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Revelando, desde as primeiras manifestações, contactos e referências quanto às suas congéneres, logo europeias e americanas, a banda desenhada em Portugal cedo exprimiu, pela criatividade artística ou no apreço dos leitores, uma motivação original sobre os temas explorados e as distintas facetas de concretização.

Entre a afirmação dos pioneiros e a evolução das vanguardas, as nossas histórias em quadradinhos consumar-se-iam por singulares talento e longevidade. Para além de escolas, de movimentos, ou de eventuais alcances jornalísticos e editoriais. Por outro lado, o recurso tecnológico tornou-se mais que um suporte relevante.

Pelas vertentes lúdica e didáctica, sob os auspícios culturais ou de entretenimento, fluindo o privilégio do imaginário quanto ao primado narrativo, em sagração realista, poética ou fantástica, da evocação tradicional à perspectiva actual ou futurista, sobressaem o engenho e a sensibilidade, o fascínio, a espontaneidade e o apuro.

Detalhando o esboço pelo domínio da maturidade, conferindo interesse juvenil ao entrecho para adultos, envolvendo alternativas em prol da simplicidade, suscitando a ponderação no desfecho da aventura, exercendo verosimilhança pelo contexto simbólico, expandindo uma cadência subtil entre contrastes e subentendidos...

Em testemunho e representatividade, Quadradinhos Portugueses propõe um percurso esparso mas sintomático por tais Olhares & Estilos, para o qual se convocaram autores de várias épocas e tendências. A todos, foi solicitada uma escolha prévia e pessoal a partir dos materiais disponíveis, e que considerassem significativos.

Atendendo às diversas fases de concepção e processamento, bem como ao modo próprio de elaboração por cada artista, expõem-se diferentes tipos de imagens ou pranchas – delineadas, finalizadas, digitalizadas ou impressas, em preto e branco ou a cores. Eis a dinâmica peculiar e complexa que caracteriza os quadradinhos.

Tributo e memória, convite ao sonho, ensaio ou reinvenção, revitalização convencional, projecto insólito, matriz das consciências, viagem alegórica, fulcro de identidades, sagração colectiva, portal da evasão – em realce modelar por indícios e palavras, alusões e silêncios, sugerindo ou ilustrando, em rotura ou reincidência...

Ao salientar uma visão autónoma em banda desenhada, pelas virtualidades gráficas e estéticas, sobre quaisquer géneros ou abordagens, reflectem-se ainda os aspectos múltiplos de partilha e contiguidade. Assim ressalta, também, de uma ampla experiência entre nós – e que, agora, temos patente nos seus traços e estímulos essenciais.

José de Matos-Cruz

 

 

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B A P T I S T A   M E N D E S


Carlos Fernando da Silva Baptista Mendes nasceu em Luanda, a 4 de Março de 1937, vindo para Lisboa aos onze anos de idade. Já no Liceu Gil Vicente ilustrava jornais de parede, concebidos pelo colega e amigo Jorge Magalhães, tendo cedo começado a sua actividade na publicidade, no desenho comercial e em anedotas na Flama. Estreou-se nas histórias aos quadradinhos na 2ª série do Camarada (assinando Carlos Fernando, ou Carlos Fernando da Silva), em 1959, publicando depois em Cavaleiro Andante, O Falcão, O Pardal (1961), Pim-Pam-Pum!, Encontro Infantil, Revista da Armada e, mais tarde, no Mundo de Aventuras (5ª série). De 1960 a 1983, publicou regularmente biografias de figuras históricas portuguesas no Jornal do Exército, nomeadamente uma versão de A Vida de Luiz Vaz de Camões, entre 1980 e 1982. Participou nos dois álbuns colectivos Grandes Portugueses, editados pelo Camarada no início dos anos 60. Em nome próprio teve dois álbuns publicados, Por Mares Nunca Dantes Navegados..., reedição de antigos trabalhos na Antologia da BD Portuguesa, da Editorial Futura, em 1983, e Infante D. Henrique, na Asa, em 1989, com argumento de Margarida Brandão. Realizou uma pequena publicidade em BD publicada na revista Pato Donald, da Editora Abril. Foi um dos participantes na história colectiva Maria Jornalista, com duas pranchas por autor, no Notícias Magazine do Diário de Notícias e Jornal de Notícias de 9 de Janeiro a 13 de Março de 1994. Paralelamente, trabalhou como funcionário das Celuloses do Guadiana – Portucel desde 1975 – na área de decoração de embalagens, e em publicidade (logotipos, rótulos, folhetos, etc.). Tem dois álbuns à espera de serem editados, A Vida de Camões e Guimarães (ambos a cores).

