Frontpage Slideshow (version 2.0.0) - Copyright © 2006-2008 by JoomlaWorks
Início Outros Percursos D. LUÍS DE PORTUGAL

 

 

 

 

D Luis 2 755

 

CICLO DE CONFERÊNCIAS CONCERTO

 

 

A Fundação D. Luís I, em parceria com a Academia Portuguesa de Artes Musicais, inicia, em 31 de Outubro de 2015, um novo ciclo de Conferências, que terá uma periodicidade mensal e cuja temática aborda o Rei D. Luís I, o seu tempo e as várias perspectivas de um monarca extremamente sensível as artes e amante da ciência, profundamente ligado ao Mar e homem atento e lúcido na leitura do seu próprio tempo,

Pretende-se, com o contributo de especialistas e a participação de solistas de reconhecida excelência, abordar diferentes temas, distinguindo cada conferência com repertórios musicais adequadamente contextualizados. Razão que justifica a designação escolhida: Conferências Concerto

O ciclo, que se integra na vasta programação do Bairro dos Museus, prolongar-se-á até Março de 2016, e pretende ser um contributo para ampliar o conhecimento da personalidade rica e intrigante de um dos monarcas portugueses de quem menos se fala. Um rei de talentoso perfil e personalidade abrangente, senhor de uma postura que, se trazida ao presente, se diria a pedra de toque de um desenvolvimento diferenciado e inovador de que tanto carecemos.

Assim, teremos um tempo de partida: o da vida de D. Luís de Bragança. Mas o de chegada será indefinido, delimitado apenas pela nossa capacidade de previsão do futuro.
Cascais constitui o cenário escolhido, a vila que D. Luís de Portugal tanto amou e na qual desejou morrer.
E o espaço das ideias veiculadas em cada Conferência Concerto será o mundo, também ele palmilhado pelo nosso monarca, único a conhecer pessoalmente África e o primeiro a percorrer sistematicamente Portugal por via ferroviária, a cujo alargamento tanto entusiasmo emprestou

 

RDL                

Uma língua é o

lugar donde se vê o

Mundo e em que se

traçam os limites do

nosso pensar e sentir.

Da minha língua vê-se o mar.

Da minha língua ouve-se

o seu rumor, 

como da de outros

se ouvirá o da floresta

ou o silêncio do deserto.

Por isso a voz do mar

foi a da nossa inquietação.

 

 

Virgílio Ferreira

 

