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PAREDÃO DO ESTORIL [Cascais/ Mte Estoril] , 27 DE MAIO A 25 DE JUNHO

arte 2017 185
 
 
 
 
 
 
 
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A Exposição Artemar, uma das iniciativas que solidificaram no panorama das ações culturais da Câmara Municipal de Cascais/ Fundação D. Luís I e a que a população maior grau de apreço concede, regressa este ano com novos artistas e trabalhos - Mariana Dias Coutinho, Pollyanna Freire, Xana, Musa paradisiaca (Eduardo Guerra e Miguel Ferrão) -, numa demonstração cabal de interesse por parte dos participantes. Uma vez mais o Passeio Marítimo é palco de uma manifestação artística de grande relevância, dadas as características das peças exibidas, que remetem para a defesa do mar.
 
 
 
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 8ª EDIÇÃO - 2017

ARTEMAR ESTORIL

Curadoria: Luísa Soares de Oliveira
 
 

A oitava edição da exposição Artemar regressa este ano com um conjunto diversificado de artistas, tanto geracionalmente como em termos de prática artística. Dando continuidade ao trabalho que temos vindo a desenvolver no paredão das praias do Estoril e de Cascais desde a primeira edição desta exposição colectiva, o Artemar realiza-se agora no formato já adoptado em 2015: o de trazer um conjunto de obras de arte realizadas por convite ao público que desfruta da praia nestas primeiras semanas de época balnear.


Apesar da diversidade das propostas de Mariana Dias Coutinho, da dupla Musa Paradisiaca, de Pollyana Freire e de Xana, e de todos eles terem desenvolvido o seu trabalho isoladamente, no completo desconhecimento daquilo que os seus colegas criavam, encontramos em todas as obras terminadas um denominador comum: o da celebração desse tempo fora do tempo que as férias são, dessa antevisão de um paraíso possível, dessa festa do corpo em que as temporadas estivais de praia se converteram.


Ainda hoje nos espantamos como era possível, em meados do século XIX, por exemplo, não usufruir plenamente da paisagem e da beleza que a praia proporcionava. Não estaria na moda, não seria costume, não se poderia sequer considerar como uma actividade própria para a alta sociedade do tempo... As coisas mudaram. E o Estoril e Cascais, neste aspecto (como noutros), foram localidades pioneiras em Portugal, as primeiras onde o turismo de praia arrancou verdadeiramente, ajudado ora pela presença da família real em Cascais, ora pelas realizações visionárias de Fausto de Figueiredo no Estoril.


De certa forma, o turismo de elite, como todo o turismo o era nos seus começos em Portugal, adaptava ao quotidiano alguns preceitos das considerações românticas sobre a paisagem e a Natureza. A melancolia que o sentimento de sublime sempre provocava no artista romântico, que via na paisagem o puro reflexo dos seus estados de alma e sobretudo da impossibilidade de alcançar a suprema beleza através da arte, era agora substituída ainda pela contemplação, sim, mas de uma presença física que que se realizava naquele momento. Longe das preocupações diárias, imbuído do sentimento da comunhão com a natureza, o veraneante vivia, na estância estival, a utopia da felicidade enfim materializada.

 

 

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teatro-praia (plataforma para performatividades públicas) | Cimento, ferro, resina e pigmento | 4,75 m x 7,85 m x 0,15 m

 

Mariana Dias Coutinho, num recanto do paredão perto de uma piscina natural, construiu um suporte ondulado que pode e deve ser usado pelo público. Teatro-praia, o nome da sua peça, possui o subtítulo de "plataforma para performatividades públicas", acentuando a exposição (no duplo sentido da palavra: apresentação de obras de arte e acto de dar a ver qualquer coisa) dos corpos no areal, dispostos em coreografias e cenários previsíveis. Esta é uma nova faceta de uma obra que se tem declinado formalmente em objectos de muito diversa índole mas que focam todos, conceptualmente, a transformação da forma de raiz clássica.

 

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mestres da velocidade Resina de poliéster e fibra de vidro carregada com pó de areia e carvão | 50 x 110 x 52 cm

 

Musa paradisiaca, o nome que a dupla Miguel Ferrão e Eduardo Guerra adoptou já há alguns anos, tem construído uma obra original que ultrapassa as fronteiras tradicionalmente atribuídas às várias disciplinas artísticas. Ancorada no diálogo e na interconexão, constrói, através de parcerias distintas, uma obra onde o discurso, a narratividiade e a poesia se materializam em objectos escultóricos, arquitectónicos, têxteis, fílmicos, fotográficos, entre outras performances e acções que pedem sempre uma participação específica ao público. Mestres da velocidade, o nome da peça que criaram para o Artemar, é uma escultura que está colocada porventura no local que melhor convoca o desejo de contemplação do passeante. Nesta escultura, quatro formas esféricas remetem para uma possível multiplicação de um corpo mutante, exposto ao sol e aos elementos, e que aqui cumpre uma função ficcional em tudo replicante da nossa condição de espectadores. A peça, que desenvolve uma outra construída para uma exposição da dupla em Berlim, desenvolve as ideias originadas por uma história contada pelos artistas em que pilotos de avião observavam no solo aquilo que um outro fazia no ar, destacando assim a observação do céu implícita neste acto.

