185 LANDART

 

 

 

 

 

 

 

755372 LANDART2018 copy

 

 

LANDART CASCAIS 2018 - 8º Edição

 

 

Regressa à Quinta do Pisão a 8ª edição da Landart Cascais, uma exposição de arte pública inserida no belíssimo espaço do Parque Natural de Sintra-Cascais, sempre com o objetivo de transpor os espaços tradicionais de exposição da arte contemporânea e de trazer os artistas e o seu trabalho para junto da paisagem não construída.

Este ano, três artistas desenvolveram projetos originais para os diferentes espaços da Quinta do Pisão. Inês Botelho criou esculturas que se declinam, em metal, a estrutura natural de um maciço de árvores de porte majestoso situadas no lugar do Refilão. Estas esculturas completam-se com a representação mimética de sombras projetadas, nas próprias árvores, segundo um conceito que alia essa disciplina artística à pintura. José de Guimarães, por seu lado, também alia estas duas práticas, materializadas aqui numa série de Vozes Nómadas – personagens multicoloridos que ocupam os campos e as colinas da quinta. Finalmente, Pedro Cabral Santo escolheu homenagear Santa Rita Pintor, através da construção de um foguete que parece pronto a lançar-se no espaço a partir de um dos antigos fornos de cal. A sua peça intitula-se Fly me to the moon, let me play among the stars Santa Rita.

 

IMG 6193 604x755
© Valter Vinagre

 

INÊS BOTELHO

Fuga na Demora dos Elementos
2018 | Ferro e esmalte aquoso | 5x1,40x1m

Nasceu em lisboa em 1977, Estudou em Lisboa e em Nova Iorque: na Faculdade de Belas Artes, no Ar.Co e, no Hunter College.
Expõe desde 1998. Destacam-se os projetos individuais: Havia um Sino no meio da estrada, 2016, na Fundação EDP, Lisboa. As exposições na Galeria Filomena Soares: O espaço diz à matéria como se mover e a matéria diz ao espaço como se curvar, em 2014; Presença Inflectida, 2011; Resistência e Desistência, 2008; Inês Botelho, 2005. Náufrago, no Laboratório de Curadoria, Guimarães 2012; Rotação e Inflexão, em colaboração com o compositor Diogo Alvim, nos Espaços do Desenho em 2010; Lugar Falhado, no Pavilhão Branco, em 2008; El Original Espacio Social, no Matadero Madrid, em 2007; Trade-off/Gravidade e Graça, na Casa d'Os Dias da Água, em 2007; Inês Botelho, na ZDB, em 2005.
Das suas participações nas exposições coletivas, são de referir: Um horizonte de proximidades (Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas, São Miguel); Twist The Real (Plataforma Revólver, Lisboa); Remade (Fundação EDP, Porto); A Natureza ri da Cultura (Museu da Aldeia da Luz), Fronteiras (Óbidos), Linhas Invisíveis (Torres Vedras), Sítio das Artes (Centro de Arte Moderna, Gulbenkian), Metaphysics of Youth – Fuoriuso (Pescara, Itália), Europart (Viena e Salzburgo), Migrations (Fundación Boti, Córdova, Espanha), Sines Local (Centro Cultural Emmerico Nunes, Sines), Dinamia (Pêssego prá semana, Porto), Conflux Festival (Brooklyn, NY), MFA Thesis Show (Hunter College-Times Square Gallery, NY), EDP Novos Artistas (Serralves, Porto), Veneer /Folheado (Catalyst Arts, Belfast), Inês Botelho/Mário Cordeiro (Sala do Veado), 46 Salon de Montrouge (Montrouge), Gotofrisco (ZDB e Southernexposure, São Francisco), Inmemory (ZDB) e T9 (ZDB).
O seu trabalho integra as coleções: Fundação EDP; Portugal Telecom; Arquipélago; Fundação PLMJ; MAK, Viena, Áustria; Fundação Leal Rios; Associação Nacional de Jovens Empresários; ANACOM; António Cachola; Zé dos Bois; Pedro Cabrita Reis.

 

 

IMG 6118 755x604
© Valter Vinagre

 

 