A beleza deste trecho de Virgílio Ferreira encerra mais do que o seu sentir; sintetiza a alma de todo um Povo, desde sempre ligado ao Mar: o nosso.
Foi proferido por ocasião da entrega do Prémio Europália da, então, Comunidade Europeia, a 9 de Outubro de 1991, mas poderia ter sido proferido por um D. Dinis, quando fundou a armada portuguesa, por um Infante D. Henrique, prenhe do seu sonho dos Descobrimentos ou, a partir daí, por tantos e tantos homens grandes da nossa História, acompanhados dos milhares de anónimos que acreditaram no sonho de um país Atlântico.
A principal diferença de contexto reside no facto de, hoje, esta inquietação não se traduzir mais na necessidade de dar a conhecer novos mundos ao mundo.
Neste nosso Milénio o desafio é outro: o de não deixar diluir, na amálgama da aldeia global, a riqueza intrínseca da Região que representamos; da nossa identidade; da nossa memória.
Falamos aqui do Mundo Lusófono do qual somos verdadeiramente herdeiros, o universo Pan Lusitano.
Como tão bem refere Sandra Pereira, «Portugal ganha na sua continentalidade quando se vira para o Atlântico»; este Atlântico Moreno onde a união apenas pode assentar na multiculturalidade, na diversidade identitária; um autêntico melting pot de heranças locais ancestrais mitigadas pelas influências profundas de séculos de colonização.
Muito se tem investido nos últimos decénios na consolidação da língua portuguesa como link entre diferentes Estados, hoje vários deles economias emergentes, cujo percurso histórico foi de alguma forma tocado pela alma lusitana. Esse desígnio esteve, de resto, como todos sabemos, na base da criação, em 1996, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Mas para Portugal não chega assumir-se apenas como o Estado Mãe da língua comum, não só porque o conjunto de línguas e dialetos autóctones nos diferentes países que compõem a CPLP é imenso, mas porque este idioma comum encerra em si mesmo a conflitualidade inevitável de representar simultaneamente a língua do antigo colonizador.
Prova disso encontramos em statements como o proferido, em 2008, pelo consagrado escritor moçambicano Mia Couto, onde afirmava que «os países africanos estão ainda construindo a sua própria lusofonia. Queremos que essa agenda nacional seja respeitada, e que outros programas se articulem em harmonia com esta construção interna. Todos sabemos que este edifício da lusofonia dentro dos nossos países é um assunto extremamente sensível exatamente porque tem a ver com a construção das nossas próprias identidades nacionais».
Sendo Portugal um país genericamente respeitador do Princípio da Diferença e detendo o Povo Português uma capacidade única, quase genética, de se relacionar, provando-o a sua própria História, caber-lhe-á assumir com maturidade a emergência de trilhar um caminho em que passado e presente possam dar as mãos sem constrangimentos e, assim, criar valor, alavancando o seu posicionamento face aos seus congéneres da CPLP no facto de ser o único Estado membro que, sendo verdadeiramente Atlântico, integra a Europa e, por conseguinte, a União Europeia.
Como facilmente se percebe, a recentíssima viragem para o Mar, como desígnio de Portugal neste novo Milénio, não deve ser encarada de ânimo leve, mas como a verdadeira vocação de um Povo cuja identidade se desvanece quando se afasta do Oceano que lhe compõe o destino.
Este rumor que nos vem do Mar e percorre as nossas entranhas desde tempos imemoráveis é o rumor da Cultura que ele inspira e através da qual fala.
Hoje, essa mesma Cultura deve ser encarada como veículo privilegiado de criação de uma imagem moderna e afirmativa do Portugal na economia do conhecimento.
Queremos com isto dizer que Cultura deve ser sinónimo de transversalidade global.
Tem sido precisamente essa a mensagem veiculada por respeitados especialistas, como é o caso de Augusto Mateus que, desde 2009, vem publicando estudos que apontam no sentido da importância de colocar no epicentro das atividades económicas a Cultura, a Criatividade e o Conhecimento.
Tem sido esse o desígnio assumido pela APARM, cujo trabalho assenta preponderantemente no desenvolvimento de projetos culturais de natureza transversal, em parceria constante com diferentes fileiras e clusters de atividade, lançando mão da música como fio condutor contextualizante e artístico, vetor fundamental da História das Mentalidades.
É esse mesmo o espírito que enforma o projeto que aqui apresentamos.

 

 

P R O G R A M A Ç Ã O

 


IV- SOPROS DE MODERNIDADE


23 Janeiro (sábado) | Centro Cultural de Cascais | 18h00

  

"De um tão felice engenho, produzido
de outro, que o claro Sol não viu maior,
é trazer cousas altas no sentido,
todas dinas de espanto e de louvor."
Luís Vaz de Camões (Sonetos)

  

D. Luís I de Portugal talvez tenha sido o único monarca português da centúria de oitocentos que viu e pôde contribuir para trazer à luz do dia, fruto de uma postura politicamente lúcida e perspicaz, em tempos de um constitucionalismo partidário que se impunha, cousas altas no sentido / todas dinas de espanto e louvor. Na verdade, é durante o seu reinado que se fundam os pilares do modernismo e industrialização em Portugal. A paz neutral que ele soube manter diplomaticamente e a relação dialética constante que se impôs com cada governo e cada partido, equilibrando-se permanentemente na corda bamba de um sistema novo e ainda experimental, permitiram ao país o espanto e louvor da criação e desenvolvimento de uma rede de meios de comunicação, como caminho-de-ferro, estradas, telégrafo, educação, legislação essencial, entre outros, que tanto contribuíram para alavancar da penumbra do atraso uma Nação que precisava desesperadamente de se sentir novamente europeia.

