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Início envolve-te SAFE '17

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DEIXAR A PÁTRIA

num MUNDO globalizado

 

LEAVING HOME

in a globalized WORLD

 

 

 

ACERCA DO SAFE

SAFE (termo inglês que significa seguro) é o

acrónimo de Social Art Festival Estoril (Festival

das Artes Sociais do Estoril) cujo objetivo consiste

em apresentar, através da arte contemporânea, os

desafios globais que enfrentamos atualmente no

mundo. Pretendemos, por meio da arte socialmente

consciente, mostrar diferentes perspetivas sobre

diversos temas sociais, alargar o conhecimento

e encetar o debate. Este nome também revela

intencionalmente a necessidade humana fundamental

de segurança, que molda tantos dos nossos

problemas bem como os movimentos sociais e

políticos deles decorrentes.

A primeira edição do SAFE constitui um projeto

conjunto com as Conferências do Estoril. Assim, a

exposição tem o mesmo nome que as Conferências

deste ano – DEIXAR A PÁTRIA NUM MUNDO

GLOBALIZADO – e debruça-se sobre o desafio da

migração. No decurso das Conferências do Estoril (de

29 a 31 de Maio), a maioria das obras de arte ficarão

expostas no local de congressos, no Estoril.

O SAFE é uma iniciativa da Fundação Dom Luís I.

 
 
 

 

ABOUT SAFE

SAFE stands for Social Art Festival Estoril. Its goal is

to present the global challenges that we are facing

in our current world through contemporary art.

Through socially conscious art we want to show

different perspectives towards various social

themes, enhance knowledge and open debate.

The name is also a conscious exposure of the

fundamental human need for safety, which shapes

so many of our problems and consequent social and

political movements.

This first SAFE is a joint project with the Estoril

Conferences. As such, the exhibition carries the

same name as this year´s conference: LEAVING

HOME IN A GLOBALIZED WORLD and addresses the

migration challenge. During the Estoril Conferences

(May 29 – 31) most of the art works will move to the

congress venue in Estoril.

SAFE is an initiative of the Fundação Dom Luis I.

 

   
 
 
 
 
 
     

SAFE'17

DEIXAR A PÁTRIA

NUM MUNDO GLOBALIZADO

 

O SAFE'17 consiste numa exposição patente ao

público de 28 de Abril a 30 de Junho, em vários

museus do "Bairro dos Museus" em Cascais, bem

como na projeção de filmes ao ar livre, no Mercado

da Vila, igualmente em Cascais.

A exposição apresenta pontos de vista e perspetivas

contrastantes sobre os desafios da migração.

Evocará a migração a um nível mais pessoal, para

que possamos relacionar-nos com as pessoas

por detrás dos números e sentirmo-nos tocados

pelas suas histórias. A interação com estas obras

de arte contemporâneas torna mais evidentes

a complexidade do tema e as suas possíveis

consequências para o nosso mundo.

A exposição não assume posições políticas nem

morais, visando antes facultar a visão pessoal dos

artistas. Compõe-se de 11 obras de 10 artistas ou

grupos de artistas internacionais diferentes que

partilham com o público, por meio dos respetivos

trabalhos, os seus pensamentos e reflexões. Mostramnos

exemplos de como criaram arte enquanto se

envolviam com as pessoas diretamente afetadas

pela problemática da migração. Apresentam novas

perspetivas, opiniões políticas, soluções controversas

e inovadoras, histórias pessoais ou, simplesmente, a

realidade nua e crua, revelando o âmago da condição

humana.

As exibições de filmes oferecem uma forte impressão

visual sobre os desafios da migração ao longo da

história, ao mesmo tempo que abordam esta temática

sob óticas completamente distintas. Vão dos velhos

clássicos às mais recentes produções independentes

(indie), passando pelos filmes para crianças.

Convidamos o visitante a acompanhar-nos numa

visita exploratória segura (SAFE) para descobrir

novos territórios no desafio da migração.

 
      

 

SAFE'17

LEAVING HOME

IN A GLOBALIZED WORLD

 

SAFE'17 consists of an exhibition that runs from April 28

to June 30 in different museums of the Museum Quarter

in Cascais ("Bairro dos Museus"), and an open-air film

screenings in "Mercado da Vila", also in Cascais.