 

POLLYANA FREIRE projeto artemar 750

sem título  Mdf hidrófugo e esmalte sintético colorido. 21 módulos, medidas variáveis.

 

Pollyana Freire, escultora brasileira a viver e trabalhar em Portugal, constrói esculturas coloridas que em tudo negam a vocação monumental da escultura pública. A sua obra, Sem Título, baseia-se numa profusão cromática sem a qual não é inteligível, ao mesmo tempo que se apoia num desenho explícito para se materializar. Pollyana é a escultora que aqui apela de modo mais explícito à função lúdica deste lugar, não se coibindo de nos pedir implicitamente para que realizemos todas as associações possíveis entre a sua obra e as memórias de vida mais felizes.

 

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a natureza do movimento | Intervenção sobre pérgolas: telas suspensas pintadas
a tinta de spray e objectos diversos | 255x304x150 cm (pérgola)

 

Xana, por fim, de outra geração, é o artista que apresenta uma carrreira e um corpo de trabalho obviamente mais vastos. Desde os anos 90 que expõe regularmente, e que tem feito, para além das esculturas criadas em espaços fechados de galerias e museus, projectos de arte pública que se destacam por um cromatismo saturado e pela possibilidade de uma crítica social ou política imanentes. A sua biografia é extensíssima, e nela não deve ser descurada uma notável actividade de pedagogo. Para esta edição do Artemar, convocou Matisse, o pintor que a si próprio se dava por função representar a alegria de viver. Em panos coloridos impressos com as formas que surgem hoje aos olhos de todos como a assinatura plástica de Xana, destaca pontos de repouso e descanso que existem já no paredão do Estoril, transformando-os em tendas coloridas onde estas autênticas pinturas fluidas esvoaçam ao vento, rodeando quem aqui se senta, como as tendas desse mundo ocioso e oriental de que o pintor de Nice tanto gostava. Intitula-se, por isso, A Natureza do Movimento.

 

Luísa Soares de Oliveira

 

 

 

 
 
 
A R T I S T A S   C O N V I D A D O S   B I O G R A F I A S :


MARIANA DIAS COUTINHO

Mariana Dias Coutinho, Lisboa, 1978. Vive e trabalha em Lisboa.
Frequentou o curso Performance Arte Portuguesa: performers e performances, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (2017), Pintura e Desenho, Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual (2010-2011), Licenciatura em Conservação e Restauro, Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências e Tecnologia, Almada (2001-2004). Em 2016, ganha o 1º prémio com a obra "Ataque ao Sol: a Custódia e o Paramento" (Casa-Museu Medeiros e Almeida), tornando-se artista bolseira em MArt , Espaço de projecto, aprendizagem e experimentação artística, Lisboa (2016-2017).
Das exposições individuais destacam-se: "I´m neither here nor there", Galeria de Arte Casino Lisboa, Lisboa (2016), "Sonho muito, durmo pouco", Fundação PT - Espaço Andrade Corvo, Lisboa (2015); e das exposições colectivas "Campanha", Casa-Museu Medeiros e Almeida, Lisboa (2016), "Land Art 2016", Quinta do Pisão, Cascais, comissariada pela Fundação D. Luis I e pela Câmara Municipal de Cascais, curadoria Luísa Soares de Oliveira (2016), "Escola de Línguas", artistas residentes em MArt, Galeria Sá da Costa e Museu de São Roque, Lisboa (2016), "Vaga Luz", Casa-Museu Medeiros e Almeida, Lisboa (2015), "21 artistas 21 mupis", curadoria de Sandro Resende (2015), "o passeio, a escuta e o respirar da acção", Espaço Mira, curadoria de José Maia, Susana Rodrigues e Maria Corte-Real, Porto (2015), "Line Stories", Rolling Stock, inserido no inserido no NY Portuguese Short Film Festival , curadoria Arte Institut e Edge Arts, London, UK (2013)

Obra proposta: «teatro-praia»

 