 

C O N F E R Ê N C I A

A u g u s t o   M a t e u s

 

AUGUSTO MATEUS
Economista de inquestionável prestígio, Augusto Mateus é Professor Catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão e prestigiado Investigador nas áreas de macroeconomia, estratégia empresarial e avaliação de programas e políticas públicas. Foi Secretário de Estado da Indústria e, depois, Ministro da Economia do XIII Governo Constitucional, liderado por António Guterres. Tutelou a Pasta da Economia até Novembro de 1997, tendo ficado célebre o seu plano de regularização de dívidas ao Estado, conhecido por "Plano Mateus". Disse um dia: "O Euro não foi o problema do país, mas veio tornar mais visíveis os problemas de Portugal". Consciente dessa realidade e lançando mão do espírito de luta e postura de cidadania que tão bem o caracteriza, Augusto Mateus nunca deixou de se dedicar ao estudo e recomendações permanentes ao estímulo ao empreendedorismo e resiliência, sempre inovador, sempre ativo. No âmbito da vanguarda do pensamento globalizante ocidental, e indo de encontro às recomendações para o Milénio da própria OCDE, tem defendido que o sucesso das nossas PMEs nos respetivos processos de internacionalização depende da capacidade em utilizar a cultura como veículo de comunicação. E vai mais longe, hoje, à economia do conhecimento, ensina-nos que devemos juntar a economia da experiência, conceito inovador que temos tentado transpor para a prática no Projeto "Rei D. Luís de Portugal, Perspetivas", e que define encantadoramente como «(...) a vantagem competitiva e o valor acrescentado que uma empresa obtém quando intencionalmente usa "os serviços como palco" e os "bens como adereços" para envolver o consumidor através de um "evento memorável"»

  

C O N C E R T O

 J o ã o   R o d r i g u e s

Tenor

 J o ã o   P a u l o   S a n t o s

Piano

 

C o n c e r t o   |   P r o g r a m a 
15 Romances, op. 33 - Johannes Brahms (1833-1897)

  

JOÃO RODRIGUES
Estudou canto na Escola de Música do Conservatório Nacional com Filomena Amaro, e, na Escola Superior de Música de Lisboa, com Luís Madureira, Helena Pina Manique e Elsa Saque. Trabalha com João Lourenço. Integrou os elencos de "Porgy and Bess" (Crabman) de Gershwin; "Die Meistersinger von Nürnberg" (Aprendiz) e "Parsifal" (3ºEscudeiro) de Wagner, no Teatro Nacional de São Carlos; "Le Vin Herbè" de Frank Martin, no Teatro Aberto; "Il Matrimonio Segreto" (Paolino) de Cimarosa; "Cosi fan Tutte" (Ferrando) de Mozart; "Die Zauberflöte" (Tamino) de Mozart, na Fundação Calouste Gulbenkian; "Susana" (Carlos) de Alfredo Keil; "A Floresta" (Professor de música) de Eurico Carrapatoso, no Teatro São Luiz; "A Vingança da Cigana" (Pierre) de Leal Moreira; "Raphael, reviens!" (Raphael) de Cavanna, na Fundação Calouste Gulbenkian; "Francesca da Rimini" (Dante) de Rachmaninov; "Salome" (4ºJudeu) de Strauss, no Teatro Nacional de São Carlos; "Bataclan" (Kekikako) de Offenbach; "Jerusalém" (Hinnerck) de Vasco Mendonça e "Paint Me" (Lee) de Luís Tinoco, na Culturgest. Cantou com a Orquestra da Juventude Musical Portuguesa, Orquestra do Conservatório da Covilhã, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Sinfonietta de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve e Orquestra da Escola Superior de Música de Lisboa. Cantou, em estreia absoluta, "O meu Poemário Infantil" de Eurico Carrapatoso, concerto com transmissão direta para a União Europeia de Rádios e a "Oratória Popular" de Nuno Côrte-Real. Efetuou, no Teatro São Luiz, recitais com o pianista Nuno Vieira de Almeida. Participou no concerto final da 1ª edição do Festival ao Largo, sob a direção do maestro David Levi. Apresentou-se em concerto com o pianista João Paulo Santos no Teatro Nacional de São Carlos.