 

 

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D A N I E L   M A I A


Nasceu em Lisboa (1978). Autor de banda desenhada e ilustrador, e também ocasionalmente editor independente, através do seu selo autoral Arga Warga. É representado na indústria de comics norte-americana pela agência internacional Chiaroscuro Studios.

Autodidacta desde a infância, mais tarde estudou narrativa sequencial na CAM-CITEN/Fundação Calouste Gulbenkian (1995), iniciação ao desenho na Sociedade Nacional de Belas-Artes (1997) e design no IADE (1998). Ao longo dos anos, obteve várias distinções no sector, com destaque para os prémios de Artista Revelação Escolhido pela Crítica Especializada (BDmania/NGT, 1995); Melhor Desenho Nacional (IV Troféu Central Comics, 2006); Melhor Fanzine (VIII Troféu Central Comics, 2010); e na busca de talentos mundial ChesterQuest (Marvel Comics, 2008), onde foi o único autor português entre os doze vencedores, seleccionados por editor da Marvel.
Editorialmente, estreou-se num suplemento de banda desenhada do jornal escolar do concelho do Montijo, O Ardina (1993), e co-fundou o Fantasia Estúdio (1995), o primeiro grupo português de desenhadores de comics, participando depois em fanzines e revistas nacionais, das quais se salientam MaxMen (2003-2004) e Kulto (2005). Adquiriu ampla experiência em artes gráficas enquanto freelancer de ilustração publicitária e artista de storyboards, ao serviço de agências multinacionais como Shaatchi & Shaatchi, Euro RSCG, McCann-Erikson, BBDO, Still, entre outras, frequentemente voltando à arte sequencial em títulos antológicos, como BDjornal, BDLP, JuveBêDê, Mesinha de Cabeceira, Sketchbook, Variance Press, Venham +5, entre muitos outros.
Ainda durante a primeira década do novo milénio, contribuiu com artigos de opinião, investigações e análises estatísticas, críticas literárias e entrevistas dirigidas à comunidade de banda desenhada, em particular nos portais Bedeteca de Lisboa e Central Comics, e pontualmente no BDjornal, JuveBêDê e revistas da Devir Portugal. Paralelamente, desde 1995, também participa e promove colectivas, workshops e iniciativas editoriais, e ainda, em várias ocasiões, integrou o júri de concursos neste sector, por convite das câmaras municipais da Amadora, Montijo e Pinhal Novo.
Em 2014, integrando o cartaz de autores convidados na primeira Comic Con Portugal, participou na primeira palestra e sessão de autógrafos desta, onde esteve presente no Beco dos Artistas.
A nível internacional, foi dos primeiros desenhadores portugueses a obter destaque editorial no mercado norte-americano, na revista-catálogo Previews (2001), e estreou-se profissionalmente em projectos desenvolvidos para Platinum Studios (2004) e The Pack (2006). Após um hiato, desenhou a revista X (Dark Horse Comics, 2014).
Em Portugal, após constar entre os ilustradores da saga O Infante Portugal (Apenas Livros, 2010-2012), por José de Matos-Cruz, continua a colaborar com este na revista de banda desenhada O Infante Portugal em Universos Reunidos (Arga Warga/Kafre) e na série Aurora Boreal e O Princípio Infinito (para Apenas Livros).

DANIELMAIA-ART.blogspot.com | Chiaroscuro-Studios.com/artists/DANIEL-MAIA

 

 

 

FERNANDO VILHENA DE MENDONÇA 600x521

F E R N A N D O   V I L H E N A   D E   M E N D O N Ç A


Lisboa, 13 de Agosto de 1959.

Médico Otorrinolaringologista.
Ilustrador científico, cartoonista, caricaturista.
Conferencista convidado para o 1ª, 2º e 3º Mestrado de Ilustração Científica (ISEC) 2010, 2011, 2012, em Lisboa.
Ilustrador participante na expedição Amazónia 2010 do Grupo do Risco.
Director Geral do Círculo Médico (www.circulomedico.pt), empresa premiada de comunicação em Saúde - Ilustração e animação médica, criatividade, livros e publicações periódicas, consultoria científica, design gráfico, e-learning.
Formador em Comunicação em Ciência.
Autor, co-autor e editor de cerca de 50 obras científicas: livros e publicações, atlas de imagem médica, sites de formação científica, apresentações multimedia, cursos de formação em diversas áreas da medicina e da cultura médica, videos formativos.
Exposição individual:
2013 - Ilustração Médica, Universidade Nova de Lisboa, IMED
Exposições coletivas:
2010 - Expedição Amazónia – Grupo do Risco, Pavilhão do Conhecimento, Lisboa
2012 - O Infante Portugal – Centro Cultural de Cascais
2016 - Pequenos Formatos – Galeria Monumental, Lisboa
Os meus cadernos escolares foram os meus primeiros diários gráficos. Percebi que os meus desenhos ganhavam vida própria quando o professor de moral me expulsou da aula por o ter caricaturado.
Desenho por prazer meu e dos que se divertem com os meus bonecos.
A ilustração científica veio depois.
Convivem ambos os estilos em grande camaradagem.

