluiu não apenas as exposições, mas também conferências, espectáculos, workshops e ateliers de diferentes práticas artísticas, até mesmo as ainda muito recentes artes digitais. A partir de 2010, o desenvolvimento da própria estrutura da Bienal Internacional de Artes de Cerveira, e a necessidade de a prover de recursos financeiros condignos levou à criação da Fundação Bienal de Artes de Cerveira, fundada por Jaime Isidoro, José Rodrigues e Henrique Silva, e à constituição organizada da colecção de obras de arte entretanto reunidas, de que esta exposição apresenta apenas uma selecção representativa.


Das mais de 500 peças que a Fundação Bienal de Artes de Cerveira possui actualmente, a nossa escolha recaiu, em primeiro lugar, naquelas que são assinadas pelos artistas mais importantes que se consagraram depois de 1978. Nas obras dos três fundadores, avulta uma pequena escultura de José Rodrigues, réplica da obra que apresentou a exame no final do seu curso de escultura. A peça, um Guardador de Estrelas de 1963-64, é anterior à data da primeira bienal; mas representa bem, no estilo ainda juvenil do seu autor, muito marcado pela época em que foi feita, o entusiasmo generoso de todos os artistas que viriam depois a estar presentes em Cerveira. Também datadas da primeira bienal, e da euforia criadora dos finais dos anos 70, duas grandes peças colectivas levam-nos a imaginar o que tentava aqui construir-se: uma arte sem autor nem dono, oferecida à terra e criada com o entusiasmo eufórico de quem sabia que estava a fazer história.


Mais de 30 autores estão presentes nesta exposição, desde figuras hoje consideradas fundamentais na escultura, pintura e fotografia, até aos jovens. Alguns artistas, infelizmente, não puderam estar aqui representados devido à fragilidade dos seus trabalhos. Além dos autores já mencionados, é obrigatório citar Clara Menéres, Helena Almeida, António Dacosta, Manuel Baptista ou Eduardo Nery. Na geração seguinte, Cabrita Reis e Pedro Calapez. Na geração surgida na década de 90, pintores como Pedro Casqueiro ou Fátima Mendonça. E, de entre os mais jovens, Samuel Rama ou Isaque Pinheiro, sem esquecer um núcleo consistente de artistas estrangeiros que atestam o interesse que a Bienal de Cerveira possui além-fronteiras. Yoshito Arichi, Milica Rakic , Robert Schad ou Jiri Kolár revelam a abertura da bienal ao mundo, e confirmam implicitamente os melhores auspícios para o seu futuro.


Luísa Soares de Oliveira

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

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