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JESSICA LANGE

Exposição UNSEEN

1 de Junho a 19 de Agosto de 2012

 

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Fotografias representativas das suas mais recentes incursões numa disciplina que começou a dominar quando frequentava a Universidade de Minnesota. A fotógrafa e actriz galardoada com um Globo de Ouro (2012) pela sua actuação na série American Horror Story esteve presente na inauguração da exposição, antes da qual houve uma conferência de imprensa, no Hotel Villa Italia. 

 

 

Exposição Fotográfica de Jessica Lange - Fundação Dom Luís I from IS - Imagens do Século on Vimeo.

 

 

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A exposição fica patente até 19 de Agosto no Centro Cultural de Cascais.

 

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 Unseen, de Jessica Lange

Jessica Lange não necessita de apresentações. As suas interpretações em King Kong (1976), O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes (1981) ou Frances (1982) granjearam-lhe merecida fama internacional, além de prémios prestigiados que coroaram o seu talento e a sua capacidade de representar. A fama que possui nos quatro cantos do mundo é merecida e justificada. O que poucos conhecem, no entanto, é que Lange é também fotógrafa, e que o seu trabalho nesta área artística não desmerece da reputação que mantém no meio cinematográfico.

Em Cascais, no Centro Cultural, por iniciativa da Fundação D. Luís I, está até finais de Agosto a exposição Unseen, composta por séries distintas de imagens a preto e branco, obtidas analogicamente, resultado de viagens a diversos locais, com especial destaque para o México. A exposição, comissariada por Anne Morin, é atravessada por um indisfarçável sentimento de solidão. Lange, na senda da tradição fotográfica norte-americana, interessa-se pelas gradações que a realidade imprime sobre as imagens fotografadas. Crianças, mulheres, velhos e mais raramente homens partilham de uma mesma desolação que é acentuada pela fuga ao pitoresco, ao cliché turístico, à facilidade da expressão. Há, em todas estas imagens, uma condenação implícita que é obra do tempo, do desgaste, da ruína. Lembramo-nos de Cartier Bresson, é certo, mas também, e muito, de Dennis Hopper, ele que também dividiu a sua vida entre o cinema e a fotografia.

Assim, Jessica Lange não é a única actriz contemporânea a interessar-se pelo olhar através da objectiva da máquina fotográfica. No fundo existe, subjacente a estas imagens, um jogo de papéis: a actriz, cuja imagem é observada por todos, toma outro lugar e torna-se ela própria observadora de tudo. Esta troca não é instintiva. Jessica Lange estudava arte na Universidade de Minnesota quando conheceu aquele que seria o seu primeiro marido, o fotógrafo Francisco 'Paco' Grande, que a convenceu a mudar-se para Espanha e Amesterdão, tendo depois vivido em Paris. Em 69 regressa aos Estados Unidos, instalando-se em Nova Iorque, e a partir daí inicia a carreira cinematográfica com o sucesso que lhe conhecemos. Mais tarde, já numa relação com o realizador Sam Shepard, este ofereceu-lhe uma Leica, e a partir daí nunca mais parou de fotografar. Já publicou, inclusive, dois livros de fotografia.

Unseen, como o nome indica, fala-nos do que não é visto, ou do que é apenas entrevisto, como a imagem dos espectadores de circo captados pela abertura da cortina de cena. Mas será que é mesmo assim? Porque o título também nos indica um rosto, o próprio rosto de Jessica Lange que nunca surge nestas imagens, embora sejam os seus olhos que estão por detrás da câmara e o seu espírito que determina o momento do disparo. Nem num espelho, nem num reflexo: esse rosto, visto por milhares, conhecido de todos, mantém-se invisível, secreto, e escondido pelas mil gradações que vão do cinza ao branco em cada uma destas imagens.

Luísa Soares de Oliveira

 

Unseen, by Jessica Lange

Jessica Lange does not need any introduction. Her roles in King Kong (1976), The Postman Always Rings Twice (1981) or Frances (1982) earned her well-deserved international repute apart from the prestigious prizes that crowned her talent and her acting ability. Her fame that has spread to the four corners of the earth is merited and justifiable. However, what few people know is that Lange is also a photographer and her reputation in this artistic line of work is no less deserving than it is in the world of cinema.