 

 

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J O Ã O   A M A R A L


João Amaral nasce em Novembro de 1966. Estreia-se em 1994, com Rui Carlos Cunha, pelas Edições Asa, numa adaptação para banda desenhada de A Voz dos Deuses, de João Aguiar. Colabora nas Selecções BD – 2ª Série, entre 1999 e 2000, com O Que Há de Novo no Império? e O Fim da Linha, um remake de O Comboio Apitou Três Vezes, de Fred Zinneman, passado numa aldeia portuguesa durante a viragem do milénio. Ganha uma menção no Festival da Sobreda, em 2002, na categoria de Novos Valores, com uma das duas histórias que realizou sob o título Game Over. Em 2003, é um dos autores que participam no álbum Vasco Granja – Uma Vida, Mil Imagens, com Missão Quase Impossível, elaborada com o argumentista Jorge Magalhães. A mesma dupla fará Ok Corral, uma história de quatro páginas (assinando com os pseudónimos de Jhion e Zhion). Nos anos seguintes, publica História de Manteigas, Bernardo Santareno – Fragmentos de uma Vida Breve e História de Fornos de Algodres, pela Âncora Editora. Durante dois anos, colabora no jornal Cruz Alta, com Isabel Afonso, em O Gui, a Nô... E Os Outros, sob o pseudónimo de Joca. Em 2012, novamente pelas edições Asa, assinando como Jhion, lança com o jovem argumentista Miguel Peres, o álbum Cinzas da Revolta, passado em Angola, nos primeiros anos da guerra colonial. Já em 2014, surge pela Porto Editora, a adaptação para banda desenhada do romance homónimo de José Saramago, A Viagem do Elefante. Aí, é autor único, num processo que durou cerca de dois anos e meio. Ao longo dos anos, colaborou também em acções publicitárias, com A Rua Sésamo, fez postais de felicitações e ilustrações para livros, desde romances a manuais escolares. No seu blogue, entre inéditos que mostra, assina desde 2010, como Joca, a tira Fred & Companhia. Por fim, em 2013 ganhou no Festival Internacional de Banda Desenhada de Viseu, o troféu Animarte pelo conjunto da sua obra.

Blogue: http://joaocamaral.blogspot.pt

 

 

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J O Ã O   M A S C A R E N H A S


Aquele que não tem memória arranja uma de papel. - Gabriel García Márquez

 

