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ARTE EM MINIATURA

2000x1800 ARTE EM MINIATURA 185

 

 

arte em miniatura

 

POSTAIS ILUSTRADOS

 

 DA ÉPOCA DE OURO

C A S A   D E   S A N T A   M A R I A ,   1 4   D E   O U T U B R O   A   2 7   D E   N O V E M B R O

 

O postal ilustrado não perdeu completamente a aura que o celebrizou embora o seu uso nos nossos dias reflita as restrições impostas pelos meios electrónicos aos antigos suportes postais e daí que seja quase nulo, na atualidade, o seu trânsito como forma de transmissão de recados ou de mensagens breves. Se se tem vindo a perder a sua função postal, não se desvaneceu, em todo o caso, o legado do bilhete ilustrado enquanto difusor cultural e, como bem sabemos, muitos artistas e instituições editam séries de postais cujos conteúdos são as respetivas obras ou coleções.

 

 

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65. H. Christiansen

(Série das Cabeças- Pluma)
Ed. Ph. Leuthner, Darmstadt, 1902 

 

Ora de onde vem essa cumplicidade da obra de arte com o bilhete-postal que lhe confere o prestígio com que alimenta ainda um nicho de admiradores que o solicita para ocasiões especiais, dele se servindo para que, de alguma maneira, faça parte da cadeia icónica que um dia constituirá fonte de representações e memória epocal? A ilustração aparece ligada ao grande desenvolvimento das artes gráficas na Europa nos finais do século XIX, até ao início da I Grande Guerra, a chamada Belle Époque, e que deixou marca no então considerado meio de comunicação da moda, o bilhete-postal. Uma pléiade de artistas de nomeada foi então contratada por editores sensibilizados para tirarem partido das possibilidades de divulgação proporcionadas pelo pequeno suporte relacional, embelezando-o com imagens que correspondessem às diversas correntes artísticas em voga. É desta atividade, designada por cartofilia (o colecionismo de bilhetes ilustrados) que, na Casa de Santa Maria, a Fundação D. Luís I promove uma interessante exposição, com adequado acompanhamento histórico e técnico, intitulada "Arte em Miniatura". Nela serão apresentados exemplares de gravuras de origem predominantemente alemã, austríaca, francesa e italiana, com indicação, sempre que possível, dos nomes dos ilustradores.

 

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66. K. Moser

(Serie V/1)
Ed. Philipp & Kramer, Wien, 1898 

 

Como é referido no ALBUM que serve de apoio à exposição, as gravuras da fabulosa coleção reunida por Leonard Daeur e legada ao Museum of Fine Arts, de Boston, constitui um mostruário que corresponde ao que de melhor se produziu neste domínio, com especial incidência em termos de Art Deco, seguindo-se um período de declínio do postal ilustrado de "arte" face à necessidade de utilizações de emergência do mesmo relacionadas com o momento histórico.

 

 

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76. E. Grasset

(Collection des Cent, 16)
Ed. E. G., Paris, 1901

 

É um dado a levar em conta nesta exposição a evolução do bilhete-postal decorrente das variáveis de tempo e de lugar que iam determinando as suas metamorfoses. Durante a última Grande Guerra surgiram ilustrações de caráter romântico ou alusivas a um subtil erotismo, correspondendo deste modo às solicitações de um "mercado" dinamizado pelos soldados que se batiam nas várias frentes de batalha. A epístola minimalista conheceu, durante o período de beligerância generalizada, um enorme consumo. No pós-guerra o postal ilustrado viria a ser "recuperado" pela indústria turística, mas agora na reprodução fotográfica de paisagens e monumentos.

A aposta na diversificação da oferta cultural que tem sido preocupação constante nas programações elaboradas pela Fundação D. Luís I tem nesta exposição de cartofilia mais uma concludente prova do cumprimento desse pressuposto, sendo meu desejo que a população de Cascais aflua ao emblemático edifício da Casa de Santa Maria para fruir expressões únicas de uma forma de comunicar tão popular pela sua funcionalidade e tão atraente pelos vestígios de arte pura preservados por colecionadores dedicados e que graças ao seu labor podemos hoje apreciar numa mostra de ilustrações cuidadosamente selecionadas.

 

Carlos Carreiras
Presidente da Câmara Municipal de Cascais

 


 

 

 

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