  

JOÃO PAULO SANTOS
Nascido em Lisboa, concluiu o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragón e Elizabeth Grümmer. Na qualidade de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979-1984). A sua carreira atravessa nos últimos 36 anos a biografia do Teatro Nacional de São Carlos, onde principiou como correpetidor (1976), função que manteve durante a permanência em Paris. Seguiu-se o cargo de maestro titular do Coro (1990-2004). Desempenha atualmente as funções de Diretor de estudos musicais e de Diretor Musical de Cena. Estrou-se na direção musical em 1990 com "The Bear" (W. Walton), encenada por Luís Miguel Cintra, para a R.T.P. Tem dirigido obras tão diversas quanto óperas para crianças (Menotti, Britten, Henze e Respighi), musicais (Sondheim), concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas "Renard" (Stravinski), "Hanjo" (Hosokawa), "Pollicino" (Henze), "Albert Herring" (Britten), "Neues vom Tage" (Hindemith), "Lev in herbé" (Martin) e "The English cat" (Henze), cuja direção musical foi reconhecida como Prémio Acarte 2000. Destacam-se ainda as estreias absolutas que fez das obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. Como pianista, apresenta-se a solo, em grupos de câmara e em duos, concertos e recitais por todo o país. A recuperação e a reposição do património musical nacional ocupam um lugar significativo na sua carreira, sendo responsável pelas áreas de investigação, edição e interpretação de obras dos séculos XIX, e XX. São exemplos as óperas "Serrana", "Dona Branca", "Lauriane" e "O espadachim do outeiro", que já foram apresentadas no Teatro Nacional de São Carlos e no Centro Olga Cadaval. Fez inúmeras gravações para a R.T.P. e gravou repertório diverso, desde canções do "Chat noir" aos clássicos (Saint-Saëns e Liszt), passando por Satie, Martinů, Poulenc, Freitas Branco e Jorge Peixinho. Colabora como consultor ou na direção musical em espetáculos de prosa encenados por João Lourenço e Luís Miguel Cintra.

 

 

 

III- O LIBERALISMO E AS CONTRADIÇÕES POLÍTICO ECLESIÁSTICAS


19 Dezembro (sábado) | Centro Cultural de Cascais | 18h00

 

Quando D. Luís é proclamado Rei de Portugal, em 1861, ainda se encontrava solteiro.
Estávamos perante um monarca que fora educado para seguir a carreira naval e que não pensara até então sequer nas "amarras" do matrimónio.
Contudo, e apesar de toda a dor sentida pelo falecimento do Rei D. Pedro V, seu irmão mais velho, e de mais dois irmãos, vítimas da implacável febre tifoide que devastava o país, D. Luís abraçou todas as funções que lhe estavam destinadas enquanto monarca de uma Europa instável, onde o constitucionalismo lutava ardentemente por se consolidar; onde novas nações surgiam onde antes existiam apenas principados e onde o Papado via reduzido, ano após ano, o seu património territorial numa Itália que se impunha sob o heroísmo quase hollywoodesco de Garibaldi e a seriedade de um Emanuel II, Rei da Sardenha e do Piemonte, que ansiava por uma monarquia mais ampla, sem se deter com a excomunhão Papal.
De entre as princesas indicadas, a eleita foi Maria Pia da Sabóia, filha precisamente do excomungado, que unificara Itália em 1861, e da arquiduquesa da Áustria Maria Adelaide de Habsburgo Lorena.
A escolha da jovem de 15 anos agradou por se tratar de uma noiva que havia sido criada num ambiente liberal respeitador do poder constitucional.
Não faltaram, no entanto, setores mais conservadores que desconfiaram (pelo facto de se tratar de uma monarquia recente) e do perigo de declínio dos princípios católicos, tão caros, desde sempre, à monarquia portuguesa, com a aclamação de uma rainha consorte que pudesse eventualmente não se identificar com os mesmos.
Tal parece não ter acontecido...mas...será este o mote, o das relações político eclesiásticas e as suas eventuais contradições ante o liberalismo durante o reinado do Rei D. Luís que se falará nesta terceira sessão do "Perspetivas".

 

C o n f e r ê n c i a
Paulo Jorge Fernandes
(Historiador)

C o n c e r t o
Melleo Harmonia
Maestro Joaquim Ribeiro
Participação especial do Coro de Câmara de Lisboa, sob direção de Teresita Gutierrez Marques

 

Missa Grande Marcos Portugal
(1762-1830)

 