(Nascido em 1960)
Muito tema poderá haver para ser contado através das linhas de um qualquer romance ou argumento cinematográfico. Contudo, no meu trabalho em Banda Desenhada sempre gostei de tratar da memória, ou melhor, da sua preservação. Memórias de infância, da escola, da universidade, das preocupações, das vivências havidas ao longo de meio século de vivência enquanto ser. Enquanto ser humano. E colocadas ao longo das vinhetas das dezenas de páginas que vão saindo da ponta de um lápis que tem no seu perfume as memórias da minha infância, na sua cor as vivências de outro ser, humano.
Em todo o meu trabalho de Banda Desenhada, a memória é o que o percorre transversalmente, quer seja através das histórias d'O Menino Triste (2005-2008-2011), quer das mais recentes Butterfly Chronicles (2013).
Nas histórias do infante melancólico é a memória mais convencional, podemos dizer, que é abordada, através de toda uma panóplia de vivências e imagens que me são muito queridas, como por exemplo o nascimento do meu filho que foi a inspiração para a história O Sorriso. E aqui também fazendo uma união com a Arte, através do enigmático sorriso da Gioconda. Essa mesma Arte que é abordada em A Essência. Ou então através de um concerto dos Sex Pistols, na Londres de 1976, como é desenhado em Punk Redux. É que é minha intenção jogar com o conhecimento cognitivo de cada leitor, e assim, abrir-lhe a oportunidade de descobrir e usufruir de alguns códigos que ele irá desvendando e identificando ao longo de cada vinheta das páginas de cada história.
Por outro lado, em Butterfly Chronicles, a abordagem da memória é realizada de um outro quadrante. Especulo um pouco sobre a memória de uma espécie que estará ligada a informações que foram sendo registadas no seu ADN ao longo de gerações. Mais, a memória de um indivíduo que poderá ser então potencialmente, e perigosamente, acedida também através da sua informação genética. Especulação? Talvez...
E como não tenho grande memória, tenho preferido ir desenhando cada uma das que me ocorrem, enquanto ainda estão presentes, em folhas de papel. Uma memória de papel. Papel que tem sido da responsabilidade de um outro grande cúmplice nestas andanças. De seu nome Albatroz, Qual Albatroz! Melhor, através dos seus dois criativos manda-chuvas: Marc e José. Para que conste de uma memória futura. Também aqui.
De forma que ao longo dos anos o meu trabalho de paixão na Banda Desenhada tem sido reconhecido, publicado, e até premiado, um pouco por vários quadrantes geográficos. Aliás, tenho desenvolvido ao longo dos últimos anos uma colaboração intensa com o mundo lusófono, sobretudo Angola, na divulgação e promoção da Banda Desenhada de língua portuguesa. Criei juntamente com os irmãos Olímpio e Lindomar de Sousa, responsáveis pelo Festival Luanda Cartoon, uma antologia que vai já no seu sexto número: o BDLP (Banda Desenhada de Língua Portuguesa). Projecto este que já foi premiado em terras de Vera Cruz e nomeado para Prémio no Festival de Angoulême, em França.
Posso assim dizer que tenho contribuído para a preservação de uma memória mais ou menos colectiva, mais ou menos especulativa. E sempre em papel!

João Mascarenhas, 2017

 

 

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J O S É   G A R C Ê S


José dos Santos Garcês nasceu a 23 de Julho de 1928. O seu itinerário como desenhador começa quando ainda era muito novo, ao criar, em finais de 1944, O Melro, algo que hoje descreveríamos como um fanzine. Seria uma publicação de exemplar único, destinado a ser alugado entre os colegas. Deu os primeiros passos nas artes gráficas ao trabalhar para a revista O Pluto, editada por Roussado Pinto, onde se ocupou de retoques e adaptações de algumas histórias estrangeiras. Em Outubro de 1946 encontra-se já a colaborar na revista O Mosquito que a partir do nº 762 (12/10/46) publica a sua história Inferno Verde. A partir daqui a sua carreira é veloz em acontecimentos e nos trabalhos que lhe são pedidos.

É impossível enumerar neste espaço tudo o que José Garcês criou, pelo que vamos apenas mencionar alguns exemplos notando, no entanto, que todos merecem atenção e foram de uma maneira geral importantes para a banda desenhada portuguesa. Criou quatro histórias para a 1ª série de O Mosquito, publicadas a partir de 1946. Publicou uma aventura em O Papagaio, seguindo-se mais três no Camarada de 1948/1950. Criou diversas obras para a revista Lusitas, entre 1950 e 1956 e na Fagulha que lhe sucedeu, onde colaborou até 1974 publicando várias dezenas de obras. Algumas dessas histórias são obras de fôlego e de grande aceitação por parte dos leitores, destacando-se, entre as publicadas no Cavaleiro Andante, o Viriato e O Falcão. Zorro recebe dois trabalhos seus em 1964, e em 1968 colabora para o Pisca-Pisca. No campo dos suplementos de jornais e revistas salienta-se as suas histórias para a Joaninha, suplemento da revista feminina Modas e Bordados e também para a própria revista.
Mas se as revistas de banda desenhada com histórias de continuação se iam extinguindo, os álbuns com histórias completas tinham um mercado em crescimento e foi a altura de o artista se debruçar sobre ele, executando uma série de obras desde 1987 até hoje. Uma faceta sua um pouco desconhecido do grande público, foi o de criar uma série de Separatas e Construções de Armar de excecionais qualidades artísticas, que seriam vendidas à parte ou como oferta nas revistas de Banda Desenhada.
Depois que se inicia na Banda Desenhada e ao mesmo tempo que trabalhava no Serviço Nacional de Meteorologia, José Garcês emprestava a sua arte a muitas outras iniciativas, incluindo a ilustração de livros escolares e infantis, as vinhetas para os concursos do jornal O Século, os cromos de que é particularmente notável a História de Portugal publicada pelo Instituto da Cultura e Língua Portuguesa, a monografia sobre uniformes militares portugueses ilustrada para o Ministério da Defesa, os postais sobre o mesmo tema criados para os CTT, as carteiras de fósforos... A parte didática e o ensinamento da banda desenhada também não foram esquecidos.
(Clube Português de Banda Desenhada)

 

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J O S É   R U Y


Nasceu na Amadora em 9 de Maio de 1930.