JOSÉ DE GUIMARÃES

Vozes Nómadas
2018 | Contraplacado | Dimensões variáveis

Nasceu em Guimarães, em 1939 e, desde 1995 que reparte a sua vida entre Lisboa e Paris.
Uma estadia em Angola entre a década de 60 e 70 do século XX, tornar-se-ia um vector determinante na definição do seu vocabulário artístico, assim como o contacto com especialistas em etnologia africana que o conduzem à compreensão de uma simbologia existente em muitas peças de arte negra e sugerem-lhe um projecto artístico movido por uma tentativa de osmose entre duas formas de expressão plástica, europeia e africana. Mas se a primeira década de produção artística se baseia em África, nos mais de cinquenta anos de trabalho, encontram-se séries completas dedicadas às culturas chinesa e japonesa, à arte de Rubens, à literatura de Camões ou à concepção particular da morte no México. Nos últimos anos, verifica-se que o seu percurso reflecte uma vocação de formas e figuras tendencialmente cosmopolita.
Assim, a sua expressão plástica tem vindo a acentuar a convivência de todos os factores dominantes num longo percurso artístico e tem priviligiádo a luz de NÉON e a luz de LED, sobretudo em caixas de madeira, que propõem um exterior de austeridade contrastante com a encenação do seu espaço interior, tratado com traços luminosos de NÉON e LED, pintura, colagens e objectos desviados do sentido que lhes é conferido pela sua função tradicional.
Tendo realizado numerosas exposições em vários países, e, para além de exposições antológicas anteriores realizadas em Bruxelas no Palais des Beaux-Arts (1984), no Museu de Arte Moderna (Cidade do México, 1987), na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, e na Fundação Serralves, Porto (1992), na última década, viu serem-lhe dedicadas exposições antológicas ou retrospectivas em Portugal (Cordoaria Nacional, Lisboa, 2001 e Fundação Carmona e Costa, Lisboa, 2012), na Alemanha (Museu Würth, Künzelsau, 2001), em Tóquio (Hillside Fórum, 2002), na Suíça (Art Fórum Würth, Arlesheim e Chur, 2003), no Brasil (Fundação Cultural FIESP, 2005 e Museu Afro Brasil, 2006, São Paulo), Espanha (Fundação Caixanova, 2003, e Museu Würth La Rioja, 2008), Luanda (Centro Cultural Português, 2009), em Itália (Art Fórum Würth, Roma, 2010), em Bruxelas (Espace Européen pour la Sculpture, 2007 e Parlamento Europeu, 2012) e na China (Museu Yan Huang, Pequim, 1994, Today Art Museum, Pequim, 2007, Suzhou Jinji Lake Art Museum, Suzhou, 2012 e Museu de Arte da província de Shaanxi em Xian, 2013). Em 2012, é eleito Presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes. No Centro internacional das Artes José de Guimarães, em Guimarães, participou nas exposições: "Para Além da História" (2012), "Lições da Escuridão" (2013) e "Provas de Contacto" (2014), "Pintura: Suites Monumentais e Algumas Variações" (2015).
Em 2016 inaugura a exposição "Esconjurações na Coleção Millennium bcp e noutras obras de José de Guimarães", na Galeria Millennium, em Lisboa e participa na exposição "Portugal Portugueses - Arte Contemporânea" no Museu Afro-Brasil, em São Paulo.
Em 2017 faz parte da exposição "Portugal em Flagrante I" e "Portugal em Flagrante II", no Centro de Arte Moderna, Fundação Gulbenkian, Lisboa, e integrou a exposição "L'INTERNATIONALE DES VISIONNAIRES", comissariada por Jean-Hubert Martin, em Montolieu, França.
Em 2018 inaugura no Museu do Oriente, em Lisboa, a exposição "Um Museu do Outro Mundo". Na Fundação Gulbenkian participa na exposição "Pós-Pop. Fora do Lugar-Comum. Desvios da Pop em Portugal e Inglaterra, 1965-1975".
O seu trabalho, representado nas mais relevantes colecções institucionais em Portugal e um pouco por todo o mundo, com especial incidência no Japão e Alemanha, propõe cruzamentos com a arte de civilizações não ocidentais - africana, chinesa e meso-americana – uma busca incessante de relações não verbais, a que não é estranho o labor de coleccionador a que se vem dedicando há várias décadas.

 

 

IMG 6294 755x604
© Valter Vinagre

 

PEDRO CABRAL SANTO

Fly me to the moon, let me play among the stars Santa Rita
2018 | Foguetão de inox | 650 x 230 x 180 x 80cm

Pedro Cabral Santo, 1968 estudou Pintura e Escultura nas Faculdades de Belas-Artes de Lisboa e Porto, e é licenciado em Artes Plásticas – Pintura (1995) pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Em paralelo, nos últimos 20 anos, tem vindo a desenvolver as actividades de artista plástico e comissário de exposições, destacando-se os eventos Tilt (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa), O Pedro e o Lobo (Museu do Neo-realismo, Vila Franca de Xira), Ill Communication (com Carlos Roque, Sala do Veado, Lisboa), X-Rated/ Autores em Movimento (Galeria ZDB, Lisboa), O Império Contra-Ataca (co-comissariado, Galeria ZDB/Institulo La Capella (MACBA), Lisboa e Barcelona), Espaço 1999 (co-organizador, Museu de História Natural, Lisboa), Fernando Brito 1983-2010 (Centro Cultural Vila Flor, Guimarães) e Manuel Vieira - CASA (Cordoaria Nacional, Lisboa).
Expôs no Museu do Chiado (2011) a obra Sem Dó, com Ré (homenagem a Sá de Miranda), trabalho incluído nas comemorações dos painéis de São Vicente de Nuno Gonçalves, realizado em parceria com a artista Lula Pena.
Na Galeria VPF - Creme ART apresentou Absolutely, segunda parte da trilogia Unconditionally (2014), Absolutely (2015) e Unforeseen (verão) 2016).
Ainda em 2016 realizou Dragon´s lair, na Ermida de Nossa Senhora de Belém e (E)motions, na Galeria Zarathan. Em 2018, realiza a exposição antológica relativa a trinta anos de trabalho intitulada Endless, no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães.
Como membro do Pogo Teatro participou em diversos espectáculos levados à cena pelo Grupo, através da produção de textos, realização cenográfica e também como performer/ actor.
Foi também fundador dos projectos artísticos Autores em Movimento (Greenhouse/Jetlag/X-Rated) e featuring (Unlovable). No plano musical, foi membro fundador do projecto musical IK-MUX e, actualmente, coordena o PROJECTO FUZIVEL, música experimental de fusão.
Em 2017 publicou o livro Sound Clímax. Lisboa: Stolen Books.
Actualmente é o director do Curso de Artes Visuais e o vice director do Doutoramento em Comunicação, Cultura e Artes, ambos os cursos integrados na Universidade do Algarve.

 

 

1P2A5606 755
© Valter Vinagre 2016
 
 
 

  EDIÇÕES ANTERIORES (em actualização)                                                                                                                                                                                link's directos


 

LANDART2009370x79 LANDART2010370x79  LANDART2011370x79 4ºLANDART370x79

 

 

 

1P2A4333 755
© Valter Vinagre 2016