The exhibition presents contrasting views and

perspectives on the challenges of migration. It will

bring migration to a more personal level so that we

can connect with the people behind the numbers, and

be affected by their stories. By interacting with these

contemporary art pieces, the complexity of the theme

and the consequences it might bring to our world

become more visible.

The exhibition takes no political or moral stand but

instead aims to provide the artists´ personal view.

There are 11 artworks from 10 different international

artists or artist groups who will share their thoughts

and reflections with the public through their work.

They show us examples of how they created art while

engaging with the people that are directly affected by

the migration problem. They present new perspectives,

political opinions, controversial and innovative

solutions, personal stories or simply, a plain and harsh

reality.

The film-screenings will provide a strong visual

impression on the challenges of migration throughout

times, while providing totally different perspectives on

the theme. From old classics to the most recent indie

productions and movies for kids. 

We invite the visitor to go with us on a SAFE

exploration tour to discover new territories of the

migration challenge.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1
 
JOÃO PEDRO VALE

Bonfim

 

 
CENTRO CULTURAL DE CASCAIS
CULTURAL CENTER OF CASCAIS

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JOÃO PEDRO VALE  Bonfim, 2004

   

Apropriando-se de um equívoco histórico entre

Portugal e o Brasil quanto à origem da tradição do

Senhor Jesus do Bonfim, João Pedro Vale questiona o

processo de construção da identidade nacional. "Não

há fim para o caminho" é a frase de natureza ambígua

inscrita na trama de fitas, dando dois possíveis

significados. Por um lado, representa a falta de um

objetivo final para o caminho e por outro o caminho

como objetivo interminável em si, perpetuando-se

no infinito. Tendo o trabalho partido da noção de

portugalidade e na ligação específica com o Brasil,

este ganha uma nova interpretação à luz do tema

das migrações e dos naufrágios no Mediterrâneo nos

últimos anos. Aproveitando a ambiguidade, a mesma

frase "Não há fim para o caminho" pode representar

a ilusão da Europa enquanto fim e o caminho

interminável da migração, uma vez começada.

 

 

From an historical misunderstanding between

Portugal and Brazil concerning the origins of the

"Senhor Jesus do Bonfim" tradition, João Pedro Vale

questions the national identity construction process.

"There is no end to the way" is the ambiguous

sentence written in the entangled strips, which

carries two possible meanings. On the one hand, it

represents the lack of a final end (a destination) to

the way and on the other hand the way as an end

on its own, propagating into infinity. Having started

with the notion of what it means to be Portuguese

in relation to Brazil, this work gains new possible

interpretations in light of the migration phenomenon

and the refugee shipwrecks in the Mediterranean of

the last years. The same ambiguous sentence "There

is no end to the way" can mean the illusion of Europe

as a final end and the endless way of migration once

started.
 
 
2
 
DIRK JAN VISSER

JAN ROTHUIZEN

MARTIJN VAN TOL

República dos Refugiados
Refugee Republic
 
 
CENTRO CULTURAL DE CASCAIS
CULTURAL CENTER OF CASCAIS
Refugee Republic by Submarine Channel KEYSTILL 350x214
   

A República dos Refugiados é um documentário

interativo que permite explorar o dia-a-dia no campo

de refugiados de Domiz no norte do Iraque (com

cerca de 64.000 habitantes, maioritariamente Curdos

de origem síria). Podemos navegar por mapas,

desenhos, fotografias e curtas impressões em vídeo.

Descobrimos assim que há um outro mundo para

além das imagens que vemos nos média. Um mundo

que acaba por não ser tão diferente do seu e do meu.

O artista visual Jan Rothuizen, o jornalista Martijn van

Tol, e o fotógrafo Dirk Jan Visser exploraram o campo

de Domiz de A a Z, dando vida aos seus habitantes

e locais numa mistura multidimensional de som,

desenhos, fotografias e imagens.  
 
 
 

Refugee Republic is an interactive documentary that

allows you to explore everyday life in Camp Domiz in

northern Iraq (with some 64,000 inhabitants, mostly

Syrian Kurds). Scroll through hand-drawn maps,

drawings, photographs, and short video impressions.

You will discover that there is another world behind

the images you see in the media. A world that is not

all that much different from yours and mine. Visual

artist Jan Rothuizen, journalist Martijn van Tol, and

photographer Dirk Jan Visser explored Camp Domiz

from A to Z. They bring to life its inhabitants and

places in a multidimensional mix of sound, drawings,

photo and film.  
 