Cursou na Escola António Arroio, habilitação a Belas Artes e também Artes Gráficas. Publicou os seus primeiros trabalhos em 1944 no jornal infantil O Papagaio com catorze anos, e desde aí, praticamente em todas as publicações do género editadas em Portugal.
Tem as suas ilustrações publicadas em 81 livros, 50 dos quais em banda desenhada. Destacam-se Peregrinação de Fernão Mendes Pinto (escolhido em 1983 pela I.B.B.Y. / International Board on Books for Young People para figurar na Exposição Internacional de Bratislava); Os Lusíadas de Luís de Camões, onde utilizou o texto autêntico do poema, que tem tido várias edições totalizando mais de 80 mil exemplares vendidos até este momento; cinco Autos de Gil Vicente; O Bobo de Alexandre Herculano.
Com textos de sua autoria: A História da Cruz Vermelha Internacional editada por Genebra em 11 línguas; As Aventuras de Porto Bomvento, uma colecção de oito volumes totalmente reeditada recentemente em dois tomos; A Ilha do Futuro (o estado dos oceanos daqui a cem anos); Operação Óscar, Outra Maneira de Contar o 25 de Abril; Almeida Garrett e a Cidade Invicta; Pêro da Covilhã e a Misteriosa Viagem; Aristides de Sousa Mendes, Herói do Holocausto; Humberto Delgado, o General Sem Medo; Peter Café Sport e o Vulcão do Faial; Leonardo Coimbra e os Livros Infinitos; João de Deus e a Magia das Letras; Histórias de Valdevez e Carolina Beatriz Ângelo, Pioneira na Cirurgia e no Voto.
Em preparação: A Ilha do Corvo que Venceu os Piratas, uma História de Coimbra e uma História dos Templários.
As suas obras têm edições em português, mirandês, castelhano, francês, italiano, inglês, alemão, russo, romeno, chinês cantonense, hebraico e árabe.
Solicitado por professores, realiza colóquios em escolas e bibliotecas de Norte a Sul do País, incluindo os Açores, totalizando mais de 500 visitas desde os anos 1980.
Com a preocupação de se documentar e conhecer melhor todos os ambientes, tem viajado por quase todo o Mundo. Tem realizado exposições do seu trabalho além de Portugal, na antiga Checoslováquia, França, Suíça, Alemanha, Espanha, Itália, República Popular da China, Brasil e Japão.
Foram-lhe atribuídos 32 troféus de homenagem, por escolas, bibliotecas, museus e outros organismos e também em Festivais de Banda Desenhada. Em 1990 foi-lhe entregue o primeiro grande prémio do Festival Internacional de BD da Amadora, criado nesse ano, e a Medalha de Ouro, Mérito e Dedicação da mesma cidade.
O conselho directivo de uma escola na Amadora escolheu o seu nome para esse estabelecimento de ensino, e o patrono ofereceu e executou pinturas murais, em óleo/acrílico, na biblioteca e no refeitório, alusivas às suas obras didácticas publicadas, numa área de 50 metros quadrados.
Foi também atribuído o seu nome a uma avenida na sua Cidade natal, Amadora.

 

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L U Í S   D I F E R R


 

Nome Completo: Luís Filipe Torres Dias Ferreira
Nacionalidade: Português
Data e Local de Nascimento: Lobito (Angola), 26 de Maio de 1956

Licenciatura em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1983.
Profissionalização em serviço no Ensino de Educação Visual e Geometria Descritiva (Básico e Secundário), nos anos letivos de 1997/98 e 1998/99, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.