Upon the initiative of the D. Luís I Foundation, her exhibition Unseen is on display at the Cultural Centre in Cascais until the end of August. It is composed of a distinct series of black and white photographs taken on her analogical camera and documents her travels to various localities, although there is a particular stress on Mexico. The exhibition, curated by Anne Morin, is shot through with an undisguised feeling of solitude. In following the traditional path of American photography, Lange is interested in the degrees to which reality is imprinted on the photographic images. Children, women, old folk and to a lesser extent, men, share the same desolation emphasised by the escape into the picturesque, the tourist cliché, the ease of expression. In all of her photographs, there is an implicit condemnation of time's work, weathering, ruin. To be sure, we recall Cartier Bresson, but also and to a greater extent, Dennis Hopper who also divided his time between the cinema and photography.

Hence, Jessica Lange is not the only contemporary actress who has been interested in looking through the camera's lens. At the bottom, underpinning these pictures, there is an interplay in roles: the actress whose image everyone observes, changes places so that she herself becomes the observer of everything around her. This exchange is not instinctive. Jessica Lange was studying art at Minnesota University when she met the photographer Francisco 'Paco' Grande who was to become her first husband. He convinced her to move to Spain and Amsterdam, and then to a life in Paris. In 1969 she returned to the USA and settled in New York, and thus began her film career bringing her the success we all know. Later, when she was living with the film director Sam Shepherd, he gave her a Leica and from then on, she never stopped taking photographs. She has already published two books of photographs.

As the name indicates, Unseen speaks to us of what is not seen or what is only glimpsed at, like the picture of spectators at a circus captured through an opening in the stage curtains. But is this really the case? Because the title also indicates a face, the face of Jessica Lange herself. She never appears in any of the photographs although her eyes are behind the camera and her state of mind decides when she presses the button. Not even seen in a mirror nor even in a reflection: this face, seen by thousands and known to all, is invisible, secret, hidden by the thousand gradations that move from grey to white in each of these photographs.

Luísa Soares de Oliveira

 

Imagens da Exposição no Centro Cultural de Cascais.


 

 

 

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I find photography a most mysterious process – capturing that moment in time and space, elusive and fleeting, and crystallizing it. You have made a photograph. It is its own thing now.

Jessica Lange

 

UNSEEN, de Jessica Lange

- Que imagens são estas? - pergunto

- Oh, coisas que vejo.

Se Kandinsky afirmou que o ponto é a forma mais concisa do tempo e a linha a sua continuidade, então estas imagens [...] dependem exclusivamente do 'momento decisivo', do seu 'momento decisivo', sem concessões, sem pesares. A poesia é uma coisa que não pode ser caçada, é preciso deixar que venha, caso contrário ausenta-se, joga à cabra cega e diverte-se à nossa custa mudando de direcção. É, portanto, esta fracção, esta inflexão cega enquanto se espera, que está imersa na imagem.

As imagens de Jessica Lange [...] centram-se no movimento da vida, como nas palavras de Stieglitz, inelutável: 'A arte é aquilo que dá conta da vida, e a vida, ou o seu significado, está em todo lado.' Durante as suas viagens, Jessica Lange descobriu a vida, aqui, ali e em todo o lado, na sua simplicidade, e o quotidiano, na sua cegueira.

Anne Morin

(curadora)

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Uma caixa preta está despretenciosamente pousada numa mesa. De uma sala afastada chega o ténue rumor de risos em familia. A caixa contém cerca de cinquenta fotografias recolhidas ao longo de uma década de trabalho e duras viagens. Quando levanto a tampa sou surpreendida pela imagem de uma rapariga com um vestido de comunhão branco, rodopiando na noite. A cara dela está obscurecida, rodeada pela escuridão, mas as pregas do vestido e o debrum dos soquetes parecem gerar uma luz própria.

Patti Smith

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Recortes de imprensa da exposição UNSEEN no Centro Cultural de Cascais - Fundação D. Luís I


 

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