MELLEO HARMONIA
Melleo Harmonia constitui o grupo residente da APARM – Academia Portuguesa de Artes Musicais.
Tendo como diretora vocal a conceituada soprano Rute Dutra e diretora de cordas a reconhecida violoncelista Ana Raquel Pinheiro, Melleo Harmonia permite-se abraçar uma paleta de repertório musical muito ampla, porquanto ambas direções são asseguradas por especialistas, quer em música moderna, quer em música antiga.
Trabalhando sempre com o intuito de apresentar concertos com programas profundamente trabalhados, não apenas sob o ponto de vista técnico-musical, de elevada performance, mas também com a maior seriedade histórica e interpretativa, o grupo opera sob a direção artística de dois especialistas: para a dita música antiga (séculos XVI a XVIII) Jenny Silvestre; para o repertório posterior o Maestro Joaquim Ribeiro.
Trata-se, quiçá, de uma perspetiva nova e original, mas que tem produzido os melhores resultados, contando Melleo Harmonia com um percurso musicalmente reconhecido, desde a sua formação, em 2011.

 

Maestro JOAQUIM RIBEIRO 
O Maestro Joaquim Ribeiro iniciou a sua formação musical, em clarinete, com apenas oito anos.
Desde então não mais parou, tendo sido galardoado com o primeiro Prémio Jovens Músicos na categoria de clarinete, em 1988, instrumento com o qual concluiu a sua licenciatura, na Escola Superior de Música de Lisboa., com as mais altas classificações. Hoje em dia detém o Mestrado em Direção de Orquestra pelo Instituto Piaget, tendo estudado em Dijon, no Conservatório de Música J. Ph. Rameau, com o reconhecido Maestro Jean-Sébastien Béreau, período em que o seu empenho e sensibilidade lhe valeu a Médaille de L'argent.
Ao longo dos anos investiu igualmente na formação em direção coral e vocal com especialistas como Edgar Saramago, Lúcia Lemos e Vianey da Cruz.
Atualmente, concilia a sua atividade de Maestro com a de Solista-A da Orquestra Sinfónica Portuguesa e da Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana.
É o diretor artístico do grupo Melleo Harmonia nos repertórios posteriores à primeira metade do Séc. XVIII.

 

 

 

II- O PRIMEIRO REI CONSTITUCIONAL


22 Novembro (domingo) | Centro Cultural de Cascais | 18h30

 

«(...) O seu temperamento [Rei D. Luís] é precisamente o que convém aos soberanos constitucionais: o temperamento dos condescendentes. A sua educação não é a de um filósofo. (...) A educação de sua majestade é a de um gentleman. Fala seis línguas, é bom músico, desenha espirituosamente, joga às armas, monta a cavalo, guia, governa bem um iate, valsa com elegância, cultiva a caça, a navegação, todas as prendas de sport; tem conversação, tem maneiras, tem ar. É afável, compadecido, liberal, generoso».
Costumes e Perfis, Ramalho Ortigão

 

D. Luís, o Rei que nasceu para ser marinheiro, soube bem vestir a roupagem de monarca constitucional, o primeiro que fez pautar o calendário da sua família em função das temporadas legislativas, aquele que soube ser suficientemente político para manter um período de relativa estabilidade, único cenário passível de permitir o desenvolvimento tecnológico e, até, civilizacional, de que Portugal carecia.

 

Foi um Rei não apenas ativo na promulgação de leis absolutamente fundamentais e basilares do nosso ordenamento jurídico, mas também um verdadeiro diplomata, fruto da sua necessidade incessante de viajar e representar Portugal ao mais alto nível nos centros nevrálgicos cosmopolitas europeus.

 

Não foi perfeito, mas foi consciente. Não foi apenas um Rei. Soube ser o Homem que os homens que detinham os caminhos do nosso país queriam que ele fosse.

 

 

C o n f e r ê n c i a
Carlos Carreiras
Marcelo Rebelo de Sousa
(Conferencista)

 

C o n c e r t o
F. Schubert,
Quartettsatz em Dó Menor D703

 

A. Dvořák
Quarteto para Cordas nº 12, op. 96
("Quarteto Americano")

 

 