BANDA DESENHADA (publicações mais relevantes):
Diversas colaborações em jornais, fanzines, revistas e álbuns, desde a 1ª publicação, com 15 anos: 1971/72 - O Urso, 24 bandas no suplemento dominical de O Século;
Novembro/1991 (Salão de BD da Amadora) - Álbum O Homem de Neandertal (54 pranchas a cores), Edições ASA, 1º volume de As Aventuras de Herb Krox;
Março/1997 - Álbum O Lago Iluminado - 1ª Parte, primeiro volume das Aventuras de Dakar, o Minossauro, com argumento meu e desenhos de José Abrantes (46 pranchas a cores), Edições Baleiazul;
Março/1998 - Álbum O Lago Iluminado - 2ª Parte, das Aventuras de Dakar, o Minossauro" (54 pranchas a cores), Edições Baleiazul;
Dezembro/1998 - Álbum Os Deuses de Altair - I (52 pranchas a cores), Edições Baleiazul, coleção Alboom, 2º volume de As Aventuras de Herb Krox;
Maio/2003 - Corina Alpina Bonina no álbum coletivo Vasco Granja, Uma Vida... 1000 Imagens (8 pranchas a preto e branco), Edições ASA;
Outubro/2013 - Blueberry em Por um Monte de Ferro-Velho" (uma prancha a cores), homenagem ao herói de Charlier e Giraud no fanzine Efeméride dedicado aos Heróis de BD no Século XXI".

BANDA DESENHADA (em realização):
Kallilea L'Amazone, projeto em curso na editora belga Sandawe.com, no sistema de crowdfunding. O álbum deverá ser publicado no último semestre de 2017.

ILUSTRAÇÃO:
Diversos trabalhos, o mais relevante dos quais é:
Abril/2010 - Álbum Les Voyages de Loïs – Le Portugal, Éditions Casterman (França/Bélgica, 56 páginas a cores); edição portuguesa, de Junho/2010, pela ASA.

ARQUITETURA:
De 1986 a 1988 - Arquiteto projetista num atelier de Arquitetura (Da Cunha Paredes Lda.).

ATIVIDADE DOCENTE:
Desde Setembro de 1993 - professor de Educação Visual e de Geometria Descritiva no Colégio Valsassina (Lisboa); coordenador dessas disciplinas a partir de 1999.

Luís Dias Ferreira
Lisboa, 4 de Maio de 2017

 

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P E D R O   M A S S A N O


Nasceu 15 de Agosto de 1948.

1972 - Começa a publicar, com carácter não profissional, no suplemento Quadradinhos do jornal A Capital, e no suplemento humorístico do Diário de Lisboa, A Mosca, sob a direcção de Luís de Sttau Monteiro.
1973 - Ingressa na revista Musicalíssimo, onde publica caricatura e banda desenhada. Publica ilustrações e caricatura na revista Volante (1.ª série).
1974 - É convidado a colaborar com o jornal República, na ilustração de temas do internacional e caricatura política.
1975 - É convidado a trabalhar para o jornal A Luta, onde cumpre toda a vida do jornal, fazendo uma caricatura diária, ilustração e, na derradeira fase da publicação, uma tira diária de humor, O Abutre.
1976 - Publica pela Europress, a intervalos regulares, sete álbuns em formato italiano de humor, de O Abutre.
1977 - Colabora com o semanário infantil Fungágá, de Júlio Isidro, com ilustração e banda desenhada.
1987 - Publica, no magazine dominical do Diário de Notícias, a história em banda desenhada Mataram-no Duas Vezes: 64 páginas baseadas na personagem histórica de João Brandão, que produzira entretanto, com Luis Avelar como argumentista.
1987 - A Europress edita Mataram-no Duas Vezes.
1987 - É editado o álbum Missão H...Órrível, uma aventura da Minhoca Tropicalda.
1996 - A PIM edita o primeiro título de banda desenhada Os Passarinhos, humor, em formato italiano, de sua autoria.
1997 - Edita, com o apoio do Montepio Geral, o primeiro volume de A Conquista de Lisboa, em 1147 segundo a carta de Osberno, lançado na Câmara Municipal de Lisboa.
1999 - É convidado a criar, para o jornal Povo do Algarve, uma personagem de humor que caracterize o povo algarvio. Nasce a personagem Tialgarf.
2001 - É publicado, em França, o primeiro tomo do Le Deuil Impossible – Le Chevalier du Christ.
2002 - Edita, pela editora BookTree, em Dezembro, o segundo tomo de A Conquista de Lisboa – Por Vontade de Deus.
2004 - É publicado, em França, o segundo tomo do Le Deuil Impossible – Le Démon de L'Escurial.
2014 - Publica o álbum A Batalha, de 86 páginas, pela editora Gradiva, com o patrocínio da Fundação Batalha de Aljubarrota.

 

 

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P E N I M   L O U R E I R O


Penim Loureiro nasceu em 1963, em Lisboa, com formação em arquitetura. Fez banda desenhada durante o curto período de tempo de 1979 a 84. Não obstante, a exiguidade deste percurso destacou-se com uma múltipla produção de bandas desenhadas publicadas em fanzines como o Ritmo, Ruptura ou na Amargem, bem como em variados periódicos dos quais constituem exemplo o Sete, Tintin, Jornal da BD, Boletim do CPBD e a revista espanhola Un Fanzine Llamado Camello. Acabaria por abandonar esta atividade por completo, para dedicar-se à reabilitação arquitetónica, tendo realizado várias incursões no campo da arqueologia e, mais tarde, na arquitetura da paisagem. Atualmente, é professor no Instituto Politécnico de Lisboa.

