CENTRO CULTURAL DE CASCAIS

 

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Inaugurado em Maio do ano 2000, o Centro Cultural de Cascais encontra-se instalado na "Casa Cor-de-Rosa", antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade. A edificação deste Convento foi iniciativa do IV Conde de Monsanto, D. António de Castro, que nele desejava instalar o primeiro Colégio Português de Filosofia, tendo as obras sido concluídas em 1641. Arruinado quase totalmente pelo terramoto de 1755, o Convento não foi reconstruído ainda que os frades continuassem a habitá-lo. A história do Convento, até 1834, está descrita na Crónica dos Carmelitas Descalços, ordem religiosa que o ocupou até essa data. Quando, nesse ano, as ordens religiosas foram extintas, o Convento ficou votado ao abandono e em ruína. Depois de passar por diversos proprietários foi adquirido pelo Visconde da Gandarinha, em finais do século XIX, que ali mandou instalar o seu palácio de veraneio.

 

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Já em meados do século XX o edifício foi adquirido pela família Espírito Santo e, em 1977, a Câmara Municipal de Cascais tomou posse, por escritura de doação, da Sociedade Casas da Gandarinha SARL, com a salvaguarda da utilização da capela com actos de carácter religioso pela autoridade eclesiástica local sempre que para esse efeito fosse requisitada.

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Algumas adversidades levaram a sucessivos adiamentos da recuperação do antigo convento, que começou a ser executada em Março de 1994, num projecto faseado. A ala norte foi a primeira a ser concluída, tendo as restantes alas (nascente, sul e poente) sido objecto de escavações arqueológicas que terminaram em 1997.

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Reconstruído segundo projecto do Arquitecto Jorge Silva a partir das chamadas “Casas Cor-de-Rosa da Gandarinha”, e de linhas inspiradas no antigo convento, o futuro Centro Cultural de Cascais veio a ficar concluído praticamente na viragem do milénio.

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Inaugurado a 12 de Maio de 2000 pelo então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, o Centro Cultural de Cascais, enquanto equipamento de dimensão ímpar para acolher exposições de grande envergadura, contribuiu de maneira decisiva para dar mais visibilidade à actuação da Fundação D. Luis I no domínio das Artes Plásticas, porquanto lhe foi cometida a responsabilidade de preparar e executar eventos compatíveis com a dignidade do novo espaço.

 

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O Centro abriu com uma exposição de fotografia de José Paula Machado intitulada 500 anos depois…, comemorativa dos 500 anos da chegada dos Portugueses ao Brasil. Esta exposição, comissariada em Portugal por Maria João Bustorff, abriu na mesma altura em que no Brasil era inaugurado evento semelhante: em Portugal mostravam-se imagens do Brasil ao mesmo tempo que ao Brasil chegavam imagens de Portugal, podendo os interessados aceder assim às duas exposições através do sistema de vídeo-conferência.

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Poucos meses depois da inauguração o Centro Cultural de Cascais foi visitado pelos Reis de Espanha (12 Setembro), que apreciaram uma excelente exposição de Arte Contemporânea Portuguesa, propriedade do MEIAC, complementada por uma colecção – Cerâmica das Caldas– de Duarte Pinto Coelho, famoso decorador da Casa Real Espanhola, natural de Cascais.

 

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O Centro Cultural de Cascais estende-se por 3 amplos pisos. No piso térreo, além do espaço de Recepção, articulam-se 4 salas de exposições, uma das quais na nave central, geralmente dedicada à exibição de gravura, que é precedida por pequena sala de espera e zona de bar, que por sua vez dá acesso ao pátio interior do antigo convento, no qual funciona actualmente o restaurante e requintado salão de chá “Conversas na Gandarinha”.

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Na capela mais recente foi criado um auditório multifuncional com 144 lugares, no qual a Câmara Municipal de Cascais promove ou recebe inúmeras iniciativas, tais como conferências, seminários, pequenos concertos de música, performances e exposições que exijam amplo pé direito, sem inviabilizar a sua vocação inicial de prática de culto religioso, já que, na remodelação a que foi sujeita, foi mantida a possibilidade de celebrar culto.

 

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