 
 
 
 
3
 
ANDREI YAKIMOV

OLGA ZHITLINA

Rússia, A Terra das Oportunidades
Russia The Land of Opportunity 

 

 
CASA DAS HISTÓRIAS PAULA REGO
HOUSE OF STORIES PAULA REGO 
russia 350x248     

O jogo de tabuleiro "Rússia, A Terra das

Oportunidades" é um meio para falar sobre os

percursos e as barreiras intrincadas que milhões de

imigrantes que todos os anos chegam à Federação

Russa, vindos das ex-repúblicas soviéticas da

Ásia Central, em busca de trabalho têm de

ultrapassar. Este jogo visa permitir que os jogadores

experimentem a realidade de um trabalhador

estrangeiro, tomem consciência de todos os riscos

e oportunidades, para melhor compreenderem a

articulação entre sorte e responsabilidade pessoal.

Os autores transmitem-nos, por ouro lado, a sua

perspetiva sobre o que apelidam de "um labirinto

de normas, desilusões, obstáculos burocráticos e

armadilhas inerentes à migração laboral na Rússia

contemporânea."

Convidámo-lo a sentar-se e a jogar. 
 

"Russia, The Land of Opportunity" board game is

a means of talking about the paths and intricate

barriers of millions of immigrants who come annually

to the Russian Federation from the former Soviet

Central Asian republics searching for work. The

goal of this game is to let players experience the

reality of a foreign worker, to feel all the risks and

opportunities, to understand the play between luck

and personal responsibility. On the other hand, the

authors provide their perspective on what they call "a

labyrinth of rules, deceptions, bureaucratic obstacles

and traps that constitute labour migration in today's

Russia".

We invite you to take a seat and play the game. 

 

 

 

 

 

4

 

YARA SAID

A Bandeira Oficial da Nação
dos Refugiados
The Refugee Nation Official Flag

Commissioned by TheRefugeeNation.org 

 

 
MUSEU CONDES DE CASTRO GUIMARÃES
CONDES DE CASTRO GUIMARÃES MUSEUM  

flag-beach-01 2 350x234

© THE REFUGEE NATION ARCHIVE

   

 

Esta é a bandeira de uma nação simbólica

representando 65 milhões de pessoas deslocadas

pelo mundo. Desenvolvida originalmente para

representar 10 refugiados que participaram nos

jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a bandeira foi

desenhada e produzida por Yara Said, uma artista

e refugiada síria agora a viver em Amesterdão.

Depois de se graduar na Faculdade de Belas Artes

da Universidade de Damasco, Yara teve de deixar o

seu país e procurar um lugar mais seguro para viver.

Nas suas palavras: "O preto e o laranja (as cores dos

coletes salva-vidas) são um símbolo de solidariedade

para todos aqueles que cruzaram o mar à procura de

um novo país. Eu própria vesti um colete, e por isso

me identifico com estas cores – e estas pessoas".

 

 

 

This is the flag of a symbolic nation to represent

65 million displaced people worldwide. Originally

developed to represent 10 refugees that participated

in the Rio Olympic games, the flag was designed and

made by Yara Said, an artist and Syrian refugee now

living in Amsterdam. After graduating at the Faculty

of Fine Arts at Damascus University, Yara had to

leave her own country to search for a safer place to

live. In her own words: "Black and orange (colours of

the life vests) is a symbol of solidarity for all those

who crossed the sea in search of a new country. I

myself wore one, which is why I so identify with these

colours—and these people".

 

 

 

 

5

 

MOUTAZ ARIAN

O Hino Oficial da Nação dos Refugiados
The Refugee Nation Official Anthem

Commissioned by TheRefugeeNation.org

 

 
MUSEU CONDES DE CASTRO GUIMARÃES
CONDES DE CASTRO GUIMARÃES MUSEUM
RefugeeFlag1 2 350x233
© THE REFUGEE NATION ARCHIVE
 
   

O hino da Nação dos Refugiados foi escrito por

Moutaz Arian, um compositor sírio refugiado, agora

a viver em Istambul. Há três anos atrás, Mutaz

estudava música na Universidade de Damasco. Após

ter sido forçado a juntar-se ao exército de Assad,

constatou não lhe restar alternativa senão de fugir

do seu próprio país. Sendo a crise de refugiados um

desafio global, Moutaz Arian decidiu criar um hino

sem palavras para que se pudesse propagar alémfronteiras:

"A música é a melhor linguagem para

entregar a minha mensagem à humanidade, que é a

de nos amarmos uns aos outros, e esta linguagem

não necessita de tradução".