Após de três décadas de interrupção, regressou em 2014 à narrativa gráfica com o álbum de BD semi-biográfico Cidade Suspensa, seguido da participação em Portugal 2055 (2015) e Reportagem Especial - Adaptação às Alterações Climáticas em Portugal (2016).
As cinco imagens, agora exibidas na Cidadela de Cascais, pertencem a um conjunto expositivo mais alargado, intitulado 24 Weeks, com curaria de Lawrence Klein, fundador do MoCCA (Museum of Comic and Cartoon, New York), onde dois banda-desenhistas - Penim Loureiro (Portugal) e Luke McDonnell (EUA) - foram convidados a fazer um desenho por semana durante 24 semanas, cada um com um tema pré-determinado, recriando momentos e personagens da mitologia do comic norte-americano.

 

 

O HOMEM QUE GOSTAVA DE ANIMAIS - Formato Vertical Final 333x500

R E N A T O   A B R E U


Renato de Lima Simões e Abreu nasceu em Lisboa, em Dezembro de 1956.

Tem frequência do Curso de Antropologia no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Possui o curso de Engenharia Multimédia e licenciatura em Informática.
Frequentou ateliês livres em Desenho e Fotografia no Centro de Artes e Comunicação Visual – ARCO. No IADE, frequentou o curso de design e decoração de interiores, e tirou o curso suplementar de BD, dirigido por Vítor Péon.
Tem colaboração de BD em vários fanzines: Protótipo (de que foi o editor em 1985), Eros, Ritmo e Shock; no suplemento Tablóide do jornal Diário Popular, no Jazzbanda (nº2 - Out. 2006), e no Efeméride (nº 3, nº 5 e nº 6 - 2007, 2012, 2015), e na revista O Mosquito (V Série), no respectivo suplemento Insecticida.
Há igualmente colaboração sua em BD e ilustração nas páginas de publicações de diferentes temas: no Jornal de África, em revistas CTS – Ciência, Tecnologia e Sociedade, e nos livros de José de Matos-Cruz da série O Infante Portugal.
Ao nível de álbuns de BD, colaborou em duas obras de tipo colectivo: Noites de Vidro e José Muñoz – Cidade, Jazz da Solidão.
Além de autor de BD, foi director da revista LX Comics, que teve quatro números publicados entre 1990 e 1991, onde também fez BD (no nº 3 - Inverno de 1991).

 

 

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S U S A N A   R E S E N D E


(Montijo, 1978). É artista plástica e ilustradora, e ocasionalmente autora de banda desenhada. Autodidacta desde criança, licenciou-se em Pintura na FBAUL-Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (1999-2005), com frequência em Escultura (1999) e curso integrado de Vitrinismo (2004). Realizou, paralelamente, o Curso de Iniciação ao Desenho, pela Sociedade Nacional de Belas-Artes (1997-2001), e ainda o Curso Profissional de Tecnologias de Informação e Comunicação (2006) e o Curso de Competência Pedagógica (2012), ambos na Escola Profissional do Montijo.