Musa paradisiaca

Musa paradisiaca é um projecto artístico de Eduardo Guerra (Lisboa, 1986) e Miguel Ferrão (Lisboa, 1986), centrado no diálogo. Assente em parcerias temporárias com entidades de variada competência, Musa paradisiaca assume diferentes formas, mantendo um caráter discursivo e participativo. Daí deriva a proposta para a criação de uma família pensante que, a várias vozes, se afirma.
Musa paradisiaca tem realizado diversas exposições, sessões e apresentações, nacionais e internacionais, entre as quais as exposições individuais "Man with really soft hands" (Galeria Múrias Centeno, Lisboa, 2017), "Masters of Velocity" (Dan Gunn Gallery, Berlim, 2016), "Alma-bluco" (CRAC Alsace, Altkirch, 2015) e "Audição das máquinas / Audição das flores" (Kunsthalle Lissabon, Galeria 3+1 Arte Contemporânea, Lisboa, 2014); as exposições colectivas "Conversas: Arte Portuguesa Recente na Colecção de Serralves" (Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, 2016), "Objectos Estranhos: Ensaio de Proto-escultura" (Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães, 2016), "O Museu a haver" (Fórum Eugénio de Almeida, Évora, 2015), "Le lynx ne connaît pas de frontières" (Fondation d'Entreprise Ricard, Paris, 2015) e "Der Leone Have Sept Cabeças" (CRAC Alsace, Altkirch, 2014) e as performances "Cantina-Máquina" (Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, 2015), "Como se apanha um fugitivo? — Mostra de objectos conversáveis" (CAM - Fundação Calouste Gulbenkian, 2013) e "Tarefas impossíveis (O Criado do Cenáculo)" (Palais de Tokyo, Paris, 2013).
Em 2012 e 2016, Musa paradisiaca foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido finalista do Prémio EDP Novos Artistas, em 2013, e do Prémio SONAE Media Art, em 2015.

Obra proposta: «mestres da velocidade»

 

POLLYANA FREIRE

Pollyanna Freire nasceu em São Paulo, Brasil, em 1982. Estudou Artes Plásticas na Universidade Estadual de São Paulo e é Mestre em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Frequentou no Ar.Co: Curso Avançado em Artes Plásticas, 2010-2011, e Projeto Individual em Artes Plásticas, 2011-2012.
Das exposições coletivas que integrou, destacam-se: Me, Myself and I – IV Exposição de Desenho da Fundação Centenera Jaraba, 2012, Madrid, onde recebeu uma menção honrosa, Bolseiros e Finalistas do Ar.Co, Museu da Cidade, Lisboa, 2013 e 2014, e O pouco ou muito a diferença é pouca, curadoria de João Silvério, Módulo - Centro Difusor de Arte, Lisboa, 2014. Em 2015 foi seleccionada para o Prémio Novos Artistas da Fundação EDP, expondo coletivamente no Museu da Electricidade, Lisboa.
A sua primeira exposição individual Escultura, realizou-se em 2017 no Módulo - Centro Difusor de Arte, Lisboa.

Obra proposta: «sem título»

 

XANA

Xana nasce em Lisboa em 1959. Licenciado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1984, ano em que passa a residir em Lagos no Algarve. Nessa cidade desenvolve, desde 1995, com outros artistas, o projecto LAC - Laboratório de Artes Visuais. É co-autor do projecto de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Algarve onde é professor convidado desde 2004. Como artista visual realizou desde 1981 diversas exposições, cenografias ou intervenções em espaços públicos. Em 2005 a Culturgest, em Lisboa, apresentou uma selecção antológica das suas obras, intitulada "Arte Opaca e Outros Fantasmas". Nos últimos anos tem centrado o seu trabalho artístico na criação de instalações/construções temporárias de arte pública. Nesse âmbito destaca-se a construção, em 2009, de um grande "Arco do Triunfo" no Passeio de Gràcia em Barcelona. Apresentou em 2010, nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, a instalação "Assembleia", integrada na exposição "Res Publica". Em 2012 realizou no Museu do Chiado" a instalação "Nova Assembleia e algumas próteses". Constrói na primavera de 2012, no Parque de Escultura Contemporânea Almourol, Vila Nova da Barquinha, a intervenção escultórica "Uma Casa no Céu". Realizou a instalação "Amor Libera Lux" no âmbito da iniciativa "Vicente' 2013" em Belém, Lisboa. Em 2016 realiza realiza intervenções no espaço público do Algarve, em Mexilhoeira(Portimão), Messines(Silves), Alte(Loulé) e Alportel no âmbito do projecto "Watt?" (org. LAC e Fundação EDP) Xana está representado em diversos museus e colecções públicas, nomeadamente: o Museu de Serralves no Porto, Kunstlerhaus-Musonturm em Frankfurt, a Fundação Luso-Americana e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

Obra proposta: «a natureza do movimento»

 

 

L O C A L I Z A Ç Ã O   D A S   O B R A S


 

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