 

 

The Refugee Nation anthem was written by Moutaz

Arian, a composer and Syrian refugee now living in

Istanbul. Three years ago, he was studying music

at University of Damascus. After being threatened

with conscription into Assad's army, Moutaz decided

he had no choice but to flee his own country. Since

the refugee crisis is a global issue, Arian decided to

create an anthem without words to resonate beyond

borders: "Music is the best language to deliver my

message to humanity, which is to love each other, and

this language does not require a translation".

 

 

 

 

6

 

 

CENTER FOR

POLITICAL BEAUTY
A Ponte Jean Monnet
The Jean Monnet Bridge

 

  FAROL-MUSEU DE SANTA MARTA
LIGHTHOUSE MUSEUM SANTA MARTA

BRIDGE-01 bruecke2 05 350x197

   

O Center for Political Beauty apresenta-se como um

"grupo de assalto que promove a beleza moral, a

poesia política e a grandeza humana enquanto visa

preservar o humanitarismo." As suas obras podem ser

vistas como representações políticas ou como uma

modalidade ampliada de teatro.

Será nada menos do que um marco de referência da

humanidade: uma ponte a ligar o Norte de África à

Europa, uma "linha da vida" entre dois continentes e

o maior pacote de incentivo à economia da história

da União Europeia. As vistas deste projeto de

construção sem igual dão uma boa ideia do aspeto

que teria. Além disso, contemplamos imagens que

propõem uma solução imediata para os naufragados:

plataformas flutuantes, dispersas pelo Mediterrâneo,

durante a construção da ponte.

 

 

The Center for Political Beauty presents itself as an

"assault team that establishes moral beauty, political

poetry and human greatness while aiming to preserve

humanitarianism." Their work can been seen as political

performances or as a form of expanded theatre.

It will be nothing less than a landmark achievement

of humanity: a bridge from North Africa to Europe,

a lifeline between two continents and the largest

economic stimulus package in the history of the

European Union. The images of this unparalleled

construction give a good impression of how this could

look. In addition, we see images of an immediate

solution for the shipwrecked: floating platforms spread

out in the Mediterranean sea during the construction of

the bridge.

 

 

 

7

 

CENTER FOR

POLITICAL BEAUTY
Recompensa de 25 000 Euros
Bounty of 25.000 Euro

 

  FAROL-MUSEU DE SANTA MARTA
LIGHTHOUSE MUSEUM SANTA MARTA

25.000 04 IMG 5745 350x233

   

O Center for Political Beauty utiliza a arte como

arma para questionar a influência e a responsabilidade

de acionistas de uma empresa e para impedir o maior

negócio de armas da história recente da Alemanha.

O grupo de artistas deu início a uma campanha

nos média em toda a Alemanha para divulgar

uma recompensa de 25 000 euros em troca de

informações, relativas à evasão fiscal, branqueamento

de dinheiro ou à fraude em investimentos, que

levassem à detenção de um dos proprietários da

empresa fabricante de armamento Krauss-Maffei

Wegmann (KMW).

A campanha teve êxito. Os negociantes de armas

foram denunciados, tornando-se involuntariamente

famosos em todo o país. Os órgãos de comunicação

social revelaram os principais beneficiados com

este negócio, no valor de biliões de euros, com a

Arábia Saudita, e que implicava a exportação de

270 carros de combate Leopard II. Em apenas três

meses, assistiu-se à publicação de 2500 artigos.

Até pessoas mais próximas, empregadores e amigos

se distanciaram dos proprietários. O negócio de marmamento

com a Arábia Saudita ficou sem efeito.

 

 

The Center for Political Beauty uses art as a weapon

to question the influence and responsibility of

company shareholders and to stop the biggest arms

deal in recent German history.

The artist group started a media campaign

throughout Germany to advertise the reward of

25.000 EURO in exchange for information related to

tax evasion, money laundering or investment fraud

that would put one of the owners of the weapon

manufacturer Krauss-Maffei Wegmann (KMW) behind

bars.

The campaign was successful, the arms dealers

were exposed, acquiring involuntary fame across

the country. The media reported on the main

beneficiaries of this deal with Saudi-Arabia amounting

to billions of Euros and the export of 270 Leopard

II tanks. Within just three months, more than 2,500

articles were published. Even confidants, employers

and friends distanced themselves from the owners.