Profissionalmente, estagiou como professora de Artes Plásticas no centro ATL da Santa Casa da Misericórdia, em Canha (2007), antes de transitar, como Técnica Superior de Expressão Plástica, para a Cercica - Instituto para Pessoas com Deficiência de Cascais (2008-2009).
Enquanto freelancer, trabalha em ilustração editorial e coordena workshops de artes plásticas e, ocasionalmente, realiza performances de desenho ao vivo; das quais se salientam as sessões realizadas na Cerciama, com a presença do então Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, durante a Gala do 20º Pirilampo Mágico; e no evento musical Festival do Som, na Parede.
Entre a vintena de mostras realizadas, destacam-se: Paisagem, na Quinta do Saldanha (Montijo, 2005); Esperança, na Galeria Lucília Guimarães (Guimarães) e na Galeria Reversos (Lisboa, 2006); a colectiva itinerante 4º Ano de Desenho, do curso de Pintura da FBAUL (2006); e a sua primeira retrospectiva, Perspectivas, na Casa da Cultura de Melgaço (Minho, 2008); seguida de Desenho em Movimento em Desenho, integrado no evento BD ao Forte/Desenha'12, no Forte do Bom Sucesso em Belém (Lisboa, 2012), e Ambiências, no Ateneu Popular (Montijo, 2014).
Integrou, também, diversas mostras colectivas associadas à ilustração e à banda desenhada, como Entre:Visões, no Centro Cultural de Cascais (2012); Combatentes, integrado no BD ao Forte/Desenha'12 (Lisboa, 2012); O Infante Portugal em Universos Reunidos, no 23º Festival Amadora BD (2012); Montijo Faz P/Arte, nas galerias municipais do Montijo e Canha (2014); e Tributo TMNT Portugal, no XI Festival Internacional BD de Beja (2015) e O Infante Portugal & Aurora Boreal, com Daniel Maia, no XIII Festival Internacional BD de Beja (2017).
A nível editorial, participou no terceiro volume da saga O Infante Portugal, por José de Matos-Cruz, sendo convidada a recriar a heroína Aurora Boreal, em série a publicar por Apenas Livros.
A sua primeira BD, Sayonara, incluída na antologia Zona Nippon 2, da Associação Tentáculo (2013), foi nomeada e alcançou o 2º lugar na categoria Melhor Obra Curta do XII Troféus Central Comics (2014). Os trabalhos sucedâneos, Navegador e 24, foram editados na revista Gerador e em CAIS (2015), respectivamente, sendo o último escrito por André Oliveira.
Recentemente, como artista convidada, participa em O Infante Portugal em Universos Reunidos (Arga Warga/Kafre), escrito por José de Matos-Cruz e com desenhos de Daniel Maia; e ilustra o livro Contos do Soba, de Américo Dimas Netto, e o primeiro livro infanto-juvenil, escrito pelo autor Papion Silva.

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 2 1  ETERNUS 9  A CIDADE DOS ESPELHOS 2010

V I C T O R   M E S Q U I T A


A Arte será sempre um dos mais preciosos instrumentos de reflexão

sobre o nosso próprio mistério.

Nasceu em Lisboa, em 1939. Em 1954, estreia-se na revista de banda desenhada Mundo de Aventuras, com Nos Caminhos do Passado. Casa-se e parte para Moçambique. Trabalha em publicidade e continua a dedicar-se à banda desenhada e à pintura e, neste campo, obtém em Joanesburgo uma Menção Honrosa na Bienal da Transvaal Academy Exhibition. Escreve os próprios argumentos e faz banda desenhada para o diário Rand Daily Mail. Regressa a Portugal e colabora na revista Jacto, do jornal O Século, com um trabalho sobre a adolescência de Viriato. Publica Navegadores do Infinito na revista Cinéfilo, vindo a obter em 1989 o Prémio Vinheta para a Melhor Banda Desenhada. Cria e dirige a revista Visão em 1975, publicando mais tarde o álbum Eternus 9 - Um Filho do Cosmos (1979), que vê traduzido em diversas línguas. Realiza o primeiro levantamento da Banda Desenhada Portuguesa para a Histoire Mondiale de la Bande Dessinée das Edições Pierr Horay, com distribuição mundial. Publica A Ilha da Bruma na revista do semanário Expresso em 1993, obtendo de novo o Prémio Vinheta. Em 1994, é homenageado ainda com o Prémio Mosquito para o melhor desenhador do ano e publica, na revista do Expresso, O Homem Que Não Se Chamava Hemingway, que fará parte do álbum Trilogia Com Tejo ao Fundo, editado pelas Edições Asa em 1995. Segue-se O Sindroma de Babel, Edição da Câmara Municipal da Amadora. Em 2008, as Edições Gradiva reeditam Eternus 9 - Um Filho do Cosmos, com a qual assina o contrato que irá permitir o prosseguimento da mesma obra. Neste mesmo ano, obtém o Troféu Honra (Prémio Carreira) - Banda Desenhada Amadora 2008 - Ficção Científica e Tecnologia, atribuído pela FIBD – Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, com a obra acima referida. Em 2010, é publicado o segundo tomo de Eternus 9, agora com o título Eternus 9 - A Cidade dos Espelhos, sendo desta vez galardoado com O Melhor Argumento. Presentemente, tem sido solicitado para conferências sobre o seu próximo álbum, expondo um novo paradigma, uma nova concepção para uma Nova Banda Desenhada, que designa por EmoVisiion BD: uma nova arte de representar a estética das emoções sentidas pelo leitor ao longo de uma narrativa de BD.

 

 

 

 

 

C O N V I T E   P A R A   E X P O S I Ç Ã O


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