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LIVROS QUE ANDAM

REGRESSAM A CASCAIS

 

A primeira experiência de biblioteca itinerante foi introduzida (1942) em Braga por Vítor de Sá, facto que certamente influenciou o Conservador-Bibliotecário do Museu Biblioteca Condes de Castro Guimarães, o escritor Branquinho da Fonseca, quando tomou a decisão de, em 1953, fazer circular um carro-biblioteca pelas escolas do Concelho de Cascais e pelos lugares mais centrais da vila. Usando o seu próprio automóvel para que um atrelado improvisado (que ele próprio concebeu) pudesse percorrer as ruas e estradas do Concelho, a Biblioteca Móvel, como então se designava, levava livros aos que, por uma ou outra razão, não podiam aceder a bibliotecas ou comprar livros. E quando a carrinha parava no largo o povo corria a recebêla com enorme alegria, sendo provavelmente entre os mais jovens que se sentia o maior entusiasmo.

 

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Este sonho de Branquinho da Fonseca foi um êxito enorme. Um êxito tão grande que cinco anos mais tarde, em 1958, a Fundação Calouste Gulbenkian adoptou a prática de Cascais, tendo Azeredo Perdigão criado um Serviço de Bibliotecas Itinerantes que, com uma frota constituída por largas dezenas de icónicas furgonetas Citroën HY, levou os livros e a leitura às vilas e aldeias de todo o País. De forma natural, Branquinho da Fonseca foi convidado para dirigir essa operação cultural e educativa.

 

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A visão de Branquinho da Fonseca tinha um objectivo claro: o de promover e desenvolver o gosto pela leitura e contribuir, assim, para elevar o nível cultural dos cidadãos em geral e das crianças e jovens em particular. Visava também chegar aos com menor acesso à educação e à cultura, habitando as povoações mais pobres, mais isoladas e muito mal servidas de transportes. Praticava o livre acesso às estantes e ao manuseamento dos livros, exercia o empréstimo domiciliário e garantia um serviço inteiramente gratuito que se estendia a todas as faixas etárias

 

biblioteca

 

Embora a realidade contemporânea seja, felizmente, muitíssimo diferente daquela que caracterizava o País pobre e cinzento de 1957 (já lá vão 60 anos), a Fundação D. Luís I, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Cascais, considerou que o berço das bibliotecas itinerantes em Portugal devia não só honrar a memória de Branquinho da Fonseca, mas também fazer renascer no Concelho a prática das Bibliotecas Itinerantes, recriando um modelo que mantenha, o espírito de levar os serviços básicos de biblioteca pública a lugares e populações com menor acesso ao livro e à leitura, mas a ele acrescentando práticas adequadas a outras realidades impostas pela nossa contemporaneidade, desde a presença da Biblioteca Movel nas muitas praias do nosso Concelho durante a época balnear, até à sua articulação com as insubstituíveis Associações Populares de Cultura e Recreio passando até, eventualmente, pelo Estabelecimento Prisional de Tires, Centros de Dia nas Freguesias do Concelho, Lares de Idosos, entre tantos outros que a prática ajudará a encontrar e envolver no projecto. Para além de tudo isso, a Biblioteca Móvel de Cascais disponibilizará também recursos de informação nos mais diversos suportes.

 

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ONDE PODE ENCONTRAR

A BIBLIOTECA MÓVEL!

 

A nova Biblioteca Móvel de Cascais estará a circular a partir de 14 de Outubro, nos seguintes locais:

Sábado                                   

Parque da Quinta da Alagoa das 10:00 às 13:00h

Parque do Outeiro de Polima das 14:30 às 17:30h

Domingo 

Jardins do Casino do Estoril das 10:00 às 13:00h
 

 

 


 

 

 

Cartao de leitor da Biblioteca Itinerante 500x352

 

 

O MEU DEPOIMENTO

SOBRE A BIBLIOTECA ITINERANTE

 

Vivamente me congratulo com o facto de a Fundação D. Luís I ter voltado a fazer funcionar a Biblioteca Itinerante.

Recordo sempre com saudade os tempos de minha juventude, os anos 50. A carrinha da biblioteca parava mensalmente junto de minha casa, sita entre Birre e Torre, expressamente para mim e eu entregava e recebia os livros que seriam a minha delícia durante esse mês.

Dessa forma, tive oportunidade de ler quase toda a obra de Emílio Salgari, de Júlio Verne, os clássicos portugueses como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, as grandes biografias, que me encantavam enormemente.

Ainda hoje guardo religiosamente o cartão de leitor e confesso que não teria conseguido ganhar a cultura que hoje tenho, sobretudo do ponto de vista da literatura, se não fora a atenciosidade de todos os funcionários, designadamente do saudoso Sr. Alberto. Era extraordinária, sobretudo se tivermos em consideração que a carrinha parava expressamente para mim.

Acrescentarei que, mal entrei na redacção do Jornal da Costa do Sol, fiz questão em, todas as semanas, publicar o horário a que a carrinha passava, aos domingos, nos vários locais, porque se tratava efectivamente de uma iniciativa ao domingo e mensalmente cada local era visitado pela biblioteca itinerante.

Congratulo-me, pois, vivamente com o retomar desta iniciativa e faço votos para que seja possível alargá-la a mais sítios que não apenas aos que ora estão previstos.

 

José d'Encarnação

 

 

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