The arms deal with Saudi-Arabia failed.

 

 

WWW.POLITICALBEAUTY.COM

 

 

8

 

CENTER FOR

POLITICAL BEAUTY

As vítimas nas fronteiras da UE
First Fall of the European Wall

 

  FAROL-MUSEU DE SANTA MARTA
LIGHTHOUSE MUSEUM SANTA MARTA 

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A instalação artística "cruzes brancas" abandonou

em conjunto as zonas governamentais para evitar as

festividades comemorativas do 25º aniversário da

queda do muro de Berlim. Num ato de solidariedade,

as vítimas dirigiram-se para junto dos seus irmãos e

irmãs do outro lado das fronteiras externas da União

Europeia, mais rigorosamente, para junto das futuras

vítimas do muro. Desde o desaparecimento da cortina

de ferro, a fronteira da EU custou 30.0000 vidas.

Enquanto os políticos de Berlim soltavam balões

e escutavam discursos nostálgicos, uma centena

de pessoas avançou com determinação até

à fronteira externa da UE a fim de retirar um

pedaço da vedação e levá-lo com elas para casa.

100 voluntários, equipados com corta-arames e

rebarbadoras elétricas, seguiram em dois autocarros

até à "instalação de confinamento" da Bulgária para

demonstrar inequivocamente que não aceitavam a

violação do Direito Internacional.

  The art installation of "white crosses" collectively

left the city's government quarters to escape the

commemoration festivities for the fall of the Berlin

wall's 25th anniversary. In an act of solidarity, the

victims fled to their brothers and sisters across the

European Union's external borders, more precisely, to

the future victims of the wall. Since the fall of the iron

curtain, the EU's border has taken 30,000 lives.

While Berlin's politicians were sending balloons up

into the air and listening to nostalgic speeches, 100

people resolutely approached the EU's external

border in order to tear down and take a piece of

the fence back home with them. Two buses drove

100 volunteers with bolt cutters and electric angle

grinders to Bulgaria's "containment facility" to make

unmistakably clear that they did not accept the

breach of international law.

 

WWW.POLITICALBEAUTY.COM

 

 

9

 

DANIELA GOMES

FILIPE ROMÃO
Travessia
Crossing 

 

 

 

travessia 8 imagem 2 350x179

   

Através de uma série de fotografias em grande plano

de partes do corpo humano, somos forçados, quase

de forma desconfortável a aproximarmo-nos das

pessoas. Este desconforto físico é também simbólico

das barreiras que criamos entre nós. Barreiras

políticas, ideológicas, religiosas ou físicas. Da mesma

forma, a migração torna-se incómoda quando que se

aproxima de nós. É esta proximidade que desperta os

nossos maiores medos. Paradoxalmente, essa mesma

proximidade pode apelar ao melhor da condição

humana e aos valores mais elevados de compaixão

e preocupação pelo próximo. Estas fotografias

refletem também a diversidade humana de cor,

crença e cultura, e como esta se exibe também no

"micromundo" de Cascais (as fotografias são de

pessoas ligadas à Cercica), não precisamos de ir

longe para observar o legado genético, cultural e

étnico deixado pelas migrações ao longo dos séculos. 

 

 

 

Through a series of close-up bodily pictures, we are

forced, in an almost uncomfortable manner, to get

physically closer to people. This physical discomfort

is symbolic of the barriers we build between us.

Barriers of political, ideological, religious or physical

nature. Likewise, migration becomes uncomfortable

the moment it moves from far to close by. It is

this closeness that awakens our biggest fears.

Paradoxically, it is that same proximity that can

appeal to the best in human nature and our most

honourable values of compassion and caring. These

pictures also reflect human diversity of colour, creed

and culture, and how such diversity is reflected in the

micro-world of CERCICA. We do not need to go far

to observe the genetic, cultural and ethnic legacy of

migration throughout the centuries.

 

WWW.FILIPEROMAO.CARBONMADE.COM 

 

 

 

10

 

AUGUSTO BRÁZIO

VALTER VINAGRE
De Onde Vem?
Where do you come from?

 

   

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  Valter 2 350x233

"Lá ao fundo, as silhuetas tomam forma, como se

tomasse forma uma conspiração para os tornar gente.