CAMERATA ATLÂNTICA
A Camerata Atlântica, grupo de formação flexível, é um projeto musical idealizado pela violinista venezuelana Ana Beatriz Manzanilla, sua diretora artística.
A escolha dos seus elementos tem sido feita através duma rigorosa seleção de músicos das melhores orquestras do país que reunem, não só a qualidadeinstrumental e artística, como a entrega a um projeto que exige deles a melhor preparação e disponibilidade.
Tendo assumido como repto a apresentação de repertório musical menos conhecido do público em geral, o seu percurso, apesar de recente, tem-se revelado rico e promissor, constituindo-se já como um grupo de referência no panorama nacional, tendo-se apresentado com grande sucesso nos Dias da Música 2014 do Centro Cultural de Belém, no Festival Internacional de Música de Leiria, no Festival de Música de Ourique, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, por ocasião dos Prémios Jovens Músicos 2014, entre outros.
A par da vertente performativa de elevado nível, a Camerata Atlântica desenvolve, igualmente, um percurso formativo e pedagógico de reconhecida relevância, tendo criado, muito recentemente, o Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa, com o apoio institucional do Teatro Nacional de São Carlos, Escola Superior de Música de Lisboa, Centro Cultural de Belém e Antena 2.
A Camerata Atlântica é parceira permanente da APARM (Academia Portuguesa de Artes Musicais).

 

Ana Beatriz Manzanilla (direcção musical)
A violinista venezuelana Ana Beatriz Manzanilla conta um prestigiado percurso profissional, tendo atuado em recitais e concertos acompanhada pelas orquestras mais importantes do seu país, como a Sinfónica Simón Bolívar e a Orquestra Municipal de Caracas, além da Orquestra Nacional do Panamá, da Orquestra da Juventude de Munique, da Filarmónica Rhodanien de França e, em Portugal, a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra do Norte, Orquestra do Algarve e Sinfonietta de Lisboa. Apresentou-se igualmente em países latino americanos, como a Colômbia, a Costa Rica, Chile e Argentina e, na Europa, na Itália, Espanha, Noruega, Alemanha, Inglaterra, Hungria, Bélgica Polónia e República Checa.
Nascida em Barquisimeto, na Venezuela, foi formada no " El Sistema" da Orquestra Juvenil da Venezuela com o professor José Francisco del Castillo. A partir de 1989 estudou com Rony Rogoff e, em 1995, realizou estudos na European Mozart Academy de Cracóvia (Polónia), onde participou inúmeros festivais europeus. Durante vários anos fez parte, como concertino adjunto, da Orquestra Sinfónica de Lara, Venezuela. Reside em Portugal desde 1996, onde é violinista da Orquestra Gulbenkian. Foi concertino da Orquestra do Norte. Gravou dois CDs com duos para Violino e Viola com Pedro Saglimbeni Muñoz. Com a Orquestra Gulbenkian gravou o Concerto em Sol Maior de Mozart, no ano das comemorações dos 50 anos da Orquestra. Em 2012, obteve o Título de Especialista em Música pelo Instituto Politécnico de Lisboa. Participou no projeto Orquestra Geração como fundadora e coordenadora pedagógica. Desde o verão de 2013 tem sido convidada como tutora do estágio Gulbenkian para orquestra e participou como professora no 4º Curso para Cordas em Steinen, Alemanha. Em 2013 fundou a Camerata Atlântica da qual é diretora artística. É professora de violino na Escola Superior de Música de Lisboa.

 

 

 

I - O REI QUE AMOU CASCAIS


31 Outubro (sábado) | Centro Cultural de Cascais | 18h30

 

A b e r t u r a d o   C i c l o   d e   C o n f e r ê n c i a s
Carlos Carreiras
(Presidente da Câmara Municipal de Cascais)


A p r e s e n t a ç ã o
Salvato Teles de Menezes
(Presidente da Fundação D. Luís)


C o n f e r ê n c i a
Luís Nuno Espinha da Silveira
(Historiador)


C o n c e r t o
Joaquim Ribeiro (Clarinete)
Camerata Atlântica


J. Brahms
Quinteto para Clarinete e Cordas em Si menor, op. 115
A. Dvořák
Duas Valsas para Orquestra de Cordas op.54
H. Baermann
Adagio para Clarinete Solo e Orquestra de Cordas em Ré B Maior

 

 

 

 

Informações:


Entrada Livre para todas as Conferências e Concerto sujeita à capacidade da sala

21 481 56 65 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar | www.fundacaodomluis.pt | Centro Cultural de Cascais, Av. Rei Humberto II de Itália,16 | 2750-800 Cascais - terça a domingo 10h às 18h

 

 

Agenda

<<  Abril 2018  >>
 Se  Te  Qu  Qu  Se  Sá  Do 
        1
  2  3  4  5  6  7  8
  9101112131415
16171819202122
23242526272829
30