São de toda a parte e de parte nenhuma. Vieram de

todos os quadrantes, de todos os meridianos do ser,

às escondidas num desses porões do mundo, à bolina

numa liberdade condicional. São do Mar e da terra, do

magma que escorre pelos labirintos da Humanidade.

São de lugar distante, que deixaram no princípio do

horizonte, escapando-se por entre os destroços de

vidas impossíveis, com a dignidade sonegada e a

miséria no prato. São do preconceito, da opressão,

da guerra, das pobrezas mais pobres que o mundo

produz, exilados da côr, da etnia, da religião, com a

pele rasgada pelo sol e pelo chicote da civilização.

Um dia, a sua pátria transformou-se numa ordem de

despejo, fazendo deles apátridas dentro dela.

Foi lá que eles se tornaram clandestinos.(...)"

 

 

 

 

 

"Way over there, the outlines take shape as if they have

hatched a conspiracy to become people.

They are from everywhere and from nowhere. They

have come from all corners, from all the meridians of

being, to hide in the ship-holds of world, to the bowlines

in conditional freedom. They are from the Sea

and from land, the molten lava that slips down the

labyrinths of Humanity. They are from distant places

that they left behind on the edge of the horizon, making

their escape among the wreckage of impossible lives, in

unlawful dignity and with wretchedness on their plate.

They come from prejudice, oppression, war, the poverty

of the poorest the world produces, exiles of colour,

ethnic groups, religion, with their skin torn by the sun

and by the whip of civilisation.

One day, their homeland became an eviction order,

making them stateless within it.

It was there that they became illegal. (...)"

 

WWW.FACEBOOK.COM/AUGUSTO.BRAZIO
WWW.VALTERVINAGRE.COM

 

11

 

 

WORLD GOVERNMENT

OF WORLD CITIZENS
Passaporte Mundial
World Passport

 

   

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O Passaporte Mundial representa o direito

humano inalienável da liberdade de movimento.

É por isso baseado na unicidade fundamental e

unidade da comunidade humana. Nos tempos

modernos, o passaporte tornou-se num símbolo

da soberania nacional e controlo pelo estadonação.

Se a liberdade de movimento é uma das

marcas essenciais do ser humano livre, como

definido pela Declaração Universal dos Direitos

Humanos, então o próprio passaporte nacional

se torna num símbolo de escravidão, serventia e

subjugação. O Passaporte Mundial é, portanto,

um símbolo e por vezes uma ferramenta poderosa

para a concretização do direito fundamental de

movimento. Pela sua própria existência, este

desafia o pressuposto exclusivo da soberania

do estado-nação. Este é desenhado, no entanto,

para obedecer aos requisitos dos documentos de

viagem do estado-nação. Não indica, contudo,

a nacionalidade do portador, apenas o seu lugar

de nascimento. O Passaporte Mundial tem sido

emitido desde há 60 anos. Até hoje, mais de 185

países emitiram vistos com base no Passaporte

Mundial. Artigo 13(2) da Declaração Universal de

Direitos Humanos: todo ser humano tem o direito

de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este

regressar.

O Presidente da Câmara de Cascais também

recebeu recentemente o seu passaporte mundial.

 

 

 

The World Passport represents the inalienable

human right of freedom of travel on planet Earth.

Therefore, it is premised on the fundamental

oneness or unity of the human community. In

modern times, the passport has become a symbol

of national sovereignty and control by each nationstate.

If freedom of travel is one of the essential

marks of the liberated human being, as stated in

the Universal Declaration of Human Rights, then

the very acceptance of a national passport is

the mark of the slave, serf or subject. The World

Passport is therefore a meaningful symbol and

sometimes powerful tool for the implementation

of the fundamental human right of freedom of

travel. By its very existence, it challenges the

exclusive assumption of sovereignty of the nationstate

system. It is designed however to conform to

nation-state requirements for travel documents. It

does not, however, indicate the nationality of its

bearer, only his/her birthplace. The World Passport

has a track record of over 60 years acceptance

since it was first issued. Today over 185 countries

have visaed it on a case-by-case basis. Article

13(2) of the Universal Declaration of Human Rights:

Everyone has the right to leave any country,

including one's own, and to return to one's country.

The Mayor of Cascais has recently also received his

own World Passport.


WWW.WORLDSERVICE.ORG

 

     

 

 

 

Em Destaque

CICLO - HOMENAGEM

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P E R C U R S O   L U S I T A N O

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